Um vídeo viral do perfil @GuilhermeCortez no TikTok está sacudindo as redes sociais com denúncias devastadoras sobre um suposto esquema bilionário de corrupção envolvendo grandes empresários e membros do governo de Tarcísio de Freitas, em São Paulo. O montante? Nada mais nada menos que R$ 1 bilhão em propina.
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Por PolitikBr I Brasília, Em 06/09/2025, 20h:22, Leitura: 3

O conteúdo, carregado de números impressionantes e críticas, denuncia que Arthur Gomes da Silva Neto, auditor da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, – demitido pelo governo de São Paulo sob acusação de estar envolvido nesse esquema de corrupção que envolve a Ultrafarma e a rede Fast Shop, – seria a peça-chave de toda a maracutaia: “Ele era responsável por dar um jeitinho no processo dessas empresas para dificultar a fiscalização e elas pagarem menos de imposto do que deviam”. Segundo o narrador, só de propina, Arthur teria recebido mais de R$ 1 bilhão desde 2021. “Um bilhão só para uma pessoa”, enfatiza o vídeo.
As empresas apontadas no esquema são pesos-pesados do varejo e da indústria: Sidney Oliveira, dono da Ultrafarma, teria sido preso por fraude de ICMS; Mário Otávio Gomes, diretor da Fast Shop, também foi preso acusado de participação; empresas como Oxxo e Kalunga estão sob investigação. E, caso as denúncias se confirmem, o rombo nos cofres públicos supera tudo que se possa imaginar.
O vídeo é certeiro ao criticar a quantidade recorde de isenções fiscais concedidas na atual gestão estadual. “Foram R$ 68 bilhões em 2024, R$ 71 bilhões em 2025, e só para o ano que vem já estão previstos R$ 85 bilhões”, se enfatizando que o valor supera os gastos conjuntos previstos para saúde e educação públicas. Um completo absurdo, e bem ao gosto da ideologia da extrema direita (bolsonarismo), avessa aos investimentos em saúde e educação, mas que privilegia o bolso dos riscos e poderosos.
A crítica do vídeo se aprofunda ao associar favores fiscais a empresários financistas da campanha de Tarcísio: Frederico Gerdau (Gerdau), Salim Mattar (Localiza), Rubens Ometto (Cosan), Hélio Seibel (Grupo Ligna) — todos citados como beneficiados com isenções, enquanto “o povo só toma no lombo”.
E a denúncia não para por aí: o vídeo diz que Tarcísio “diminuiu em R$ 11 bilhões o investimento na rede estadual de ensino” e que os cidadãos estão pagando cada vez mais caro pelos pedágios, enquanto “nem sequer demitiu o secretário da Fazenda que deixou tudo isso acontecer”. Segundo o narrador, “a imprensa comprada está blindando o Tarcísio e evitando associar esse esquema a ele”, e o silêncio do governo é também parte do problema. O apelo final de Guilherme é: “Ajude a compartilhar esse vídeo para que mais pessoas saibam a verdade”.
PoltitikBr comenta o conteúdo e reforça: se trata de uma denúncia que circula amplamente nas redes sociais e que requer investigação séria e responsabilidade das autoridades. O blog não endossa nenhuma das afirmações, mas considera legítimo discutir o impacto que a viralização dessas denúncias tem tanto sobre o governo estadual quanto sobre o debate público em se tratando de corrupção no Brasil.


