O ridículo da vassalagem e do viralatismo bolsonarista no dia da Pátria

O 7 de setembro de 2025 ficará marcado como o cúmulo do “viralatismo” e da vassalagem política entre os seguidores de Bolsonaro. Em São Paulo, os bolsonaristas se juntaram na altura do MAM, na avenida paulista, portando uma gigantesca bandeira dos Estados Unidos, clamando não por respeito à pátria ou a memória nacional, mas por ajuda de Trump e pela restauração da elegibilidade do ex-presidente — cenas que chegaram a constranger até aliados evangélicos, como Malafaia, que saiu reclamando publicamente do “excesso”. Essa gente desprezível não envergonha só a eles, mas a todos nós brasileiros, de fato.

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Por PolitikBr I Brasília, Em 08/09/2025, 19h:54, Leitura: 3 min

A situação foi tão grotesca que ganhou destaque internacional: jornais como o The New York Times, a agência Reuters e a imprensa europeia ressaltaram a abundância de símbolos dos EUA, camisetas com Trump, máscaras, palavras de ordem em inglês, um “agradecimento” explícito à Casa Branca e pedidos diretos de sanções contra o próprio Brasil, em nome de um populismo submisso. “Depositam sua fé na Casa Branca”, resumiu o NYT, enquanto o Brasil celebrava seu feriado, a base bolsonarista implorava por benção estrangeira um espetáculo de alienação que virou meme e vergonha global.

Enquanto isso, a esquerda foi às ruas por motivos antagônicos: marchou com faixas de defesa dos direitos sociais, de soberania, da democracia e contra a anistia golpista comemorando de fato o Dia da Pátria e ocupando praças cívicas, em contraste absoluto com o cortejo de submissos da extrema-direita. Não se viu bandeira russa, chinesa ou de qualquer outro país entre os movimentos progressistas, ao contrário, a bandeira nacional estava sempre presente; mas cada qual defendendo seu projeto nacional sem apelar ao estrangeiro.

E para não deixar faltar servilismo, Tarcísio de Freitas fez questão de radicalizar: subiu no palanque, atacou o STF, usou palavras de ordem típicas do bolsonarismo (“ditadura da toga”, “tirania”). Que postura baixa e ridícula. Ele vem apostando todas as fichas em obter a benção do ex-presidente para 2026 — apesar do simulacro de candidatura à reeleição pelo governo de São Paulo. A manobra foi recebida com desprezo nos bastidores do STF e lida como “divisor de águas” que sepulta qualquer perfil moderado do governador. Quem pensaria o contrário? Como diz o ditado: Quem não te conhece, que te compre!

O saldo dessa pantomima é trágico e patético: adeptos do bolsonarismo usando a bandeira dos EUA ao invés da do Brasil no dia da independência, pedindo intervenção de uma potência estrangeira, e um governador celebrando a submissão ao invés de defender as instituições nacionais. Gente pobre de civilidade. Vergonha na cara, e nem falemos de patriotismo, pois certamente essa ralé desavergonhada não sabe o que é isso.

O 7 de setembro nunca foi tão antinacional e anticívico. A altivez de um povo é a diferença que faz um nação. Aqueles que se colocam de joelhos diante do estrangeiro perdem qualquer estatura para reivindicar qualquer tipo de protagonismo. Essa gente é só expressão miúda. Chinfrim. “Eles passarão e nós passarinhos

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