No pronunciamento do 7 de setembro, Lula decidiu desnudar perante o país aqueles que conspiram e traem a todos nós: os “traidores da pátria” – não os fictícios vilões de um passado imperial, mas aqueles que, com ações e palavras, trabalham ativamente contra os interesses nacionais. Que se colocam covardemente e submissamente contra o povo brasileiro.
Diante da crise comercial com os EUA e dos crescentes ataques internacionais e internos ao Brasil, Lula voltou à carga com um discurso forte, bem ao seu estilo, reforçando que a soberania nacional não é moeda de troca nem pretexto para se trair, especialmente se o traidor é aquele eleito para ser a nossa voz no congresso, isto é, um representante do povo brasileiro.
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Por PolitikBr I Brasília, Em 07/09/2025, 09h:19, Leitura: 4 min

Lula e a decepção de todos nós em ver políticos eleitos para defender o interesse público se arvorando em arautos de interesses estrangeiros, estimulando ataques e sanções contra o Brasil, tentando sabotar as conquistas nacionais como o Pix e pressionando por decisões que não refletem a vontade ou o interesse nacional. Como ele declarou: “É inadmissível o papel de alguns políticos brasileiros que estimulam ataques ao Brasil. Foram eleitos para trabalhar pelo povo brasileiro, mas defendem apenas seus interesses pessoais. São traidores da pátria. A História não os perdoará.”
Não é a primeira vez que Lula faz questão de traçar este contraste. O presidente tem reforçado – quase como um mantra – que defender o Brasil é defender seu povo, suas instituições e suas riquezas contra os que tramam ou conspiram em favor de quem vê o país como colônia, como querem nos transformar os políticos submissos, vassalos, anti patrióticos da extrema direita (bolsonarismo).
Ao dizer “não aceitamos ordens de quem quer que seja… o Brasil é um país soberano”, Lula coloca o dedo na ferida: as elites nacionais gananciosas e os parlamentares bolsonaristas que articulam, lá fora, o enfraquecimento do próprio Estado nacional querem se transformar nos algozes do Estado de Direito e da Democracia, do qual se servem e lambuzam. Que patriotas são esses? Fajutos. Hipócritas. Escória travestida de patriotas, que traem a mãe Pátria.
Nos EUA essa gente poderia até ser fuzilada ou pegar prisão perpétua. Aqui, nos lhes pagamos régios salários e lhes damos mordomias para tramar contra todos nós. Cretinos vis.
É emblemático – e, de certo modo, trágico – que no 7 de setembro, em vez de apenas celebrar conquistas históricas, o presidente precise alertar sobre novas formas de traição, disfarçadas de tecnocracia, defesa de “liberdade” de mercado ou chantagem internacional.
Lula aponta para uma doença da democracia: “Não somos e não seremos novamente colônia de ninguém. Somos capazes de governar e cuidar da nossa terra e da nossa gente, sem interferência de nenhum governo estrangeiro”. As cicatrizes sociais do entreguismo – desemprego, desigualdade, ataques aos trabalhadores – são, segundo ele, a verdadeira agenda dos novos inimigos da pátria: Os inimigos internos na Câmara dos Deputados, no Senado Federal e no estrangeiro.
Os traidores não são adversários abstratos, mas agentes ativos, dispostos a “sabotar o Pix” para favorecer grandes empresas americanas, como a MasterCard, PayPal e várias outras de intermediação financeira, servindo assim a interesses alheios, sabotando e atacando a própria democracia de modo cínico.
Há traidores nos salões do poder, nas sombras das redes sociais, nas tribunas parlamentares e nos bastidores, trabalhando ativamente contra todos nós.
É preciso, portanto, abrir os olhos — e nenhum 7 de setembro fará sentido enquanto a soberania e a democracia estiverem sob bombardeio covarde, seja por estrangeiros, seja por brasileiros travestidos de “representantes do povo”.
A lucidez política de Lula deixou clara a linha de frente: ou se defende o Brasil, ou se passa à História como mais um traidor de sua pátria. Não há meio termo nessa história.


