Mais um vexame da “trinca” patética. Eles não aprendem. O povo já cansou desse “mi-mi-mi”.
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Por Política em Debate I Brasília, Em 30/06/2025, 06h30
A cena se repetiu como um roteiro cansado de novela ruim. Reprise: Jair Bolsonaro, o pastor Silas Malafaia e o governador Tarcísio de Freitas convocaram mais um ato na Avenida Paulista, na esperança de mostrar força política. O resultado? Um vexame monumental.
Segundo levantamento do Grupo de Políticas Públicas para o Acesso à Informação (GPoPAI) da USP, o ato reuniu apenas 12 mil pessoas – número irrisório para quem se vende como líder messiânico de milhões.
E como reagiram os bolsonaristas ao fiasco? Com as desculpas esfarrapadas de sempre. Primeiro, culparam o tempo, dizendo que o frio afastou as pessoas. Depois, culparam a imprensa, alegando boicote. E, como de costume, culparam até o próprio povo, sugerindo que muitos estavam “acomodados” ou “com medo de serem presos injustamente”.
Mas a realidade é dura. Como disse o senador Lindbergh Farias, o ato foi uma derrota política incontestável para Bolsonaro, Malafaia e Tarcísio. Revelou que o ex-presidente, agora inelegível, já há muito tempo não arrasta multidões. Perdeu relevância. Uma relevância, do passado, construída em cima de mentiras e mais mentiras. Sua popularidade, sustentada por fake news, ódio e promessas messiânicas de salvação nacional, está em declínio acelerado. Ele faz toda essa encenação patética com medo da justiça, de Moraes. Se pudéssemos traduzir o que ele disse no plenário da Câmara dos Deputados quando da cassação golpista da ex-presidente Dilma Rousseff, ficaria muito bem:
“Alexandre de Moraes: O Terror de Bolsonaro”
O mundo dá voltas.
No palanque, Bolsonaro tentou reerguer seu discurso vazio contra o Supremo Tribunal Federal, defender sua família de investigações e vender a ideia de que ainda é uma força eleitoral imbatível, apesar de estar inelegível até 2030 e podendo ser condenado a mais de 27 anos de prisão. Malafaia, por sua vez, buscou mobilizar fiéis em um ato que mais pareceu um culto político. E Tarcísio, como sempre, preferiu se equilibrar entre agradar o bolsonarismo e manter o cargo de governador sem se afundar no ridículo completo. Mas o que ele quer mesmo é o cargo do ex-presidente em 2026. Até porque ele sabe – e todos sabem – que Bolsonaro é carta fora do baralho.
O fiasco na Paulista escancarou o ocaso do bolsonarismo. Aquele mesmo movimento que já parou caminhoneiros, que ameaçou a democracia, que inspirou atos terroristas em Brasília, hoje mal consegue encher um quarteirão. O povo brasileiro acorda, aos poucos, do transe coletivo que quase nos levou ao autoritarismo pleno.
O vexame é deles. O alívio é nosso.


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