O Irã anunciou a reabertura temporária do Estreito de Ormuz durante o cessar-fogo. O petróleo caiu 10%, passando de US$ 100 para US$ 89. Trump agradeceu ao Irã (“Obrigado!”), mas manteve o “bloqueio covarde” — como define Pepe Escobar — até que “o acordo seja 100% concluído”. O Irã reagiu. Neste sábado (18), a agência estatal iraniana Tasnim anunciou que o estreito está novamente fechado. Um porta-voz militar iraniano afirmou que a passagem continuará bloqueada enquanto o bloqueio americano aos portos iranianos permanecer em vigor. Trump, em nova postagem, disse que o estreito está “completamente aberto” mas que o bloqueio continua — uma contradição que o mercado não aceitará passivamente. A Europa, enquanto isso, age sem os EUA. O petróleo subirá novamente. A única certeza é que Trump não quer paz — quer uma capitulação. E o Irã não está disposto a aceitar.
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PÂNICO EM ISLAMABAD: Como a Guerra do Irã Quebrou o Império Americano
As negociações entre os EUA e o Irã em Islamabad fracassaram após 21 horas. JD Vance anunciou que os iranianos “não aceitaram os termos americanos” e voltou para casa de mãos vazias. Enquanto isso, Trump assistia a uma luta do UFC em Miami. A imagem é a metáfora de um império em frangalhos. O fracasso das negociações deixa o cessar-fogo por um fio. O império sangra.
O Apocalipse Global que Trump Está Criando
Quando os tambores de guerra começam a ressoar é natural que o olhar se volte para os estrondos mais próximos. Ucrânia. Oriente Médio. Frentes já conhecidas, quase normalizadas pelo noticiário permanente da instabilidade.
Mas e se o estopim de um conflito de proporções verdadeiramente globais não estiver em Kharkiv, Odessa ou no sul do Líbano, e sim em Caracas?
O Sequestro de Maduro e a Agonia do Império
O dia 3 de janeiro de 2026 não amanheceu apenas sob o eco distante das explosões que sacudiram Caracas desde as 2h da madrugada. Ele se inaugurou como um marco de ruptura histórica, um ponto de não retorno no já frágil edifício do direito internacional. Naquela madrugada, forças especiais dos Estados Unidos sequestraram ilegalmente o presidente constitucional da Venezuela, Nicolás Maduro e a sua esposa. O gesto não foi apenas militar ou diplomático: foi simbólico, brutal e revelador.