O secretário de Guerra Pete Hegseth tentou vender o cessar fogo da guerra contra o Irã como uma “vitória militar decisiva”, dizendo que o Irã “implorou pelo cessar-fogo”. O Tenente Coronel Daniel Davis, veterano de combate e oficial de inteligência aposentado, desmonta a propaganda: o Irã não era uma ameaça aos EUA há 47 anos — a hostilidade começou com o golpe da CIA em 1953. O Irã não tinha programa nuclear ativo — a própria inteligência americana confirmava. E não houve vitória — houve humilhação. Davis lembra que os EUA apoiaram uma guerra de oito anos contra o Irã que matou centenas de milhares de iranianos, e que o Irã agiu com contenção enquanto Israel e os EUA escalavam. Enquanto isso, o presidente do Irã, Pezeshkian, alerta que os ataques de Israel ao Líbano “tornarão as negociações inúteis”. E a mídia americana conclui: os EUA devem parar de obedecer a Israel se quiserem paz duradoura.
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“SUAS MÃOS ESTÃO CHEIAS DE SANGUE”: O Papa Rebate a Teologia da Guerra de Trump e Hegseth
O Papa Leão, em sua homilia de Domingo de Ramos, declarou que Deus rejeita as orações daqueles que promovem a guerra, dizendo: “Suas mãos estão cheias de sangue” — uma clara referência ao secretário de Guerra Pete Hegseth e ao presidente Trump. Hegseth tem liderado cultos de oração no Pentágono pedindo “violência esmagadora contra aqueles que não merecem misericórdia”. Sua conselheira espiritual, Paula White, referiu-se a Trump em termos messiânicos, comparando sua trajetória à de Cristo. O estudioso Brad Onishi explica que o nacionalismo cristão americano seleciona passagens bíblicas que glorificam a violência e a falta de misericórdia, distorcendo o evangelho. Enquanto isso, o rabino antissionista David Weiss denuncia que o sionismo — tanto judeu quanto cristão — instrumentaliza a fé para legitimar um projeto criminoso. O comandante do Exército dos EUA foi aposentado precocemente por questionar a guerra. A renomeação do Departamento de Defesa para “Departamento de Guerra” simboliza a guinada autoritária e belicista. O Cristo dos Evangelhos — que pregava o amor aos inimigos e recusou a violência — é incompatível com a teologia da guerra pregada por Hegseth e Trump.
Trump, Pete Hegseth e a convocação dos generais: um espetáculo de arrogância e degradação institucional
Há momentos na história em que os sinais de decadência política e moral de uma nação não vêm de fora, mas de dentro. O que ocorreu faz poucos dias (30/09) nos Estados Unidos — uma convocação extraordinária de generais, almirantes e oficiais de alta patente, por Donald Trump e pelo “secretário da guerra” Pete Hegseth — é um desses sinais.