Trump “TACO”: O Amarelão das Tarifas e o Tiro no Pé

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Por Política em Debate I Brasília, Em 12/07/2025, 08h:24

Donald Trump, mais uma vez, protagoniza um espetáculo de bravatas e recuos – e o mundo inteiro assiste à consolidação do apelido que tanto o irrita: TACO (“Trump Always Chickens Out”, ou, em bom português, “Trump Sempre Amarela”). O presidente americano, que adora posar de negociador implacável, acaba frequentemente sendo lembrado por suas idas e vindas, principalmente quando o assunto são tarifas e ameaças comerciais.

A Tarifa de 50%: O Golpe Que Voltou Contra o Golpista

Recentemente, Trump anunciou uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, justificando o ato como resposta à suposta “injustiça” do STF contra Jair Bolsonaro e alegando desequilíbrio comercial ( Alegação falsa, já que os EUA são superavitários nas trocas comerciais em relação ao Brasil). O gesto, que deveria ser um golpe de mestre, foi visto por especialistas, analistas políticos e até por setores da oposição americana e brasileira como um verdadeiro tiro no pé – tanto para Trump quanto para seus aliados bolsonaristas. A intenção dos articuladores bolsonaristas que estão nos Estados Unidos e aqui era barganhar com a justiça brasileira, isto é, trocar o término das tarifas, que aliás só entram em vigor em agosto, pela anistia aos golpistas brasileiros, o que inclui Jair Bolsonaro, ex-presidente da república. Uma vergonha.

A oposição e o governo brasileiro classificaram a medida como desproporcional e contraproducente, destacando que o Brasil compra mais dos EUA do que vende – déficit em 10 anos de US$ 410 bilhões a favor dos EUA – , tornando a justificativa, fajuta, de Trump insustentável. Está mais do que claro que se trata de uma ridícula barganha política. Baixa e suja, com a participação de traidores brasileiros, que se alinham aos Estados Unidos.

A reação foi imediata: o governo Lula prometeu reciprocidade, enquanto até aliados de Bolsonaro admitiram o erro estratégico, temendo o custo político da ofensiva.

“TACO”: O Apelido Que Pegou (e Incomoda)

O termo “TACO” nasceu de um artigo no Financial Times e viralizou entre analistas de Wall Street e jornalistas internacionais. A sigla resume o padrão trumpista: ameaçar tarifas altíssimas, recuar diante da pressão e, no fim, sair com a fama de “amarelão”.

Trump, visivelmente incomodado, já foi confrontado por repórteres sobre o apelido. Sua resposta? “Isso é negociação, não amarelar”, disse, tentando manter a pose, mas sem convencer ninguém.

O apelido ganhou força após o adiamento de tarifas à União Europeia e sucessivos recuos em relação à China, sempre com justificativas improvisadas e pouco convincentes. Quanto às tarifas contra o Br,asil, se forem mantidas, elas irão prejudicar muito mais aos EUA do que ao Brasil. O Brasil, por outro lado pode retaliar imposto pesadas tarifas às big techs (google, Meta, etc), isto é, na pauta “serviços” dos EUA, que é onde os Estados Unidos mais lucram. Elas não irão gostar nada disso.

O Efeito Boomerang: Quando o Ego Fala Mais Alto Que a Estratégia

O comportamento errático de Trump nas negociações comerciais revela mais sobre sua preocupação com a própria imagem do que com a eficácia das medidas. Ele está sempre representando diante das câmeras. Em um reality show sem graça. Um presidente ansioso para provar que não é “amarelão” , e que acaba, paradoxalmente, tomando decisões que prejudicam seus próprios interesses, dos principais aliados dos EUA e, pior, prejudica o povo americano.

Especialistas apontam que a instabilidade e imprevisibilidade das políticas tarifárias de Trump causam danos econômicos e diplomáticos duradouros, isolando os EUA e seus parceiros.

A tentativa de usar tarifas como arma política, sem planejamento consistente, só reforça a percepção de que, na hora do vamos ver, Trump “amarela” – e o mundo já percebeu.

Trump pode até tentar desdenhar do apelido, mas o roteiro se repete: ameaça, recua, irrita aliados e vira alvo de piadas internacionais. O “TACO” é, hoje, mais que um meme – é o símbolo do estilo errático e autossabotador de um presidente que, ao tentar parecer duro, termina sempre “amarelão” e isolado.

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