Scott Ritter: Israel está colapsando. Sendo destruído pelo Irã.
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Por Política em Debate I Brasília, Em 19/06/2025, 11h34
No meio do caos que consome o Oriente Médio, poucos têm coragem de dizer em voz alta o que o ex-oficial da Inteligência dos EUA e analista geopolítico Scott Ritter afirma com clareza: Israel está em colapso militar, político e estratégico. O pior? Em vez de admitir a derrota, tenta arrastar os Estados Unidos para uma guerra suicida contra o Irã — uma guerra que pode incendiar o mundo.
Durante sua análise mais recente, Ritter afirma sem rodeios:
“O porto de Haifa? Foi. O aeroporto Ben Gurion? Também. Instalações de gás? Alvo direto. E os mísseis continuam vindo.”
A falácia do “Domo de Ferro” e a impotência americana
Centenas de bilhões de dólares do contribuinte americano foram despejados no sistema de defesa de Israel — o famoso “Domo de Ferro“, complementado por radares, mísseis SM-3 e SM-6, e o aparato bélico dos EUA no Mediterrâneo. Tudo isso, diz Ritter, está falhando miseravelmente.
Segundo Ritter, o Irã usa táticas sofisticadas: lança mísseis antigos e modificados como iscas, obrigando os sistemas de defesa a esgotar seus recursos. Enquanto isso, os mísseis verdadeiros atingem alvos com precisão devastadora. Resultado: as defesas estão sendo vencidas por saturação e inteligência tática.
A situação é tão crítica que os F-35 israelenses estão sendo deslocados para bases britânicas no Chipre, já que suas próprias pistas em território nacional não são mais seguras.
Trump e o salto rumo ao inferno
Enquanto Israel afunda, Donald Trump — agora em campanha eleitoral — flerta abertamente com a ideia de lançar ataques diretos contra o Irã, incluindo o uso de bombas antibunker de 13 mil quilos. Ritter alerta: Trump não hesita, e nem precisa de um ataque de falsa bandeira — ele já está dentro.
“Esse presidente está fazendo o trabalho. E se os EUA cruzarem a linha vermelha, suas bases no Oriente Médio serão destruídas”, afirma Ritter. Ele destaca ainda que o Irã está preparado há 20 anos para esse cenário, e sua capacidade de retaliação inclui não apenas bases militares, mas navios e centros logísticos norte-americanos em toda a região.
A hipocrisia internacional e a ONU silenciada
Outro ponto explosivo da fala de Ritter é o papel da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Segundo ele, inspetores da AIEA agiram como agentes de inteligência a serviço de Israel e dos EUA, ajudando a mapear alvos iranianos sob o pretexto de inspeção nuclear. O Irã, diante das evidências, encerrou a cooperação com a agência, ainda que continue no Tratado de Não Proliferação.
Enquanto isso, a ONU permanece muda diante de ataques israelenses a instalações nucleares iranianas, alguns com vazamentos radioativos. O mesmo diretor da AIEA que alertou para um “novo Chernobyl” na Ucrânia agora silencia diante da escalada contra o Irã.
“A hipocrisia é total. Israel pode tudo. Até ameaçar o mundo com contaminação radioativa — e o Conselho de Segurança da ONU assiste em silêncio”, denuncia Ritter.
Israel já perdeu — e quer levar todos consigo
Ritter é categórico: Israel não pode mais vencer essa guerra, nem com todo o apoio dos EUA. A máquina militar iraniana, com mísseis de alcance superior aos aviões americanos, já deixou claro que tem capacidade e disposição para retaliar com força total.
“Israel está acabado. E se Trump insistir, as consequências recairão sobre soldados americanos, bases destruídas e um Oriente Médio em chamas.”
A análise de Ritter é um alerta urgente: a imprudência política e militar do Ocidente pode resultar em um conflito de escala global. Israel já perdeu. E Trump pode transformar essa derrota em tragédia planetária.


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