Bat Yam é só um exemplo de destruição que aterrorizou e assolou todo Israel em 12 dias de guerra contra o Irã. A dissuasão se dá pelo medo. Agora Israel irá pensar duas vezes antes de voltar a atacar o Irã.
Política em Debate é uma mídia independente. Sem lado. Informar não é “torcida”. Não é distorcer, manipular ou mentir.

Por Política em Debate I Brasília, Em 01/07/2025, 15h23

Your Daily Phil: In the ruins of a Bat Yam neighborhood hit by Iranian fire (Bat Yam em ruinas após os ataques iranianos)
Você viu na TV algum comentarista falar sobre o que aconteceu de verdade em Israel depois do ataque iraniano de junho? Não viu? Pois é. Porque se mostrassem, o discurso de vitória e invulnerabilidade de Israel cairia em segundos.
Bat Yam: a cidade arrasada
A cidade de Bat Yam, com 130 mil habitantes, virou símbolo do que Israel não queria que o mundo soubesse. Em questão de minutos, mísseis iranianos transformaram bairros inteiros em ruínas irreconhecíveis. O próprio prefeito, Tsvika Brot, admitiu:
“Foi a pior destruição da história da cidade.”
Um bairro inteiro foi simplesmente apagado do mapa. Outros ficaram severamente danificados.
- Mais de 2 mil moradores tiveram que fugir às pressas de suas casas destruídas ou ameaçadas de desabamento.
- 120 mil m² da cidade desapareceram completamente.
- Outros 40 mil m² já foram condenados e serão demolidos.
E não para por aí: mais de 20 edifícios inteiros serão derrubados. Escolas, hospitais, áreas residenciais — nada foi poupado. E não foi um ataque isolado, como Israel tentou dizer. Foram dezenas de bairros atingidos em diferentes cidades.
O custo: quando a guerra dói no bolso
No início, o governo de Netanyahu dizia que os danos somavam US$ 3 bilhões. Mas os números cresceram exponencialmente. Passou para 4 bilhões, depois 6 bilhões, então 12 bilhões, e agora já se fala em mais de US$ 15 bilhões.
O custo do sistema de defesa – Domo de Ferro – por noite de guerra foi de US$ 267 milhões, o que dá algo próximo de US$ 3,2 bilhões em 12 dias de conflito. Para um economia em ruínas e caminhando para o colapso, a situação de Israel é, na realidade, péssima. Sem o apoio cada vez maior dos EUA, em termos financeiros e militares, e enfrentando um fenômeno novo: O êxodo em massa dos judeus e sionistas que fogem da guerra, da violência eterna, O Estado de Israel corre o risco de desaparecer.
Imagine esse catastrófico cenário em um país pequeno, com população limitada e dependente de investimentos externos. Que capitalista acha que seu investimento estará seguro em Israel depois dessa guerra de 12 dias? Em que Israel saiu claramente perdedor?

A queda do mito da invulnerabilidade
Israel sempre se vendeu ao mundo como intocável. O “Domo de Ferro” seria capaz de interceptar qualquer ameaça. Mas Bat Yam mostrou que o Domo de Ferro não é invencível. Mostrou que Israel sangra. Mostrou que o Irã tem capacidade de resposta devastadora.
Não é à toa que o apoio popular às ações militares despencou. Pesquisas recentes mostram queda de 85% para pouco mais de 30% em algumas regiões. O povo israelense começa a perceber que guerra não traz segurança. Traz destruição.
As consequências: Israel pensar duas vezes
Diante do que aconteceu, Israel agora sabe que não pode atacar o Irã impunemente. Qualquer novo ataque terá resposta — e não será simbólica, será brutal. Bat Yam virou exemplo.
E Israel ainda percebeu que o Irã não teme suas armas nucleares. O Irã mostrou que consegue, sim, alcançar o coração econômico e urbano de seu inimigo. Isso muda completamente o jogo estratégico no Oriente Médio. Mas agora tudo mudou. Será que os aliados do Irã não irão fazer todo o possível para equilibrar o “terror nuclear” entre Israel e Irã? Não é dessa forma que os EUA e a União Soviética (atual Federação Russa) não se destruíram mutuamente? Se o Paquistão e a Índia não tivessem cada um 100 armas nucleares, e mísseis lançadores, eles já não teriam se destruído? A lógica da dissuasão se vale disso: Se eu tenho o mesmo poder de lhe destruir, que você tem de me destruir, é melhor que permaneçamos em “paz”.
👉 “Leia também nossa análise sobre como esse ataque faz parte da guerra dos EUA e Israel contra o BRICS e o mundo multipolar aqui.”
Quando a poeira baixa, sobra o medo
Hoje as autoridades israelenses pedem trégua. Pedem negociação. Buscam diplomacia. Porque entenderam que a próxima resposta iraniana pode ser ainda mais devastadora. Israel tenta esconder a realidade. Mas os escombros não mentem. Os números não mentem. E o medo que agora paira sobre Bat Yam, Tel Aviv, Jerusalém e todo Israel também não mente.
O tempo mudou no Oriente Médio. Israel, que sempre atacou seus vizinhos sem receio das consequências, agora talvez pense duas vezes antes de se meter em outra aventura militar. O Irã mostrou força. Mostrou preparo. Mostrou que sabe esperar — e quando reage, faz tremer até quem se acha Deus.
Esse artigo foi baseado nessa publicação:
CIDADE DE ISRAEL VISITADA PELOS MÍSSEIS DO IRÃ: A DESTRUIÇÃO DE QUE NINGUÉM FALA



