A DUPLA FACE DE TRUMP: Discurso de Guerra, Negociação de Paz

O cientista político russo Konstantin Blokhin revelou à Sputnik: a posição dos EUA nas negociações a portas fechadas é “mais complacente” do que as ameaças públicas de Trump. Enquanto o presidente berra “aniquilação” para a mídia, seus negociadores buscam um “congelamento do conflito” — uma admissão de derrota disfarçada. Enquanto isso, os países do Golfo observam com inquietação: as negociações priorizam o controle de Ormuz e o programa nuclear iraniano, ignorando as ameaças que mais os afetam (mísseis e grupos armados). A percepção no Golfo é de que estão sendo abandonados por Washington. E que o controle iraniano sobre a rota energética mais importante do planeta se tornará permanente. O império não apenas perdeu a guerra — perdeu a confiança de seus aliados.

“ELES O EXPULSARAM”: Trump Foi Retirado da Sala de Situação Durante o Resgate de Pilotos Abatidos

O Wall Street Journal revelou que, durante a operação de resgate de dois pilotos americanos abatidos pelo Irã, Trump ficou tão alterado — gritando e reclamando que os europeus “não estavam ajudando” — que seus assessores militares o mantiveram fora da Sala de Situação porque “sua impaciência não seria útil”. O comandante-em-chefe foi expulso por seus próprios subordinados. A mesma reportagem revelou que Trump queria se autodecorar com a Medalha de Honra por um voo noturno ao Iraque em seu primeiro mandato — um voo sem combate. A porta-voz da Casa Branca disse que ele “estava brincando”. Jesse Dollemore respondeu: “Se ele está brincando, qual é a piada sobre esse covarde que nunca serviu um momento em uniforme militar?” O padrão é claro: Trump não comanda. É um obstáculo. E seus próprios subordinados já perceberam.

A DANÇA DO ESTREITO: Irã Fecha Ormuz Novamente, e o Petróleo se Prepara para Nova Alta

O Irã anunciou a reabertura temporária do Estreito de Ormuz durante o cessar-fogo. O petróleo caiu 10%, passando de US$ 100 para US$ 89. Trump agradeceu ao Irã (“Obrigado!”), mas manteve o “bloqueio covarde” — como define Pepe Escobar — até que “o acordo seja 100% concluído”. O Irã reagiu. Neste sábado (18), a agência estatal iraniana Tasnim anunciou que o estreito está novamente fechado. Um porta-voz militar iraniano afirmou que a passagem continuará bloqueada enquanto o bloqueio americano aos portos iranianos permanecer em vigor. Trump, em nova postagem, disse que o estreito está “completamente aberto” mas que o bloqueio continua — uma contradição que o mercado não aceitará passivamente. A Europa, enquanto isso, age sem os EUA. O petróleo subirá novamente. A única certeza é que Trump não quer paz — quer uma capitulação. E o Irã não está disposto a aceitar.

PEPE ESCOBAR: As Últimas da Guerra do Consórcio EUA/ISRAEL Contra o IRÃ

Pepe Escobar analisa a guerra no Estreito de Ormuz: dois bloqueios. O iraniano, na verdade um pedágio aprovado pelo parlamento, cobra US$ 2 milhões por petroleiro (ou yuan/cripto) – para um petroleiro transportando 2000.000 de barris- e permite a passagem de nações não hostis. O americano, posicionado no Golfo de Omã, é um “bloqueio de covardes” — longe dos mísseis iranianos de curto alcance, mas vulnerável aos hipersônicos. O alvo real, segundo Escobar, é a China. O secretário do Tesouro americano disse abertamente que “a China não vai poder mais receber petróleo do Irã”. A China, no entanto, tem alternativas: gasodutos da Rússia, da Ásia Central e de Mianmar, além de reservas estratégicas de 1,3 bilhão de barris. O cenário mais aterrorizante é a entrada dos houthis no conflito, fechando o “triângulo de Al-Aqsa” (Bab al-Mandeb, Yanbu e Suez), o que levaria o petróleo a US$ 200 o barril. Escobar revela o plano sinistro: provocar um jejum de petróleo e dólares para forçar uma reestruturação da dívida americana às custas do mundo. O cessar-fogo expira na próxima semana. O próximo movimento pode ser o afundamento de um destroyer americano — e a imagem definitiva da derrota do império.

SCOTT RITTER: O Bloqueio de Trump é uma Piada

Trump ameaçou impor um bloqueio naval ao Irã, mas Scott Ritter, ex-oficial de inteligência dos Fuzileiros Navais dos EUA, explica por que é inviável: os navios americanos não podem chegar perto do Estreito de Ormuz — seriam afundados por mísseis e drones iranianos. Em mar aberto, a Marinha dos EUA não tem navios suficientes para patrulhar uma área tão vasta. Enquanto isso, Elijah Magnier confirma que petroleiros iranianos e chineses já estão cruzando o estreito livremente. A China deixou claro que não tolerará interferência em seus suprimentos de energia. Ritter conclui: “O bloqueio é uma piada. O que vamos fazer? Abordar um navio chinês? Não temos os recursos para isso.”

Scott Ritter: O Horrendo Assassinato das Crianças de Minab

Scott Ritter, ex-oficial de inteligência dos Fuzileiros Navais dos EUA, descreveu o ataque a uma escola em Minab, Irã: o primeiro míssil atingiu o prédio; os professores levaram as crianças para o salão de orações, considerado o local mais seguro; os operadores americanos viram a aglomeração de crianças em suas câmeras e ordenaram o segundo míssil. 165 meninas (entre 6 e 12 anos), a diretora e professoras foram mortas. “Foi um ato deliberado de assassinato”, disse Ritter. O mesmo padrão de brutalidade aparece no vídeo do Wikileaks de 2007: pilotos americanos matam jornalistas e civis no Iraque, confundindo câmeras com rifles, e trocam gracejos: “Olha aqueles bastardos mortos. Legal.” “Bom serviço. Muito obrigado.” Ritter conclui: “Somos o mau da história.”

PÂNICO EM ISLAMABAD: Como a Guerra do Irã Quebrou o Império Americano

As negociações entre os EUA e o Irã em Islamabad fracassaram após 21 horas. JD Vance anunciou que os iranianos “não aceitaram os termos americanos” e voltou para casa de mãos vazias. Enquanto isso, Trump assistia a uma luta do UFC em Miami. A imagem é a metáfora de um império em frangalhos. O fracasso das negociações deixa o cessar-fogo por um fio. O império sangra.

REVELAÇÃO: Netanyahu Traçou o Plano de Guerra Contra o Irã na Casa Branca

Em 11 de fevereiro de 2026, Netanyahu entrou na Sala de Situação da Casa Branca e, diante de Trump e de seus conselheiros, traçou os objetivos da guerra contra o Irã: eliminar os mísseis balísticos, conter o Irã, evitar o fechamento de Ormuz, e até realizar a mudança de regime, e até sugerindo o novo nome da liderança que ele imaginava que deveria assumir. Trump disse “parece bom para mim”. O vice-presidente J.D. Vance foi veementemente contra. O diretor da CIA chamou os cenários de “farsa”. O secretário de Estado Marco Rubio os chamou de “besteira”. Todos foram ignorados. A guerra foi decidida por um líder estrangeiro, na Sala de Situação da Casa Branca. Jesse Dollemore resumiu: “Donald Trump deu a Netanyahu o controle da Sala de Situação.”

“VITÓRIA DECISIVA? NÃO INSULTE NOSSA INTELIGÊNCIA”: Tenente Coronel Daniel Davis Expõe as Mentiras de Hegseth

O secretário de Guerra Pete Hegseth tentou vender o cessar fogo da guerra contra o Irã como uma “vitória militar decisiva”, dizendo que o Irã “implorou pelo cessar-fogo”. O Tenente Coronel Daniel Davis, veterano de combate e oficial de inteligência aposentado, desmonta a propaganda: o Irã não era uma ameaça aos EUA há 47 anos — a hostilidade começou com o golpe da CIA em 1953. O Irã não tinha programa nuclear ativo — a própria inteligência americana confirmava. E não houve vitória — houve humilhação. Davis lembra que os EUA apoiaram uma guerra de oito anos contra o Irã que matou centenas de milhares de iranianos, e que o Irã agiu com contenção enquanto Israel e os EUA escalavam. Enquanto isso, o presidente do Irã, Pezeshkian, alerta que os ataques de Israel ao Líbano “tornarão as negociações inúteis”. E a mídia americana conclui: os EUA devem parar de obedecer a Israel se quiserem paz duradoura.

A SABOTAGEM ANUNCIADA: LT Col Daniel Davis Fala da Sabotagem de Netanyahu ao Acordo de Trump

Menos de 24 horas após Trump anunciar um cessar-fogo de duas semanas com o Irã, Israel lançou o maior bombardeio contra o Líbano em semanas. Netanyahu disse que “o Líbano não estava no acordo”. Trump, em vez de repreendê-lo, concordou. O Paquistão, mediador do acordo, desmentiu publicamente: “O cessar-fogo vale para todas as partes, incluindo o Líbano”. O Irã reagiu fechando novamente o Estreito de Ormuz e retomando os ataques. O Tenente Coronel Daniel Davis, veterano de combate e oficial de inteligência aposentado, expõe a dinâmica: Netanyahu convenceu Trump a entregar as Forças Armadas dos EUA para usar como fantoche. “É embaraçoso. Trump gosta de falar o quão forte ele é, e ainda assim permitiu que fosse usado como um fantoche.” Enquanto isso, aliados de Trump como Jack Keane defendem o “Modelo Líbia” para o Irã — o mesmo que resultou no assassinato brutal de Gaddafi —, uma sabotagem deliberada para que o Irã nunca aceite um acordo. O cessar-fogo que devia durar duas semanas durou menos de 24 horas. O império sangra. E o mundo observa.