Israel Sob Fogo: O Dano Provável dos Mísseis Iranianos

O dano provável dos mísseis iranianos a Israel.

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Por Política em Debate I Brasília, Em 19/06/2025, 19h16

Por mais que o aparato de propaganda ocidental tente manter a narrativa da supremacia militar de Israel, os números que vêm à tona revelam outra realidade: Israel está sob ataque maciço e sistemático — e não está conseguindo interceptar tudo. O custo dessa guerra para Tel Aviv é astronômico. O impacto, ainda mais.

Segundo reportagem do Correio Braziliense, citando o Washington Post e o jornal israelense The Marker, a guerra entre Irã e Israel pode durar, no máximo, de 10 a 12 dias. O motivo? Ambos os lados caminham para a exaustão de munições e meios de sustentação logística.

O que mais chama atenção é o custo. Segundo o The Marker, uma única noite de tentativas israelenses de interceptar os mísseis iranianos custa cerca de US$ 285 milhões. Em 12 dias de conflito, o custo estimado apenas com interceptações pode chegar a US$ 3,42 bilhões — valor equivalente ao PIB anual de países como Montenegro ou Guiné.


Quantos mísseis o Irã já lançou — e quantos ainda pode lançar?

A mesma matéria aponta que o Irã teria cerca de 2.000 mísseis com capacidade para atingir Israel, embora outras fontes citem até 3.000 mísseis armazenados em bunkers subterrâneos.

Até agora, o Irã teria lançado cerca de 400 mísseis. Israel afirma ter interceptado 120 deles, o que representaria uma taxa de 30% de sucesso — um número que especialistas consideram inflado para manter a moral interna e sustentar a narrativa de “controle da situação”.

A partir disso, temos os seguintes cenários:


📌 Cenário 1 – Irã com 2.000 mísseis

  • Lançados até agora: 400
  • Interceptados: 120 (30%)
  • Mísseis que podem atingir Israel: 1.400
  • Carga explosiva (490 kg por míssil): 686 toneladas

📌 Cenário 2 – Irã com 3.000 mísseis

  • Interceptados (30%): 900
  • Mísseis que podem atingir Israel: 2.100
  • Carga explosiva total: 1.029 toneladas

O que significam 1.029 toneladas de explosivos sobre Israel?

Para se ter dimensão: cada míssil com 490 kg de ogiva tem potencial para:

  • Destruir totalmente uma base aérea,
  • Inutilizar uma refinaria ou estação de gás,
  • Derrubar edifícios de comando e controle militar,
  • Comprometer redes elétricas e centros urbanos.

Multiplicado por 2.100 mísseis, o cenário é de devastação ampla e duradoura. Israel já deslocou parte de sua força aérea para bases britânicas no Chipre, pois suas pistas foram danificadas ou estão sob risco constante de bombardeio.

Em um cálculo mais refinado de dano, nós temos o efeito destrutivo combinado da carga explosiva mais a energia cinética associada ao projétil.

Um único míssil hipersônico Fattah-1, já disparado contra Israel, carrega não apenas 490 kg – média entre 450Kg e 530Kg – de explosivos de alta potência, mas também 4.600 kg de massa total em seu segundo estágio, que atinge o solo a impressionantes Mach 15 ou mais. Isso significa que, além da detonação convencional, o impacto carrega uma carga cinética devastadora: o equivalente a cerca de 15,5 toneladas de TNT em energia de movimento, somando-se a mais 0,5 tonelada de TNT da ogiva. O total se aproxima de 16 toneladas de TNT por míssil, capaz de devastar uma área estimada em 1962,5 metros quadrados (círculo médio de diâmetro 50m), com destruição severa. No ponto de impacto, a temperatura gerada pode ultrapassar os 9700 °C, suficiente para pulverizar pessoas, fundir aço, pulverizar concreto e desintegrar qualquer estrutura militar ou urbana em seu raio imediato. Para título de comparação, a temperatura da superfície do sol é de 6000°C.


A ilusão da invulnerabilidade ruiu

O governo de Netanyahu apostava na supremacia tecnológica e no apoio irrestrito dos Estados Unidos para manter sua impunidade militar. Mas o Irã, ao responder com força e estratégia, mostrou que a guerra moderna não se ganha com propaganda — mas com preparo, inteligência tática e poder de saturação.

O Domo de Ferro falhou em conter mísseis supersônicos e hipersônicos disparados em múltiplas direções. E mesmo que consiga interceptar parte deles, o custo da defesa está superando o da ofensiva — uma equação que nenhum exército aguenta por muito tempo.


A guerra pode acabar — mas o dano já está feito

Segundo a reportagem do Correio, o conflito pode terminar por exaustão logística entre 10 e 12 dias. Mas a imagem de Israel como invulnerável já foi pulverizada. O Irã mostrou não apenas força bélica, mas capacidade de coordenar ataques de precisão e resistir ao cerco econômico e militar mais longo das últimas décadas.

O Ocidente hesita. O mundo observa. E o colapso da ilusão israelense está registrado — míssil por míssil.

Este artigo foi baseado em notícia do Correio Braziliense e fontes nela citadas.

📎 Fonte: Correio Braziliense – 18/06/2025

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