DataFolha: Maioria rejeita anistia a Bolsonaro e a condenados do 8 de janeiro

A condenação de Jair Bolsonaro pelo STF, com pena de 27 anos e três meses de prisão, foi amplamente referendada pelo conjunto da sociedade brasileira. A pesquisa Datafolha mais recente mostra que 54% dos brasileiros rejeitam qualquer projeto de anistia ao ex-presidente, enquanto apenas 39% defendem o perdão; outros 2% se dizem indiferentes e 4% não sabem opinar. Essa rejeição cresce conforme o tempo: levantamentos anteriores apontavam maioria consistente a favor da responsabilização de Bolsonaro tanto no episódio do golpe como na aceitação da prisão domiciliar.

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Por PolitikBr I Brasília, Em 15/09/2025, 20h:33, Leitura: 2 min

A aprovação da prisão de Bolsonaro chegou a 51% em agosto, com 53% dos brasileiros dando aval às decisões do ministro Alexandre de Moraes e 50% considerando justa sua detenção por tentativa de golpe de Estado. A percepção de que Bolsonaro realmente tentou um golpe é majoritária: 52% dos entrevistados da Quaest acreditam que ele participou da conspiração antidemocrática. Além disso, pesquisa realizada pelo Senado ecoou esse sentimento popular a grande maioria rejeitou abertamente a concessão de anistia, mesmo diante da pressão da bancada bolsonarista, e agora, da defesa intransigente de Tarcísio de Freitas, mais ainda candidato presidencial a 2026, já que Bolsonaro, inelegível até 2030, está condenado a 27 anos e 3 meses de prisão. Para nós, a posição de Tarcísio é puro jogo de cena. Tarcísio quer cair nas graças do Bolsonarismo, e torce mesmo é para que o projeto de anistia fracasse.

Na contramão da vontade popular, o entorno bolsonarista e lideranças da extrema-direita insistem em pressionar o Congresso por uma anistia inconstitucional, apostando tudo no desgaste institucional e no embate direto com a Suprema Corte. Esse dissenso explicita o distanciamento político entre uma base radicalizada e a opinião da maioria dos brasileiros, que não aceitam mais aventuras golpistas e exigem justiça, punição e respeito às instituições democráticas.

A aceitação da vontade popular pra essa turma é só retórica. Eles não são em nada democratas, ao contrário, são, em si, propagadores de autocracias e de regimes de exceção, avessos, como sabemos, ao que pensa ou não pensa a sociedade, que aliás, os elegeu.

Nas ruas, nos tribunais e nas sondagens de opinião o recado é o mesmo: não à impunidade, aos conchavos ou perdão forjado nos bastidores aos golpistas da democracia. Bolsonaro está condenado nos tribunais do Estado e aos olhos do país — e a sociedade exige que a pena seja cumprida até o fim.

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