“ELES O EXPULSARAM”: Trump Foi Retirado da Sala de Situação Durante o Resgate de Pilotos Abatidos

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Por PolitikBr I Brasília, Em 21/04/2026, 05h:46, leitura: 8 min

Editor: Rocha, J.C.

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O mesmo presidente que ameaçou “apagar uma civilização inteira” e que se gaba de ser o “comandante-em-chefe mais forte da história” foi expulso da Sala de Situação da Casa Branca por seus próprios assessores militares. O motivo? Durante a operação de resgate de dois pilotos americanos abatidos pelo Irã — uma operação que custou perdas recordes de aeronaves e uma retirada caótica sob fogo dos iranianos — Trump estava tão alterado, gritando e reclamando que os europeus “não estavam ajudando”, que os assessores o removeram do local onde as decisões críticas estavam sendo tomadas.

O Wall Street Journal, em reportagem que expõe o caos interno da administração, revelou que “os assessores mantiveram o presidente fora da sala porque acreditavam que a sua impaciência não seria útil”. E, como se não bastasse, a mesma reportagem revela que Trump, obcecado por sua própria imagem, queria se auto condecorar com a Medalha de Honra — a mais alta condecoração militar dos EUA, reservada à atos de bravura extrema em combate — por um voo noturno ao Iraque em seu primeiro mandato, no qual não houve um único tiro. O jornalista Jesse Dollemore, um ferrenho crítico de Trump, foi quem trouxe a notícia ao público. Ele foi direto: “Donald Trump é incapaz de fazer o trabalho. Ele está mais preocupado em gritar e criar caos.” A imagem que emerge é a de um comandante-em-chefe que não comanda — e de um império cuja liderança entrou em colapso no momento mais crítico.

Há 53 dias, o consórcio EUA/Israel lançou uma guerra de agressão contra o Irã sob falsos pretextos. O pretexto era a “ameaça nuclear iminente” — uma mentira que a própria inteligência americana desmentia. Os objetivos declarados — mudança de regime, desmantelamento do programa de enriquecimento de combustível nuclear, fim do programa de mísseis, e que o Irã deixasse de apoiar a luta de grupos de resistência ao sionismo, como o Hesbollah, o Hamas, os Houthis e outros grupos e, mais recentemente, a abertura do Estreito de Ormuz — Nenhum desses objetivos foi alcançado.

As perdas americanas têm sido as piores desde a Guerra do Vietnã. Caças F-35 e F-15 foram abatidos. Drones Reaper foram destruídos. As defesas aéreas iranianas continuam ativas. E, no meio do caos, uma operação de resgate de pilotos abatidos expôs o colapso da liderança no topo da cadeia de comando.

A Expulsão: Trump Fora da Sala de Situação

O Wall Street Journal, em reportagem publicada nesta segunda-feira (20/04), revelou detalhes chocantes sobre o comportamento de Trump durante a operação de resgate dos dois pilotos.

Na Sexta-Feira Santa (3 de abril), Trump soube que um avião americano havia sido derrubado no Irã e que dois pilotos estavam desaparecidos. A sua reação foi imediata — e desastrosa.

“Trump gritou com assessores por horas. ‘Os europeus não estão ajudando’, repetia ele. Os preços da gasolina estavam em média US$ 4 por galão. Imagens da crise dos reféns de 1979 no Irã — um dos maiores fracassos de política externa de uma presidência em tempos recentes — estavam pairando em sua mente. Pessoas que falaram com ele disseram: ‘Se você olhar para o que aconteceu com Jimmy Carter com os helicópteros e os reféns, isso lhe custou a eleição.’ Trump disse em março: ‘Que bagunça.'”

A equipe militar, que precisava planejar uma operação delicada em território hostil — sem experiência no terreno desde a derrubada do governo iraniano em 1953 — tomou uma decisão sem precedentes.

“Os assessores mantiveram o presidente fora da sala enquanto recebiam atualizações minuto a minuto porque acreditavam que a sua impaciência não seria útil, atualizando-o apenas em momentos significativos.”

O comandante-em-chefe foi expulso de sua própria Sala de Situação.

Jesse Dollemore, que trouxe a notícia ao público em seu programa, foi direto:

“Eles o expulsaram. O Presidente dos Estados Unidos. Ele é tão desequilibrado que os assessores o removeram da sala. Isso por si só é a notícia do dia.”

O Descontrole: Trump Quer se Auto Condecorar com a Medalha de Honra

A reportagem do Wall Street Journal revelou ainda mais. Em uma recepção na Casa Branca com doadores e altos funcionários, Trump discorreu sobre a ideia de conceder a si mesmo a Medalha de Honra — a mais alta condecoração militar dos EUA, reservada a atos de bravura extrema em combate.

“Ele divagou sobre dar a si mesmo a mais alta honraria militar da nação, a Medalha de Honra, destinada a homenagear bravura, coragem e sacrifício. Ele então contou uma história sobre por que disse que a merecia. Em seu primeiro mandato, quando voou para o Iraque para uma visita surpresa às tropas, seu jato desceu no escuro em direção a uma pista não iluminada de forma dramática. Ele contou os pés até o pouso e lembrou como foi assustador. Os pilotos continuaram assegurando a ele, disse, e eles pousaram em segurança. Ele não podia receber a medalha, disse, porque o conselheiro jurídico da Casa Branca, David Warrington, que estava por perto, não permitiria.”

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que Trump “estava brincando”. Jesse Dollemore respondeu:

“Se ele está brincando, qual é a piada? Qual é a piada engraçada sobre esse covarde, esse frágil fisicamente, esse octogenário que nunca serviu um momento em uniforme militar, nunca esteve em perigo por um único momento de sua vida?”

E concluiu:

“Qual é a piada sobre dar a si mesmo a Medalha de Honra? A não ser diminuir o status, o prestígio da Medalha de Honra, se ele a pregasse em seu próprio peito.”

O Padrão: Um Presidente que não Comanda

A expulsão de Trump da Sala de Situação não é um incidente isolado. É um padrão.

Ao longo da série de artigos do PolitikBr, documentamos:

Agora, soma-se a essa lista: Trump sendo expulso da Sala de Situação por seus próprios assessores.

O padrão é claro: Trump não é um líder. É um obstáculo. E os seus próprios subordinados já perceberam isso.

O que os Aliados Estão Tentando Impedir?

Jesse Dollemore levanta uma questão crucial: por que a mídia conservadora — o Wall Street Journal, a Fox News, o Breitbart — que sempre fez a vontade de Trump, está agora publicando reportagens tão danosas ao presidente?

“Quando eles começam a fazer isso, você tem que se perguntar: o que é que eles têm medo que aconteça? Por que eles estão agora contando a verdade sobre Donald Trump depois de carregar água para ele por tanto tempo?”

A resposta pode estar na própria guerra. Um completo fracasso. As perdas americanas são catastróficas. Os Estados Unidos, dia após dia, são humilhados. A economia está em frangalhos. A base de Trump está se voltando contra ele. E os republicanos, que enfrentam as eleições de meio de mandato em novembro, precisam de um bode expiatório.

Se a guerra continuar sendo um desastre, a culpa recairá sobre Trump. E a mídia conservadora, que sempre o protegeu, parece estar preparando o terreno para abandoná-lo.

O Colapso da Liderança

A imagem que emerge da reportagem do Wall Street Journal é a de um presidente que não comanda. Que é expulso da Sala de Situação. Que grita histericamente com os assessores enquanto pilotos americanos estão em perigo. Que quer se auto condecorar por um voo sem risco. Que é considerado um obstáculo por seus próprios subordinados.

O império não apenas sangra no campo de batalha. A sua liderança entrou em colapso. E o comandante-em-chefe é agora um peso morto, que os próprios militares preferem manter longe das decisões críticas.

Jesse Dollemore resumiu:

“Donald Trump não é capaz de fazer o trabalho. Aparentemente, não está preocupado em fazer o trabalho. Mais preocupado em gritar e criar caos e causar incapacidade nas pessoas de fazerem seu trabalho muito importante de agendamento, planejamento, organização de um resgate.”

E no centro do desmoronamento está um homem que não consegue mais se manter, o mínimo, em equilíbrio, em um momento tão crítico, na Sala de Situação de sua própria Casa Branca.

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