O que é realmente o Sionismo: Breno Altman dá aula de história judaica e explica o sionismo
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Por Política em Debate I Brasília, Em 28/06/2025, 17h42
Vamos conversar sério. Quando você ouve falar em judeu, pensa automaticamente em sionismo? Pois saiba que essa confusão foi criada propositalmente para blindar um projeto político que nada tem de espiritual ou religioso.

Quem explica é Breno Altman, jornalista, judeu, neto de sobreviventes do Holocausto, e um dos maiores críticos do regime israelense. Em entrevista recente (assista aqui), Altman desmascara essa farsa histórica: sionismo não é judaísmo.
Qual a diferença?
O judaísmo é uma identidade milenar de um povo diverso: religiosos e seculares, conservadores e progressistas, de várias origens nacionais. Já o sionismo é uma corrente ideológica, nascida no final do século XIX, que defende a criação de um Estado de supremacia étnica judaica na Palestina. Sim, supremacia. Altman compara:
“O sionismo está para o judaísmo, assim como o nazismo esteve para os alemães e o fascismo para os italianos.”
Ser antissionista não é ser antissemita, como o lobby pró-Israel faz parecer. É apenas rejeitar uma doutrina racista e colonial, fundada por Theodor Herzl, um judeu secular, de direita, que nunca representou toda a comunidade judaica.
Um projeto colonial
Altman explica que, no final do século XIX, os judeus não eram uma nacionalidade, mas sim um povo disperso após a expulsão da antiga Canaã. Para criar o tal “Estado judeu”, seria preciso ocupar a Palestina, expulsando ou segregando os árabes palestinos que viviam ali há séculos. É por isso que o sionismo é visto como um projeto colonial moderno, baseado em limpeza étnica.
Judeus antissionistas existem?
Existem e sempre existiram. O próprio Breno Altman vem de uma família antissionista há gerações. Seus avós fugiram do antissemitismo europeu antes mesmo do nazismo, mas foram vários os parentes assassinados em campos de concentração. Sobreviveu a cultura, não o ódio.
“Meus valores me impedem de aceitar qualquer doutrina racista ou colonial.”
Ele também lembra da antiga comunidade judaica do Irã, de mais de 20 mil pessoas, com representação parlamentar, vivendo ali desde os tempos do Império Persa. São judeus, mas antissionistas, contrários ao regime de Israel e defensores do povo palestino.
Israel aumenta ou reduz o antissemitismo?
Para Altman, Israel aumenta o antissemitismo:
“O sionismo convenceu o mundo de que sionismo e judaísmo são a mesma coisa. Então, quando Israel comete crimes contra os palestinos, muitos dizem ‘olha o que os judeus estão fazendo’. Isso é mentira. São os sionistas que fazem.”
Ou seja: ao justificar massacres e apartheid como se fossem a vontade de todos os judeus, o Estado de Israel alimenta o ódio e o preconceito mundo afora.
Ser judeu não é ser sionista. Ser sionista não é ser judeu. São coisas distintas. Há judeus cristãos, muçulmanos, ateus, marxistas, liberais, conservadores. Há judeus que lutam pela paz e há judeus que apoiam guerras. O que não podemos mais é cair na narrativa falaciosa do Estado de Israel, que usa a história de um povo sofrido como escudo para praticar colonialismo, apartheid e genocídio.
Artigo baseado em:
O que é REALMENTE O SIONISMO: BRENO ALTMAN dá AULA de HISTÓRIA JUDAICA e EXPLICA o SIONISMO!

