A mentira tem perna curta: deputado pastor desmente narrativa de perseguição religiosa de Michelle Bolsonaro

Deputado pastor evangélico Otoni de Paula desmente Michelle Bolsonaro – esposa do condenado Jair Bolsonaro – sobre perseguição religiosa no Brasil

Michelle Bolsonaro, que agora brada nas redes e nos púlpitos ser vítima de “perseguição religiosa” por conta das medidas impostas pela Justiça ao marido, ignora um detalhe: foi justamente Lula quem sancionou a Lei nº 11.635/2007 — marco legal da liberdade religiosa no Brasil — reforçando o direito de culto individual e coletivo para todas as crenças. Ainda assim, a ex-primeira-dama insiste que sua “liberdade religiosa foi cerceada”, narrando que é impedida de fazer cultos domésticos sob vigilância judicial e acusando o Estado brasileiro de humilhação e maldade.

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Por PolitikBr I Brasília, Em 17/09/2025, 20h:42, Leitura: 2 min

A narrativa, entretanto, ruiu diante do depoimento de quem conhece as entranhas tanto da igreja quanto da política. O deputado federal e pastor Otoni de Paula (MDB-RJ) desmentiu publicamente Michelle, classificando sua fala como “narrativa falaciosa, mentirosa, oportunista e para autoproteção” e responsabilizando Silas Malafaia por alimentar o clima de conflito. Por favor, irmã Michelle, deixa a igreja fora disso. Ela já sofreu demais com esta polarização. O nosso ministério é o da conciliação, e não da polarização”, rebateu Otoni. O parlamentar, que já foi alvo de medidas cautelares do STF, lembrou que jamais interpretou ações judiciais como perseguição religiosa — e fez questão de dizer que, ao contrário das teses de Malafaia e Michelle, é “única voz dissonante” para impedir o oportunismo político de sequestrar a fé como escudo de interesses pessoais.

A retórica de Michelle não passa de mais uma cortina de fumaça para vitimizar o bolsonarismo e transformar desacertos judiciais e políticos em cruzadas religiosas um roteiro velho, desmontado até mesmo por setores conservadores descontentes com a manipulação da fé alheia a serviço de narrativas à margem dos fatos e da própria história institucional brasileira.

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