REVELAÇÃO: Netanyahu Traçou o Plano de Guerra Contra o Irã na Casa Branca

Trump deu a Netanyahu o controle da Sala de Situação da Casa Branca – Vergonha histórica

Internacional, Geopolítica, Economia

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Por PolitikBr I Brasília, Em 10/04/2026, 20h:09, leitura: 8 min

Editor: Rocha, J.C.

Não foi um “conselho”. Não foi uma “recomendação”. Foi a exposição de um “Plano de Ação”. Em 11 de fevereiro de 2026, Benjamin Netanyahu entrou na Sala de Situação da Casa Branca — o centro nevrálgico do poder militar americano — a convite de Trump e, de pé, diante de um mapa do Oriente Médio, traçou os objetivos da guerra contra o Irã. Donald Trump ouviu, e disse: “parece bom para mim”. O vice-presidente J.D. Vance foi veementemente contra. O diretor da CIA chamou os cenários de mudança de regime de “farsa”. O secretário de Estado Marco Rubio os chamou de “besteira”. Todos foram ignorados. As palavras e recomendações de todos os Conselheiros foram ignoradas. A guerra foi decidida por um líder estrangeiro, na Sala de Situação da Casa Branca, com o presidente americano assentindo passivamente. A repórter Maggie Haberman (CNN) revelou os detalhes. E o âncora Jesse Dollemore resumiu: “Donald Trump deu a Netanyahu o controle da Sala de Situação.”

A guerra contra o Irã — que matou milhares, que levou o mundo à beira de uma catástrofe nuclear; que já custou centenas de bilhões de dólares ao contribuinte americano— foi decidida em uma reunião em 11 de fevereiro de 2026, na Sala de Situação da Casa Branca.

E quem a comandou não foi o presidente americano.

Não foi Donald Trump.

Foi Benjamin Netanyahu.

A Reunião: Netanyahu na Sala de Situação

Maggie Haberman, repórter da CNN e uma das mais respeitadas jornalistas de Washington, revelou os detalhes da reunião em uma entrevista a Anderson Cooper. O que ela descreve é chocante em sua simplicidade:

“É bastante extraordinário, Anderson, porque é claramente incomum para um líder estrangeiro estar neste tipo de reunião presencial na Sala de Situação. Certamente fala da magnitude do momento.”

Netanyahu não foi um mero convidado. Ele foi o protagonista.

“Netanyahu estava delineando uma série de diferentes maneiras pelas quais eles acreditavam que isso poderia acontecer, como uma guerra poderia se desenrolar. Envolveria eliminar a capacidade de mísseis balísticos, envolveria o Irã não atacar seus vizinhos de forma tão agressiva, envolveria o Irã não estrangular — ou minimizar a probabilidade de estrangular — o Estreito de Ormuz. E então havia a possibilidade de mudança de regime, que poderia acontecer. Ele mostrou um vídeo de punição, opções possíveis de quem poderia assumir se houvesse alguma mudança ou ruptura na liderança clerical no Irã. Embora a maioria dos americanos não favorecesse as pessoas de quem ele estava falando.”

Trump disse: “Parece bom para mim”

A reação de Trump, segundo Haberman, foi a de um homem que não estava ali para liderar, mas para ouvir e concordar.

“Certamente o presidente Trump ficou impressionado com o que ouviu. Ele não disse completamente ‘sim’ ali mesmo, mas disse algo como ‘parece bom para mim’ ou algo parecido com o primeiro-ministro. E ficou claro para os assessores do presidente que ele ficou impressionado com o que viram.”

A frase “parece bom para mim” é a antítese da liderança presidencial em uma questão de guerra e paz. Não houve debate. Não houve questionamento. Houve aceitação passiva.

Você imaginaria Vladimir Putin, na “Sala de Situação” do Kremlin, em uma reunião de Estado, convidando um líder estrangeiro aliado da Rússia, para traçar o Plano para a Operação Especial russa na Ucrânia? E depois dizendo: “parece bom pra mim”. Óbvio que não.

Leia ainda:

Os Conselheiros Americanos se Oponento: “Farsa” e “Besteira”

Enquanto Trump se impressionava com a apresentação de Netanyahu, os seus próprios conselheiros de segurança nacional viam o plano com ceticismo — e, no caso de alguns, com desprezo.

Houve uma avaliação noturna feita pelos oficiais de inteligência dos EUA, e havia aspectos do que Netanyahu descreveu que poderiam ser feitos. Mas os cenários de mudança de regime foram descritos pelo diretor da CIA como ‘farsa’ e pelo secretário de Estado, Marco Rubio, como ‘besteira’.”

O diretor da CIA — cujo nome não foi revelado na reportagem, mas que ocupava um dos cargos mais sensíveis do governo — classificou a parte central do plano de Netanyahu como uma fantasia. Rubio foi ainda mais direto: “besteira”. A palavra em inglês usada foi “bullshit” — um termo que não deixa espaço para interpretação diplomática.

E, no entanto, todos eles foram ignorados.

J.D. Vance: A Voz Mais Veemente Contra

O vice-presidente J.D. Vance, que ao longo desta série já foi retratado como uma figura ambígua, emerge nesta revelação como a voz mais consistente contra a guerra dentro do círculo de Trump.

J.D. Vance foi a voz mais veementemente contra fazer isso no círculo do presidente e repetidamente disse isso na frente de seus colegas, ao presidente.”

Vance, que ao contrário de Trump – Trump é acusado de ter alegado, para fugir do serviço militar, não estar apto por um problema nos pés, mas como dizem os seus detratores: ele joga golfe o tempo todo – serviu no corpo de fuzileiros navais e foi destacado para o Iraque, entendia as consequências de uma guerra de agressão. Ele sabia que os Estados Unidos não sofriam uma ameaça iminente do Irã. Sabia que a guerra seria longa, custosa e potencialmente catastrófica. E, no entanto, foi ignorado.

Jesse Dollemore: “Trump Deu a Netanyahu o Controle da Sala de Situação”

O âncora Jesse Dollemore, que dedicou um episódio inteiro à revelação de Haberman, foi direto ao ponto:

“Donald Trump não é capaz de ser o presidente dos Estados Unidos. Netanyahu está cuidando de Israel. Ele não está cuidando dos Estados Unidos. Ele não dá a mínima para os Estados Unidos, exceto pelo fato de que somos um pipeline consistente de bilhões e bilhões e bilhões e bilhões de dólares ano após ano após ano para uma nação desenvolvida que não precisa do nosso dinheiro.”

Dollemore destacou a ironia suprema: à base “America First” de Trump foi vendida a ideia de que o presidente era um “jogador de xadrez quadridimensional” que iria parar com as guerras intermináveis. Em vez disso, ele entregou as Forças Armadas dos Estados Unidos para serem usadas como instrumento dos interesses expansionistas de Israel.

Donald Trump foi contra seu o vice-presidente, que era veementemente contra, que entendia não ser uma situação de segurança para os Estados Unidos, a maneira desestabilizadora global que isso poderia ter. Ele entendia as ramificações políticas disso e era veementemente contra. O diretor da CIA disse que era uma farsa. Marco Rubio disse que era besteira. E com quem Donald Trump foi? Com quem Donald Trump se aliou? De quem Donald Trump seguiu as ordens? De Benjamin Netanyahu, de uma reunião na Sala de Situação.

O Significado Histórico

A revelação de Haberman é um marco na história das relações EUA-Israel. Não é a primeira vez que um líder israelense tenta influenciar a política americana. Mas é a primeira vez que um líder estrangeiro é convidado a entrar na Sala de Situação, traçar os objetivos de guerra, e ser seguido — enquanto os próprios conselheiros americanos chamavam o plano de “farsa” e “besteira”.

A imagem é humilhante para os Estados Unidos. O presidente americano não liderou. Ele seguiu. O vice-presidente se opôs. Foi ignorado. O diretor da CIA alertou. Foi ignorado. O secretário de Estado chamou o plano de besteira. Foi ignorado. A guerra foi decidida por um líder estrangeiro, e o presidente americano assentiu.

Como observou Dollemore:

“Israel foi pego espionando os Estados Unidos repetidas vezes, agindo como se fosse um adversário, revelando-se como o adversário da saúde e do bem-estar dos cidadãos dos Estados Unidos. E agora eles o deixaram entrar na Sala de Situação, a altamente segura Sala de Situação, para briefings.”

O Que Vem Agora

A revelação de Haberman levanta questões que vão muito além da guerra contra o Irã. Se um líder estrangeiro pode entrar na Sala de Situação e definir os objetivos de guerra americanos, quem realmente comanda os Estados Unidos?

A resposta, nesta administração, parece clara. Trump entregou as rédeas a Netanyahu. Os conselheiros americanos que tentaram lhe alertar foram ignorados. E o país foi arrastado para uma guerra que não lhe trazia nenhum benefício, apenas custos, mortes e humilhação.

O império, que já sangrava, agora está irremediavelmente manchado. E a imagem de Netanyahu comandando a partir da Sala de Situação da Casa Branca será, por décadas, o símbolo da maior traição à soberania americana, desde a fundação da república.

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