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Por Política em Debate I Brasília, Em 03/07/2025, 16h45
Enquanto Volodymyr Zelensky segue discursando para o Ocidente – que agora já não é mais tão receptivo as suas palavras – sobre “democracia”, “resistência” e “vitória até o fim”, quem realmente mantém essa guerra, desde o início perdida, decidiu outra coisa.
Os Estados Unidos desistiram?
Nesta semana, os EUA anunciaram oficialmente que não irão mais enviar mísseis, sistemas de defesa aérea e munições para a Ucrânia. Sim, exatamente os suprimentos que mantinham Kiev respirando no campo de batalha. Trump quer se concentrar em uma única guerra: destruir o BRICS através do Irã usando Israel, e freiar a China usando Taiwan. Ele não tem cacife pra mais nada. Na verdade, nem para isso, se o congresso não aprovar o endividamento recorde dos EUA em mais US$ 5 trilhões, o que vai levar a dívida pública hoje, projetados, para US$ 41 trilhões. Um “cheque” do deep state (Estado Profundo), do lobby de armas, para que ele continue a atormentar e ameaçar o mundo.
Segundo fontes ucranianas, todos os suprimentos foram interrompidos. Antes eram US$ 60 bilhões aqui, HIMARS ali, Patriot acolá. Agora, silêncio. Nem um míssil. A fonte secou.
A Retórica x a Realidade
Os porta-vozes da Casa Branca, claro, tentam suavizar: dizem que é pausa temporária, que estão “reavaliando prioridades”. Mas vamos falar a verdade? O cofre está vazio. A paciência do contribuinte americano acabou. E os republicanos, liderados por Trump, já avisaram: não querem mais ver um centavo indo para a Ucrânia enquanto americanos dormem nas ruas ou morrem sem plano de saúde.
E do outro lado? Putin segue observando o inimigo definhar por dentro. Mas avançando dia à dia, conquistando mais e mais territórios. Talvez até mesmo Odessa, considerada pelos russos, cidade histórica.
O especialista Scott Ritter disse em um vídeo recente que as novas táticas russas 3×6, com apoio maciço de drones e artilharia, faz com que as baixas sejam de 20 combatentes ucranianos para 1 combatente russo: um massacre.
O número de baixas do lado ucraniano já ultrapassou, faz algum tempo, 1 milhão, entre mortos, mutilados. Do lado russo os números mais confiáveis são baixas de 1/10 a 1/7 das ucranianas. Ritter também diz que a ofensiva de verão dos russos surpreendeu a OTAN, e está devastando a Ucrânia. Em um único dia, sem defesa aérea, mais de 350 drones geran 2 atingiram alvos na região de Kiev. O número de mortos civis poderia ter sido alarmante. Mas, ao que se sabe, morreram até 3 pessoas fruto desse brutal ataque, voltado a destruir toda a máquina de guerra e infra estrutura militar que mantém a Ucrânia lutando. Putin, que classifica o regime de Zelensky como terrorista. Ele disse desde o início que os ataques russos são em alvos militares, não em civis. Não em hospitais. Não destruindo pontes enquanto um trem de pessoas civis russas passava, como fez Kiev recentemente, segundo acusação dos russos. O mesmo terrorismo, segundo líderes mundiais, como o presidente do Brasil Luís Inácio Lula da Silva, que pratica os sionistas de Israel contra os palestinos.
A Guerra Vai Acabar?
Quando o fluxo de armas cessa, o conflito perde oxigênio. Sem defesa aérea, Kiev fica exposta. Sem munição, o Exército ucraniano se torna apenas um grupo de homens uniformizados tentando resistir com coragem — mas coragem não derruba drones geran 2 e 3 e nem míssil hipersônico.
A Rússia sabe disso. Os patrocinadores europeus dessa insana guerra sabem disso. E Zelensky, por mais que finja não saber, também já entendeu.
A Narrativa Desaba
O mundo inteiro foi empurrado a acreditar que a Ucrânia venceria. Que bastava enviar mais um pacote de armas, mais algumas sanções contra Moscou, que Putin cairia, que o Ocidente tomaria as riquezas da Rússia de assalto, e o mundo ficaria seguro de novo. Mas o que aconteceu?
- O rublo não colapsou.
- A economia russa cresce, enquanto a Europa e os EUA afundam.
- O BRICS se tornou maior e mais forte.
- E a Ucrânia, um proxy da beligerância do Ocidente, virou campo de testes de armas ocidentais e russas — e agora, um país sem futuro claro.
Quando o Patrão Corta o Salário, o Trabalhador Para
É simples assim. Sem armas dos EUA, a Ucrânia não luta. Sem mísseis, não defende o céu. E sem munições, não há defesa, não há guerra que dure muito tempo.
Os Estados Unidos já perceberam que esse conflito é um buraco negro sem fim, sugando dinheiro, moral, popularidade e expondo as fragilidades do Ocidente.
Agora é esperar para ver se Zelensky aceita sentar à mesa de negociações — ou se prefere assistir, de camarote, ao último ato de um projeto que começou prometendo liberdade e terminou entregando ruínas.



