O IMPÉRIO RACHADO: Chefe Antiterrorista dos EUA Renuncia e Denuncia a Mentira da Guerra

Em 17 de março, Joe Kent, diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo dos EUA e veterano de 11 missões de combate, renunciou em protesto contra a guerra no Irã. Em carta a Trump, Kent afirmou que o Irã não representava ameaça iminente e que os EUA foram levados à guerra por “pressão de Israel e seu poderoso lobby”, numa “campanha de desinformação” que repetiu as mentiras que levaram à guerra do Iraque em 2003. Kent, cuja esposa morreu em combate na Síria, é a primeira baixa política de alto escalão da administração. Sua renúncia expõe a fratura no campo “America First” e valida as análises que apontavam para a ausência de justificativa real para o conflito, enquanto no terreno o Irã vence a guerra de exaustão e o preço da gasolina nos EUA dispara.

John Mearsheimer: os EUA Já Perderam a Guerra com o Irã – Sem Saída à Vista

O professor John Mearsheimer, em entrevista ao canal do professor Glenn Diesen, oferece uma análise contundente sobre a guerra entre EUA/Israel e Irã: os Estados Unidos já perderam o conflito. Segundo Mearsheimer, a estratégia americana baseada em bombardeios aéreos e “decapitação” da liderança iraniana falhou, pois o poder aéreo, isoladamente, jamais venceu guerras contra adversários decididos. O governo Trump não tem um plano crível de saída, enquanto o Irã possui capacidade de infligir danos devastadores aos aliados dos EUA no Golfo, especialmente em suas usinas de dessalinização de água — infrastrutura crítica da qual países como Kuwait, Catar e Arábia Saudita dependem em mais de 70%.

Netanyahu/Trump x Irã: As Narrativas e o Espetáculo Grotesco de um Ataque sem Justificativa

O mundo acordou hoje, 28 de fevereiro de 2026, com a notícia de que Israel e os EUA lançaram um “ataque preventivo” contra o Irã. Mas a resposta iraniana foi imediata e devastadora, expondo a fragilidade da narrativa ocidental.

O Irã lançou a Operação “Promessa Verdadeira 4”, atingindo 14 bases militares dos EUA no Oriente Médio, incluindo a sede da Quinta Frota no Bahrein e a maior base do CENTCOM no Qatar. Em Israel, o sistema Domo de Ferro se mostrou ineficaz, com mísseis atingindo Tel Aviv e Haifa. A peça central da retaliação foi o fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo global, paralisando a economia mundial.

Gleen Diesen: Manipulação da Mídia na Guerra da Ucrânia ( Comentários Adicionais)

Em seu discurso no Conselho de Segurança da ONU, em Nova York, Diesen alertou para os perigos da demonização do adversário, e da simplificação moral dos conflitos.
Nós publicamos esse discurso em nosso artigo anterior – Glenn Diesen: Manipulação da Mídia na Guerra da Ucrânia
Nesse artigo – sequência do anterior – mostramos os comentários adicionais do Professor Gleen sobre o mesmo assunto.

Glenn Diesen: Manipulação da Mídia na Guerra da Ucrânia

Neste artigo, compartilhamos a íntegra do discurso do professor Glenn Diesen no Conselho de Segurança da ONU, onde ele denuncia o papel da mídia ocidental na promoção da guerra na Ucrânia. Inspirado por Walter Lippmann, Diesen alerta para os perigos de transformar conflitos complexos em narrativas maniqueístas de “bem contra o mal”, o que inviabiliza qualquer caminho toward a paz. Ele expõe como a expansão da OTAN, ignorada pela grande mídia, foi um fator central para o conflito, e como as negociações de paz foram sistematicamente sabotadas. Uma leitura essencial para quem busca compreender as camadas ocultas da guerra e o papel da informação como arma.

O Por quê um Ataque dos EUA ao Irã é a Receita para um Desastre Anunciado

À medida que a retórica belicista se intensifica, especialistas como Andrei Martyanov, Larry Johnson e Larry Wilkerson pintam um quadro aterrorizante das reais consequências de um ataque dos EUA ao Irã. Longe da fantasia de “guerra rápida” vendida por Washington, a realidade expõe um país despreparado para um conflito contra uma nação de 90 milhões de habitantes com defesa aérea integrada e o apoio explícito de Rússia e China.

O Blefe de Trump e a Realpolitik da Interdependência nos Negócios

A tensão entre EUA e Irã atingiu um novo patamar, com uma massiva mobilização militar americana (porta-aviões, destróieres, submarinos) no Oriente Médio contrastando com negociações diplomáticas em Genebra. O artigo argumenta que a postura do presidente Trump é um blefe estratégico: a imensa força militar serve como ferramenta de pressão para forçar um acordo, e não como prelúdio de guerra, dado o alto custo de um conflito com o Irã, que possui mísseis capazes de fechar o Estreito de Ormuz e conta com o apoio de exercícios navais ao lado de Rússia e China. A análise é reforçada pelo ultimato de 10 a 15 dias dado por Trump para um acordo, um prazo incompatível com um ataque surpresa.

A Paralisia do Estado: Como o Brasil Perdeu o Direito de Lucrar com a Descoberta da Polilaminina

Um diálogo recente da cientista Tatiana Sampaio expôs a ferida: o Brasil perdeu a patente internacional da polilaminina, o revolucionário tratamento para lesões medulares, porque a UFRJ não teve verba para pagar as taxas durante os cortes orçamentários de 2015/2016. O governo Temer aprofundou a austeridade, e o resultado é que hoje a fórmula está vulnerável no exterior. Enquanto 23 pacientes já se beneficiam da ciência brasileira, o Estado, que deveria proteger esse ativo, assistiu passivamente à perda de um patrimônio bilionário. Uma crônica da inovação sabotada pela gestão irresponsável do neoliberalismo.

O Teatro do Absurdo: Por Que a “Guerra Iminente” com o Irã é um Blefe

Neste artigo, o blog PolitikBr dissecou a atual crise entre os EUA e e Irã, partindo da reveladora entrevista do Professor Seyed Mohammed Marandi. A análise expõe a farsa por trás da retórica belicista: enquanto Washington encena uma coreografia militar com porta-aviões e ameaças, a sua proposta de um “ataque simbólico” ao Irã foi prontamente rejeitada por Teerã, que prometeu uma resposta total a qualquer agressão.

O Porquê os Mísseis do Irã Condenam Trump a um Blefe Estratégico

Neste artigo, o PolitikBr mergulha na excelente entrevista do ex-inspetor da ONU, Scott Ritter, para expor a fragilidade estratégica dos EUA diante do Irã. Enquanto Trump ameaça com “navios grandes”, Ritter revela que a defesa aérea americana é insuficiente e que os modernos mísseis iranianos tornaram os porta-aviões obsoletos. A análise detalha a doutrina nuclear americana (que prevê retaliação atômica se um porta-aviões for afundado) e o contra-argumento devastador: isso levaria a uma troca de golpes nucleares com a Rússia e a China, aliadas de Teerã. Concluímos que, apesar da retórica, Trump não atacará o Irã, pois o custo político e existencial é impagável. O artigo contextualiza ainda a crise dos tratados de controle de armas e a nova realidade multipolar que amarra as mãos de Washington.