A Farra do Dep. Fed. Hugo Motta (Centrão) com Dinheiro Público

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Por Política em Debate I Brasília, Em 09/07/2025, 15h:05

Deputado Federal Hugo otta usou R$ 110 mil para ir de jatinho à festa de aniversário I Metrópolis

Hugo Motta parece ter descoberto um atalho para o poder: aviões particulares pagos com dinheiro público. Em apenas duas semanas, enquanto costurava alianças para se tornar o sucessor de Arthur Lira na presidência da Câmara dos Deputados, o deputado paraibano torrou pelo menos R$ 232,5 mil em voos fretados, pagos com recursos do Fundo Partidário – ou seja, com o nosso dinheiro.

As datas dos voos mostram que cada decolagem foi estratégica. Em 23 de outubro de 2024, poucos dias antes do segundo turno das eleições municipais, Motta fretou um jatinho para voar de Campo Grande (MS) a Brasília, retornando no mesmo dia, ao custo de R$ 59,5 mil.

Deputado Federal Hugo Motta vira garrafa de uísque em festa bancada com dinheiro público

Três dias depois, em 26 de outubro, quando as urnas municipais já haviam sido fechadas e os bastidores ferviam para definir quem sucederia Arthur Lira, Motta voou de Belém para Brasília e depois de volta a Belém, ao custo impressionante de R$ 110 mil. O detalhe é que, nesse curto intervalo de tempo, o deputado, antes figurante, se tornou o nome de consenso de cinco partidos, incluindo PP, MDB, Podemos, PL e até o PT. Foram mais de 300 votos potenciais garantidos em menos de 36 horas.

Em 11 de novembro, a gastança aérea continuou. Hugo Motta voou de Belo Horizonte para São Paulo e depois para Brasília, em um voo que custou mais de R$ 63 mil. Tudo bancado pelo Fundo Partidário do Republicanos, partido ao qual é filiado.

Os pagamentos foram realizados em 29 de novembro, diretamente da conta do Republicanos no banco Itaú para a empresa Táxi Aéreo Piracicaba Ltda. As notas fiscais registram Hugo Motta como passageiro único e o partido como contratante, representado por Joaquim Mauro.

O que isso revela sobre a política brasileira?

Revela que alianças políticas se constroem não apenas com acordos de bastidores, mas também com farras bancadas pelo povo. Aviões particulares, hotéis cinco estrelas, jantares secretos e articulações cujo custo final recai sobre quem trabalha, paga impostos e aperta o cinto para sobreviver em meio à carestia.

Hugo Motta emergiu como favorito à presidência da Câmara de forma tão meteórica quanto suspeita. Foi de coadjuvante a candidato imbatível em menos de dois dias. Quem articulou tudo isso? Como se garantiram os apoios tão rapidamente?

Infelizmente, não há respostas claras. Mas há fatos. E os fatos mostram um rastro de gastos públicos milionários que expõem o real significado de “nova política”: velhos hábitos, novos rostos, e a conta sempre ficando para você; para o cidadão. Um sangradouro sem fim. Até quando?

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