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Por Política em Debate I Brasília, Em 14/07/2025, 19h:03
O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), apontado como principal articulador da sanção de 50% imposta pelos Estados Unidos ao Brasil, anunciou que pretende abrir mão do mandato e permanecer nos Estados Unidos. A decisão foi confirmada em entrevistas à imprensa brasileira nesta segunda-feira (14), incluindo a Coluna do Estadão e outros veículos de grande circulação.
Pressão política e articulação internacional
Eduardo Bolsonaro está nos EUA desde março, após pedir licença da Câmara dos Deputados sob alegação de perseguição pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Durante sua estadia, atuou como interlocutor da extrema direita brasileira junto ao governo Trump, defendendo a imposição das tarifas e articulando apoio à medida, vista como tentativa de pressionar o Judiciário brasileiro e condicionar a suspensão das sanções à aprovação da anistia para Jair Bolsonaro e aliados. Na prática, uma vergonhosa chantagem contra o Brasil, como acusam vários analistas em política.
Declarações sobre a renúncia
Em entrevista à Coluna do Estadão, Eduardo Bolsonaro afirmou:
“O trabalho que estou fazendo aqui é mais importante do que o trabalho que eu poderia fazer no Brasil. Por ora eu não volto. A minha data para voltar é quando Alexandre de Moraes não tiver mais força para me prender… Eu tô me sacrificando para levar adiante a esperança de liberdade”.
A questão que se coloca é de que tipo de liberdade Eduardo Bolsonaro fala? A liberdade de subverter o Estado de Direito? De destruir a democracia? De se tentar por todos os meios se manter no poder, pela força de um golpe militar? É esse o tipo de liberdade a que ele se refere? Ou a liberdade pessoal? De não responder perante a lei?
O parlamentar também declarou que, se necessário, abrirá mão do mandato para permanecer nos Estados Unidos, alegando risco de prisão caso retorne ao Brasil. Sua licença parlamentar termina em 20 de julho. Caso não retorne ou não apresente justificativas, poderá perder o mandato por excesso de faltas, conforme prevê o regimento da Câmara.
Repercussão e próximos passos
O anúncio acontece em meio à intensificação das investigações sobre a tentativa de golpe de Estado e à pressão do Partido dos Trabalhadores (PT), que protocolou pedido de cassação de Eduardo Bolsonaro no STF. Sua renúncia representa um movimento de impacto no cenário político, especialmente pelo papel central que desempenhou na articulação internacional das sanções americanas ao Brasil.
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