A inteligência dos EUA já havia dito há meses que o Programa Nuclear do Irã não envolvia a produção de armas nucleares. Agora a mesma “Inteligência” desmente Trump, após as declarações de que o programa de enriquecimento do Irã havia sido destruído. Líderes da extrema direita, como Trump, são mentirosos ufanistas compulsivos.
Política em Debate é uma mídia independente. Sem lado. Informar não é “torcida”. Não é distorcer, manipular ou mentir.

Por Política em Debate I Brasília, Em 24/06/2025, 20h12
Você deve lembrar: mal as bombas dos B-2 caíram sobre o Irã, Trump correu para os microfones e fez o que ele mais sabe — se vender como vitorioso. Falou em ataques cirúrgicos, destruição de instalações críticas, obliteração do programa nuclear iraniano e, claro, deu a entender que tinha vencido a guerra sem guerra.
Mas como tudo que vem de Trump, a realidade é sempre mais modesta — e, às vezes, humilhante. Agora, passados apenas três dias, a verdade começa a vazar, e não pela imprensa iraniana, nem pela mídia alternativa, mas pelos próprios órgãos de inteligência dos EUA. Sim, da CIA e do setor de segurança nacional.
A matéria da CNN americana, republicada no Brasil pela Notícia Brasil, não deixa dúvidas:
“Os ataques dos Estados Unidos contra plantas nucleares do Irã no último sábado (21) não destruíram nenhum componente principal das instalações”, disseram funcionários da inteligência norte-americana.”
Você leu certo. Nenhum componente principal.
Nem centrífugas, nem estoque de urânio, nem as estruturas subterrâneas que guardam o coração do programa nuclear iraniano.
O máximo que conseguiram foi “atrasar o programa por alguns meses” — isso segundo a avaliação dos próprios autores do ataque. Em outras palavras, gastaram milhões, colocaram o mundo na beira de uma guerra global, e o resultado foi praticamente nulo.
E agora? Quem se apresenta como vitorioso está sendo desmentido em praça pública — e pelo próprio time. É como se o técnico gritasse “golaço!” enquanto o replay mostra a bola passando longe do gol.
Aqui no Política em Debate, a gente já vinha dizendo isso. Em nossos últimos artigos, deixamos claro, com base em imagens de satélite e fontes alternativas, que as instalações em Fordow e Natanz estavam quase intactas. Agora, a CIA dá razão às mídias independentes, como a nossa. Que buscam informar . Não distorcer, manipular ou mentir.. E, com isso, Trump fica exposto como aquilo que realmente é nesse episódio: um propagandista do fracasso.
Mas vamos além. Essa revelação não apenas desmonta a narrativa da vitória ocidental, como reforça o que o mundo inteiro já está começando a perceber: o Irã não é frágil, nem está isolado, nem foi derrotado. Pelo contrário. Sai desse confronto com o moral elevado, o apoio do seu povo e a solidariedade velada (ou declarada) dos aliados do BRICS.
E se você prestar atenção no tom da “revelação” feita pela inteligência americana, vai notar algo interessante: não é exatamente arrependimento, é recalibração. É como se dissessem: “não conseguimos dessa vez, mas voltaremos mais preparados.” O que, aliás, confirma a tese de que essa guerra não terminou — ela só entrou em pausa.
Por isso, fica aqui a pergunta que o leitor do blog já se acostumou a fazer:
Quantas mentiras ainda serão necessárias para justificar o fracasso de uma política externa baseada na arrogância e na violência?
Até quando o mundo aceitará que agressões preventivas — com base em mentiras e manipulações — sejam tratadas como atos de defesa?
Enquanto isso, o programa nuclear iraniano segue firme. A resistência também. E, agora, até o coração do Império admite:
Trump mentiu. E o Irã venceu.

