O Porquê os Mísseis do Irã Condenam Trump a um Blefe Estratégico

Neste artigo, o PolitikBr mergulha na excelente entrevista do ex-inspetor da ONU, Scott Ritter, para expor a fragilidade estratégica dos EUA diante do Irã. Enquanto Trump ameaça com “navios grandes”, Ritter revela que a defesa aérea americana é insuficiente e que os modernos mísseis iranianos tornaram os porta-aviões obsoletos. A análise detalha a doutrina nuclear americana (que prevê retaliação atômica se um porta-aviões for afundado) e o contra-argumento devastador: isso levaria a uma troca de golpes nucleares com a Rússia e a China, aliadas de Teerã. Concluímos que, apesar da retórica, Trump não atacará o Irã, pois o custo político e existencial é impagável. O artigo contextualiza ainda a crise dos tratados de controle de armas e a nova realidade multipolar que amarra as mãos de Washington.

Patriot, Kinzhal e a Destruição do Mito

Há guerras que terminam com tratados. Outras, com silêncio. A guerra na Ucrânia — e, em especial, a destruição das baterias Patriot enviadas pela Alemanha — é um desses marcos históricos que, sem um tratado, encerra um ciclo de ilusões. Como observa Jeffrey Sachs, o ataque russo com um míssil hipersônico Kinzhal não destruiu apenas um equipamento de defesa aérea: destruiu um símbolo de fé — a crença do Ocidente de que sua tecnologia ainda bastaria para manter a superioridade frente aos Russos.