O Papa Leão, em sua homilia de Domingo de Ramos, declarou que Deus rejeita as orações daqueles que promovem a guerra, dizendo: “Suas mãos estão cheias de sangue” — uma clara referência ao secretário de Guerra Pete Hegseth e ao presidente Trump. Hegseth tem liderado cultos de oração no Pentágono pedindo “violência esmagadora contra aqueles que não merecem misericórdia”. Sua conselheira espiritual, Paula White, referiu-se a Trump em termos messiânicos, comparando sua trajetória à de Cristo. O estudioso Brad Onishi explica que o nacionalismo cristão americano seleciona passagens bíblicas que glorificam a violência e a falta de misericórdia, distorcendo o evangelho. Enquanto isso, o rabino antissionista David Weiss denuncia que o sionismo — tanto judeu quanto cristão — instrumentaliza a fé para legitimar um projeto criminoso. O comandante do Exército dos EUA foi aposentado precocemente por questionar a guerra. A renomeação do Departamento de Defesa para “Departamento de Guerra” simboliza a guinada autoritária e belicista. O Cristo dos Evangelhos — que pregava o amor aos inimigos e recusou a violência — é incompatível com a teologia da guerra pregada por Hegseth e Trump.