2026: O vazio da extrema direita e a reconquista de Lula

Há momentos na história política de um país em que o destino parece entrar em compasso de espera — e o Brasil vive exatamente um desses momentos. Enquanto a extrema direita se debate em busca de um nome que una o campo conservador e as elites econômicas, Lula, a despeito dos ataques incessantes e das crises fabricadas, se consolida como o favorito incontestável à Presidência em 2026.

A paz espera pelo fim de Netanyahu

Quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que o Brasil poderá normalizar as relações diplomáticas com Israel assim que Benjamin Netanyahu deixar o poder, ele não estava apenas comentando um episódio momentâneo da geopolítica. Estava, na verdade, recolocando o Brasil no eixo da moralidade internacional. A fala, feita após o cessar-fogo mediado por Donald Trump entre Israel e o Hamas, ressoa como um divisor de águas entre dois mundos: o da barbárie institucionalizada e o da diplomacia baseada em princípios humanitários.

MP da taxação BBB: A derrota que virou bandeira

A política brasileira é um espelho onde o reflexo nunca é o que parece. A queda da MP que previa a taxação de bilionários, bancos e casas de apostas — apelidada de taxação BBB — foi celebrada pela extrema direita como um “revés histórico” do governo Lula. Mas, na realidade, o episódio revelou algo bem mais profundo: a direita comemorou uma vitória aparente, enquanto o governo transformou o episódio em um triunfo simbólico e moral.

O Efeito Lula e a Falência Moral da Extrema Direita: de Bolsonaro a Tarcísio

Há momentos na história política em que as máscaras caem. O Brasil vive um desses momentos. A tentativa desesperada da extrema direita de preservar os privilégios das elites — enquanto posa de defensora da moral e da liberdade — colide com a realidade nua e crua de um povo que acordou. O mesmo povo que viu seu prato voltar a ter comida, seu salário comprar mais e sua dignidade ser restaurada, agora enxerga com nitidez o contraste entre o projeto social de Lula e o cinismo da direita neoliberal de Tarcísio de Freitas, Sósthenes Cavalcante e companhia.

O “Homem da Coca-Cola” e a sabotagem ao Brasil

Há um momento em que as máscaras caem. E Tarcísio de Freitas, o governador de São Paulo que tenta se travestir de gestor técnico e equilibrado, finalmente revelou a quem realmente serve. A recente derrota da Medida Provisória que previa a taxação dos 1% mais ricos, das bets e das fintechs, não foi um acidente político ou mera desarticulação de governo. Foi sabotagem. Fria, calculada.

Milei virou seu próprio espetáculo: um presidente em jaqueta de couro, tentando distrair o povo

A Argentina vive um dos períodos mais sombrios de sua história democrática recente. O que começou como a promessa de uma “revolução liberal” comandada por Javier Milei — um personagem histriônico, de retórica histérica e soluções ditas mágicas, e que diz falar com seu cão, Conan, morto em 2017.— se transformou rapidamente em uma crise institucional, econômica e moral.

A economia brasileira resiste e cresce: mérito, não sorte

O discurso da “sorte de Lula” morreu. Morreu porque os números do sucesso do seu governo gritam mais alto do que a retórica inflamada de quem torce contra o país. Enquanto os profetas do caos — de Paulo Guedes aos editoriais da grande imprensa — anunciavam o apocalipse econômico que se instalaria se Lula fosse eleito, o Brasil se consolida como um dos mercados mais atrativos a investimentos do planeta.

Tarcísio, o deboche e o veneno: a insensibilidade da extrema direita é a sua mais grotesca marca

Tarcísio, o deboche e o veneno: quando a insensibilidade se torna método

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, parece ter decidido seguir à risca o manual do cinismo político da extrema direita brasileira. Diante de um escândalo grave de adulteração de bebidas alcoólicas com metanol — um episódio que já contaminou centenas de pessoas e possivelmente matou ao menos 12 —, o governador preferiu debochar. Disse, em tom de piada, que “só vai se preocupar quando falsificarem Coca-Cola”. É uma frase que, por si só, sintetiza o abismo ético que separa a sensibilidade humana de quem ocupa o poder.