O BUFÃO RECUOU: Trump Anuncia Cessar-Fogo de Duas Semanas e o Irã Declara Vitória

Após ameaçar “apagar uma civilização inteira”, Trump recuou e anunciou um cessar-fogo de duas semanas com o Irã, intermediado pelo Paquistão. O Irã declarou vitória e divulgou os termos da capitulação americana: controle do Estreito de Ormuz pelo Teerã, pagamento de indenizações, suspensão das sanções, permissão para enriquecimento de urânio e retirada das tropas americanas do Oriente Médio. O Papa Leão XIV classificou a ameaça de Trump como “inaceitável”. A pressão pela 25ª Emenda cresceu, com figuras como Marjorie Taylor Greene afirmando que Trump “enlouqueceu”. Israel, pego de surpresa pelo recuo americano, fica isolado e à beira do colapso. A guerra que devia durar quatro dias terminou em capitulação humilhante.

“VAMOS EMBORA, COM OU SEM ACORDO”: Trump Anuncia a Debandada da Guerra

Nesse domingo que passou, no 40º dia, Trump disse que os EUA vão embora. Isto é, dar por terminada a guerra contra o Irã. A questão é se é possível acreditar em qualquer coisa que o Presidente dos Estados Unidos fala.

A notícia, divulgada pela CNN Brasil, é baseada em declarações da Casa Branca e do próprio presidente.

“NÃO CONTROLAMOS OS CÉUS DO IRÔ: Scott Ritter Desmascara a Mentira de Trump

Scott Ritter, ex-inspetor de armas da ONU e oficial de inteligência dos Fuzileiros Navais, desmonta a propaganda de Trump: os EUA não controlam os céus do Irã. Caças F-35, F-15 e A-10 foram abatidos, helicópteros alvejados, e as defesas aéreas iranianas continuam ativas. “Não há plano de guerra”, diz Ritter. “Estamos fazendo tudo isso enquanto avançamos.” Trump, em desespero, chama os iranianos de “bastardos loucos” e dá ultimatos que ninguém respeita. Enquanto isso, o Irã libera a passagem pelo Estreito de Ormuz para navios de ajuda humanitária e de nações amigas — França, Japão, Omã, Índia, Panamá já cruzaram. Apenas navios ligados aos EUA e a Israel continuam barrados. Ritter conclui: “Precisaríamos de 900 mil a 1,2 milhão de tropas para derrotar os iranianos. As 4 mil que temos agora? Os iranianos estão dizendo: ‘tragam-nos’. Eles vão todos morrer.”

“SUAS MÃOS ESTÃO CHEIAS DE SANGUE”: O Papa Rebate a Teologia da Guerra de Trump e Hegseth

O Papa Leão, em sua homilia de Domingo de Ramos, declarou que Deus rejeita as orações daqueles que promovem a guerra, dizendo: “Suas mãos estão cheias de sangue” — uma clara referência ao secretário de Guerra Pete Hegseth e ao presidente Trump. Hegseth tem liderado cultos de oração no Pentágono pedindo “violência esmagadora contra aqueles que não merecem misericórdia”. Sua conselheira espiritual, Paula White, referiu-se a Trump em termos messiânicos, comparando sua trajetória à de Cristo. O estudioso Brad Onishi explica que o nacionalismo cristão americano seleciona passagens bíblicas que glorificam a violência e a falta de misericórdia, distorcendo o evangelho. Enquanto isso, o rabino antissionista David Weiss denuncia que o sionismo — tanto judeu quanto cristão — instrumentaliza a fé para legitimar um projeto criminoso. O comandante do Exército dos EUA foi aposentado precocemente por questionar a guerra. A renomeação do Departamento de Defesa para “Departamento de Guerra” simboliza a guinada autoritária e belicista. O Cristo dos Evangelhos — que pregava o amor aos inimigos e recusou a violência — é incompatível com a teologia da guerra pregada por Hegseth e Trump.

O “ACIDENTE” QUE EXPÔS A VERDADE: Dinheiro só Para a Guerra. Trump quer cortar Medicaid, Medicare e creches

A Casa Branca publicou “acidentalmente” um vídeo de um discurso fechado de Trump, depois o deletou — mas não antes de ser salvo pela internet. No vídeo, Trump diz: “Não podemos cuidar de creches. Estamos lutando uma guerra. Nós temos que cuidar de uma coisa: proteção militar.” A guerra contra o Irã já custou US$ 65 bilhões, e a Casa Branca pede mais US$ 200 bilhões. Para pagar a conta, Trump propõe cortar Medicaid, Medicare e creches, transferindo os custos para os estados (que teriam que aumentar impostos locais). O senador Chris Van Hollen (democrata) destrói a justificativa da guerra: a “ameaça nuclear iraniana” foi uma “mentira completa e total”. Ele lembra que o próprio Trump disse ter “obliterado” o programa nuclear iraniano, e sua diretora de inteligência confirmou que o Irã não tentou reconstituí-lo. Van Hollen conclui: “Não votarei em mais um centavo para esta guerra ilegal de escolha.” Enquanto isso, os pobres, idosos e crianças pagam a conta, e os bilionários e fabricantes de armas lucram.

Idas e Vindas: Trump Anuncia Força Extrema Contra o Irã nas Próximas 2 ou 3 Semanas

No 32º dia de uma guerra que prometeu vencer em 4, Trump anunciou em pronunciamento nacional que os EUA atacarão o Irã com “força extrema” nas próximas 2 a 3 semanas, prometendo “fazê-los voltar à Idade da Pedra”. A contradição expõe o desespero: se a guerra está vencida, por que mais bombardeios? Enquanto isso, a Europa age sem os EUA: Macron diz que é “irrealista” abrir Ormuz pela força; Starmer reúne 35 países, excluindo Washington, para negociar. Os houthis entraram na guerra, atacando Israel com mísseis e ameaçando bloquear Bab el-Mandeb. Israel luta em 4 frentes e está à beira do colapso. O petróleo disparou para US$ 106, e a AIE estima perda de 12 milhões de barris/dia — a pior crise energética desde 1973. A Rússia lucra, vendendo petróleo com prêmio. E, no limite, a tese nuclear de Postol e Mearsheimer paira: se Israel usar a bomba, o Irã responderá com seus próprios artefatos, e o resultado pode ser o fim de Israel. Quem é o desmiolado afinal?

O Comandante do Caos: a Desordem Mundial e a Guerra de Escolha de um Presidente Entre a Mentira e o Delírio

A guerra de Trump contra o Irã revela mais do que um conflito geopolítico — expõe uma crise profunda de liderança. Entre contradições discursivas, ausência de estratégia clara e sinais preocupantes de deterioração cognitiva, o presidente americano conduz uma escalada militar que parece responder mais a impulsos do que a objetivos concretos. Analistas e jornalistas independentes descrevem um cenário alarmante, onde decisões críticas são tomadas sem coerência, enquanto o próprio conflito cria os problemas que afirma resolver.

VÍDEO: O PEDÁGIO DE HORMUZ: Irã Cobra US$ 2 Milhões por Petroleiro e Reescreve as Regras do Jogo

Teatrização do artigo do Blog PolitikBr: O PEDÁGIO DE HORMUZ: Irã Cobra US$ 2 Milhões por Petroleiro e Reescreve as Regras do Jogo.
Link: https://politicaemdebate.org/2026/03/28/o-pedagio-de-hormuz-ira-cobra-us-2-milhoes-por-petroleiro-e-reescreve-as-regras-do-jogo/

O PEDÁGIO DE HORMUZ: Irã Cobra US$ 2 Milhões por Petroleiro e Reescreve as Regras do Jogo

Em menos de um mês de guerra, o Irã consolidou seu domínio sobre o Estreito de Ormuz e instituiu um pedágio de US$ 2 milhões por petroleiro, pago em dinheiro ou criptomoedas via blockchain Tron. As novas regras, prestes a serem ratificadas pelo parlamento iraniano, estabelecem um canal de navegação de oito quilômetros entre as ilhas de Qeshm e Larak. Petroleiros de nações não beligerantes — China, Índia, Bangladesh — passam mediante pagamento; navios ligados a EUA, Israel ou “nações hostis” são barrados. O sistema representa a implementação prática do petroyuan no ponto de estrangulamento mais importante do planeta, algo que “um zilhão de cúpulas dos BRICS não conseguiu alcançar”. Enquanto isso, os Emirados Árabes Unidos anunciam que estão prontos para entrar na guerra ao lado dos EUA; o Irã responde publicando uma lista de cinco meg alvos que serão destruídos se isso ocorrer. Trump, que prometeu guerra de quatro dias, está “entediado” e tenta manipular os mercados com anúncios falsos de negociações. O mercado de títulos americano — com rendimentos de 10 anos batendo 5% — pode ser o fator que forçará um recuo. Putin, segundo suas fontes, acredita que a guerra terminará em no máximo quatro semanas.