Malafaia em surto: berros, medo e ameaças

O pastor Silas Malafaia voltou à cena pública com gritos, berros e ataques, como se o destempero pudesse intimidar a Justiça. Arrogante nos púlpitos, ele agora mostra sinais de pânico — especialmente após o escândalo recente que revelou Jair Bolsonaro movimentando R$ 30,5 milhões entre 2023 e 2024, e R$ 44 milhões até junho de 2025 segundo relatório da Polícia Federal.

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Por PolitikBr I Brasília, Em 22/08/2025, 15h:57, Leitura: 2 min

A moral em crise: falência do bolsonarismo evangélico

A fala histriônica de Malafaia, denunciada até mesmo por colunistas conservadores, expõe de maneira cristalina a falência moral e ética do projeto bolsonarista dentro das igrejas. Ele não ameaça apenas a democracia— ameaça também a própria credibilidade religiosa de seu segmento, ao confundir “fé” com “imunidade jurídica”.

Paralelos

Tal como Bolsonaro, Malafaia construiu patrimônio vultoso ao longo dos anos por meio de templos, redes de comunicação, editoras e eventos religiosos.

Além dos recentes surtos públicos, Silas Malafaia também já enfrentou a Polícia Federal no passado por investigações envolvendo recebimento suspeito de dinheiro. Em 2016, o pastor foi alvo da Operação Timóteo, conduzido coercitivamente para depor sobre um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro em cobranças judiciais de royalties minerais. Segundo a PF, Malafaia teria recebido um cheque de R$ 100 mil de um escritório de advocacia vinculado ao esquema e era investigado sob suspeita de “emprestar” contas bancárias de sua entidade religiosa para ocultação da origem ilícita dos valores. O próprio Malafaia admitiu ter recebido a quantia e alegou que declarou o valor em seu imposto de renda.

A Justiça não se intimida com berros

Ao contrário do que prega em suas redes sociais, a Justiça brasileira não se deixa amedrontar por bravatas públicas. Aliás, quanto mais alto é o tom, maior parece ser o desespero. A criminalização do discurso religioso instrumentalizado para fins autoritários e para blindagem financeira é, hoje, uma necessidade decorrente do jogo jogado pelo próprio bolsonarismo.

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