Pepe Escobar analisa a guerra no Estreito de Ormuz: dois bloqueios. O iraniano, na verdade um pedágio aprovado pelo parlamento, cobra US$ 2 milhões por petroleiro (ou yuan/cripto) – para um petroleiro transportando 2000.000 de barris- e permite a passagem de nações não hostis. O americano, posicionado no Golfo de Omã, é um “bloqueio de covardes” — longe dos mísseis iranianos de curto alcance, mas vulnerável aos hipersônicos. O alvo real, segundo Escobar, é a China. O secretário do Tesouro americano disse abertamente que “a China não vai poder mais receber petróleo do Irã”. A China, no entanto, tem alternativas: gasodutos da Rússia, da Ásia Central e de Mianmar, além de reservas estratégicas de 1,3 bilhão de barris. O cenário mais aterrorizante é a entrada dos houthis no conflito, fechando o “triângulo de Al-Aqsa” (Bab al-Mandeb, Yanbu e Suez), o que levaria o petróleo a US$ 200 o barril. Escobar revela o plano sinistro: provocar um jejum de petróleo e dólares para forçar uma reestruturação da dívida americana às custas do mundo. O cessar-fogo expira na próxima semana. O próximo movimento pode ser o afundamento de um destroyer americano — e a imagem definitiva da derrota do império.
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VÍDEO: O PEDÁGIO DE HORMUZ: Irã Cobra US$ 2 Milhões por Petroleiro e Reescreve as Regras do Jogo
Teatrização do artigo do Blog PolitikBr: O PEDÁGIO DE HORMUZ: Irã Cobra US$ 2 Milhões por Petroleiro e Reescreve as Regras do Jogo.
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O PEDÁGIO DE HORMUZ: Irã Cobra US$ 2 Milhões por Petroleiro e Reescreve as Regras do Jogo
Em menos de um mês de guerra, o Irã consolidou seu domínio sobre o Estreito de Ormuz e instituiu um pedágio de US$ 2 milhões por petroleiro, pago em dinheiro ou criptomoedas via blockchain Tron. As novas regras, prestes a serem ratificadas pelo parlamento iraniano, estabelecem um canal de navegação de oito quilômetros entre as ilhas de Qeshm e Larak. Petroleiros de nações não beligerantes — China, Índia, Bangladesh — passam mediante pagamento; navios ligados a EUA, Israel ou “nações hostis” são barrados. O sistema representa a implementação prática do petroyuan no ponto de estrangulamento mais importante do planeta, algo que “um zilhão de cúpulas dos BRICS não conseguiu alcançar”. Enquanto isso, os Emirados Árabes Unidos anunciam que estão prontos para entrar na guerra ao lado dos EUA; o Irã responde publicando uma lista de cinco meg alvos que serão destruídos se isso ocorrer. Trump, que prometeu guerra de quatro dias, está “entediado” e tenta manipular os mercados com anúncios falsos de negociações. O mercado de títulos americano — com rendimentos de 10 anos batendo 5% — pode ser o fator que forçará um recuo. Putin, segundo suas fontes, acredita que a guerra terminará em no máximo quatro semanas.