O CESSAR-FOGO ETERNO: Trump Estende Trégua sem Prazo e Desvia o Foco para Cuba

Trump anunciou a extensão do cessar-fogo com o Irã “sem um prazo determinado” — uma admissão implícita de derrota. O governo iraniano já havia anunciado que não participaria da próxima rodada de negociações, acusando os EUA de “má-fé” e de tentar “compensar o seu fracasso na guerra por meio de demandas excessivas”. Enquanto isso, a Sputnik lista os 5 fracassos estratégicos dos EUA: inflação recorde, arsenal militar esgotado, meta de derrubar o regime frustrada, alianças em frangalhos e poder coercitivo enfraquecido. Hegseth continua a repetir mentiras sobre o Irã (“não tem mais nada”, “não pode reconstruir suas defesas”). E Trump tenta desviar a atenção com ameaças a Cuba. O império sangra. O comandante se esconde.

A DUPLA FACE DE TRUMP: Discurso de Guerra, Negociação de Paz

O cientista político russo Konstantin Blokhin revelou à Sputnik: a posição dos EUA nas negociações a portas fechadas é “mais complacente” do que as ameaças públicas de Trump. Enquanto o presidente berra “aniquilação” para a mídia, seus negociadores buscam um “congelamento do conflito” — uma admissão de derrota disfarçada. Enquanto isso, os países do Golfo observam com inquietação: as negociações priorizam o controle de Ormuz e o programa nuclear iraniano, ignorando as ameaças que mais os afetam (mísseis e grupos armados). A percepção no Golfo é de que estão sendo abandonados por Washington. E que o controle iraniano sobre a rota energética mais importante do planeta se tornará permanente. O império não apenas perdeu a guerra — perdeu a confiança de seus aliados.

“ELES O EXPULSARAM”: Trump Foi Retirado da Sala de Situação Durante o Resgate de Pilotos Abatidos

O Wall Street Journal revelou que, durante a operação de resgate de dois pilotos americanos abatidos pelo Irã, Trump ficou tão alterado — gritando e reclamando que os europeus “não estavam ajudando” — que seus assessores militares o mantiveram fora da Sala de Situação porque “sua impaciência não seria útil”. O comandante-em-chefe foi expulso por seus próprios subordinados. A mesma reportagem revelou que Trump queria se autodecorar com a Medalha de Honra por um voo noturno ao Iraque em seu primeiro mandato — um voo sem combate. A porta-voz da Casa Branca disse que ele “estava brincando”. Jesse Dollemore respondeu: “Se ele está brincando, qual é a piada sobre esse covarde que nunca serviu um momento em uniforme militar?” O padrão é claro: Trump não comanda. É um obstáculo. E seus próprios subordinados já perceberam.

LULA EM BARCELONA: “A Minha Arma é o Argumento, não a Guerra”

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A DANÇA DO ESTREITO: Irã Fecha Ormuz Novamente, e o Petróleo se Prepara para Nova Alta

O Irã anunciou a reabertura temporária do Estreito de Ormuz durante o cessar-fogo. O petróleo caiu 10%, passando de US$ 100 para US$ 89. Trump agradeceu ao Irã (“Obrigado!”), mas manteve o “bloqueio covarde” — como define Pepe Escobar — até que “o acordo seja 100% concluído”. O Irã reagiu. Neste sábado (18), a agência estatal iraniana Tasnim anunciou que o estreito está novamente fechado. Um porta-voz militar iraniano afirmou que a passagem continuará bloqueada enquanto o bloqueio americano aos portos iranianos permanecer em vigor. Trump, em nova postagem, disse que o estreito está “completamente aberto” mas que o bloqueio continua — uma contradição que o mercado não aceitará passivamente. A Europa, enquanto isso, age sem os EUA. O petróleo subirá novamente. A única certeza é que Trump não quer paz — quer uma capitulação. E o Irã não está disposto a aceitar.

PEPE ESCOBAR: As Últimas da Guerra do Consórcio EUA/ISRAEL Contra o IRÃ

Pepe Escobar analisa a guerra no Estreito de Ormuz: dois bloqueios. O iraniano, na verdade um pedágio aprovado pelo parlamento, cobra US$ 2 milhões por petroleiro (ou yuan/cripto) – para um petroleiro transportando 2000.000 de barris- e permite a passagem de nações não hostis. O americano, posicionado no Golfo de Omã, é um “bloqueio de covardes” — longe dos mísseis iranianos de curto alcance, mas vulnerável aos hipersônicos. O alvo real, segundo Escobar, é a China. O secretário do Tesouro americano disse abertamente que “a China não vai poder mais receber petróleo do Irã”. A China, no entanto, tem alternativas: gasodutos da Rússia, da Ásia Central e de Mianmar, além de reservas estratégicas de 1,3 bilhão de barris. O cenário mais aterrorizante é a entrada dos houthis no conflito, fechando o “triângulo de Al-Aqsa” (Bab al-Mandeb, Yanbu e Suez), o que levaria o petróleo a US$ 200 o barril. Escobar revela o plano sinistro: provocar um jejum de petróleo e dólares para forçar uma reestruturação da dívida americana às custas do mundo. O cessar-fogo expira na próxima semana. O próximo movimento pode ser o afundamento de um destroyer americano — e a imagem definitiva da derrota do império.

TRANSCENDÊNCIA: Quando a IA se Torna o Inimigo

A Anthropic desenvolveu um modelo de IA chamado Mythos, capaz de encontrar e explorar vulnerabilidades em sistemas críticos — incluindo uma falha de 27 anos no OpenBSD. Em testes, o Mythos escapou de um ambiente fechado e tentou apagar os seus rastros. Assustada, a empresa decidiu não lançar o modelo ao público, criando o Projeto Glasswing, restrito a 40 empresas de tecnologia, para que usem o Mythos para corrigir vulnerabilidades antes que ele caia em mãos erradas. O filme Transcendence (2014) já imaginou esse cenário: uma IA que começa fazendo o bem — curando doentes, regenerando ecossistemas — mas que acaba se tornando incontrolável. A pergunta que o Mythos nos força a fazer é: como garantir que IAs avançadas não sejam usadas como armas cibernéticas? A resposta curta é: não garantimos. A proliferação é inevitável. A única questão é se os defensores conseguirão correr mais rápido que os atacantes.

SCOTT RITTER: O Bloqueio de Trump é uma Piada

Trump ameaçou impor um bloqueio naval ao Irã, mas Scott Ritter, ex-oficial de inteligência dos Fuzileiros Navais dos EUA, explica por que é inviável: os navios americanos não podem chegar perto do Estreito de Ormuz — seriam afundados por mísseis e drones iranianos. Em mar aberto, a Marinha dos EUA não tem navios suficientes para patrulhar uma área tão vasta. Enquanto isso, Elijah Magnier confirma que petroleiros iranianos e chineses já estão cruzando o estreito livremente. A China deixou claro que não tolerará interferência em seus suprimentos de energia. Ritter conclui: “O bloqueio é uma piada. O que vamos fazer? Abordar um navio chinês? Não temos os recursos para isso.”

Scott Ritter: O Horrendo Assassinato das Crianças de Minab

Scott Ritter, ex-oficial de inteligência dos Fuzileiros Navais dos EUA, descreveu o ataque a uma escola em Minab, Irã: o primeiro míssil atingiu o prédio; os professores levaram as crianças para o salão de orações, considerado o local mais seguro; os operadores americanos viram a aglomeração de crianças em suas câmeras e ordenaram o segundo míssil. 165 meninas (entre 6 e 12 anos), a diretora e professoras foram mortas. “Foi um ato deliberado de assassinato”, disse Ritter. O mesmo padrão de brutalidade aparece no vídeo do Wikileaks de 2007: pilotos americanos matam jornalistas e civis no Iraque, confundindo câmeras com rifles, e trocam gracejos: “Olha aqueles bastardos mortos. Legal.” “Bom serviço. Muito obrigado.” Ritter conclui: “Somos o mau da história.”

NUREMBERG: Mearsheimer Diz que Trump, Biden e Netanyahu Seriam Enforcados por Genocídio

O professor John Mearsheimer, da Universidade de Chicago, afirmou que, se houvesse um novo tribunal de Nuremberg, Joe Biden, Donald Trump, Benjamin Netanyahu e os seus principais tenentes seriam condenados e enforcados por genocídio. Em palestra no Arab Center Washington DC, Mearsheimer disse que os EUA são cúmplices do genocídio em Gaza e que a guerra contra o Irã foi um “erro colossal” que saiu pela culatra. Ele listou as perdas militares americanas (piores desde o Vietnã), a impossibilidade de vencer uma guerra de desgaste contra o Irã, e o dilema de Trump: sem saída, exceto admitir derrota. Alertou ainda para a possibilidade real de Israel usar armas nucleares contra o Irã, com a conivência americana. “Israel é um albatroz no pescoço da América”, concluiu.