Kyiv Trembles: Russia Deploys Iskander Missiles in Massive Energy Attack!
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Por PolitikBr I Brasília, Em 25/11/2025, 16h:55, leitura: 5 min
Diante de um colapso quase inevitável, a Ucrânia se viu forçada a aceitar o plano de paz de Donald Trump, um documento marcado por concessões duras que revelam a essência da capitulação disfarçada de acordo diplomático.
O que emerge desse desenlace – se realmente o plano for posto em prática – é uma narrativa não apenas sobre a urgência em acabar com o conflito, mas sobre como a geopolítica da coação molda os destinos, subjugando Kiev a uma balança que pesa quase exclusivamente do lado do Kremlin e de Washington.
O plano de paz de Trump, visando pôr fim à guerra que assola a Ucrânia desde 2022, é uma tradução formalizada das demandas russas: cessão de territórios – incluindo vastas áreas do Donbas –, redução significativa das forças armadas ucranianas, renúncia ao sonho de adesão à Otan e outras demandas. O documento de 28 pontos, que inicialmente causou estranheza e resistência entre os aliados europeus e ucranianos, acabou sendo aceito não por convicção, mas como resultado da pressão imposta pela dependência absoluta da Ucrânia em relação ao apoio militar e financeiro dos EUA. Sem esse suporte, a resistência ucraniana não teria outra alternativa senão sucumbir rapidamente.
Crucial para compreender esse cenário é a análise da geopolítica da coação que definiu essa negociação. É aí que o suposto “plano de paz” se revela menos como um caminho consensual para o fim do conflito e mais como o produto de um acordo secreto entre Trump e Putin, no qual Kiev foi colocada em uma posição de inexistência na mesa de negociações.
Ocultados sob a fachada de diplomacia, esses entendimentos, até então confidenciais, revelam a dimensão do jogo de poder entre as duas superpotências militares. De toda a forma, seja como for, a resiliência dos Russos foi fator decisivo para esse momento que se avizinha: o do fim do maior conflito na Europa desde o término da segunda grande guerra.
Esse evento também encerra um outro ciclo. O ciclo da expansão da OTAN rumo ao leste europeu, contrariando os acordos firmados com os Russos após a dissolução da União Soviética, e que se deu cooptando de forma traiçoeira as antigas repúblicas do Pacto de Varsóvia, à esfera de influência do Ocidente. A Ucrânia era a última delas.
A Operação Militar Especial Russa, iniciada em 24 de fevereiro de 2022 foi um basta a isso. Portanto, há de se encarar esse monstruoso conflito da forma que realmente ele é: um produto da megalomania ocidental e da cobiça das vastas riquezas da Rússia. Uma tentativa de reedição da rapinagem colonial de séculos atrás. E a de se apontar o dedo, em especial, para o Reino Unido, para a França e para a Alemanha, aliás todas ex-exploradoras, à exaustão, dos povos do continente africano, do Oriente Médio e da Ásia. Claro que tolas elas prestando serviço ao explorador maior: Os Estados Unidos da América.
E quem são os responsáveis pela desgraça da Ucrânia? Certamente a marionete Zelensky, mas também Joe Biden e Boris Johnson, que poderiam ter evitado a ruína ucraniana se não tivessem se oposto ao acordo de cessar fogo e de paz, que a Ucrânia vinha acordando com os Russos, em maio de 2022 na Turquia. A estupidez e a inconsequência falaram mais alto. A ganância também. Afinal, a quem interessa uma guerra? Aos que se banqueteiam com ela. Nos bastidores é claro.
Dessa vez, no entanto, os europeus parecem ter perdido o “time” para ensaiar mais uma sabotagem ao fim da guerra. Se as notícias são verdadeiras, eles abriram mão de “inflar o balão de ensaio de um plano alternativo ao de Trump”. Eles acabaram cedendo à evidência brutal: sem os Estados Unidos, não há condições da Ucrânia prolongar o conflito. E isso é sabido há muito tempo.
A aceitação europeia do plano americano, portanto, não deve ser interpretada como adesão, mas como capitulação pragmática às dinâmicas do poder global. Putin, por sua vez, reconhece publicamente que este foi um passo adiante para ele, ainda que a proposta não tenha sido debatida em sua totalidade com Moscou. Isso indica que o plano ainda é um instrumento sujeito a ajustes futuros, mas com a Ucrânia já esvaziada de sua capacidade de negociação.
Este cenário clama por uma reflexão amarga: a Ucrânia, um país usado como marionete, proxy dos interesses expansionistas do Ocidente, está destruído e compelido a aceitar um acordo que redefine a sua soberania territorial e limita a sua capacidade militar, em nome de uma paz que parece, na verdade, uma rendição encoberta.
A geopolítica da coação visa manter o status quo de poder entre Washington e Moscou e a retomada de negócios, que interessa a ambos os países, com a Ucrânia sendo o “calcanhar de Aquiles” desse arranjo. E isso se dá às custas de Kiev, a real perdedora.
Esse artigo foi baseado em:
https://youtu.be/5Wyentsw24c?si=yp22AuyVe4zS8XC-
https://noticiabrasil.net.br/20251125/45496751.html
https://politicaemdebate.org/2025/11/24/scott-ritter-o-plano-de-paz-de-trump-sabotagem-e-a-queda-de-zelensky/
https://politicaemdebate.org/2025/11/22/a-geopolitica-da-coacao-o-acordo-secreto-entre-trump-e-putin/


