Desnudando Michelle, segundo Joice Hasselmann

A recente briga pública entre Michelle Bolsonaro e Joice Hasselmann colocou, em praça pública, as fissuras e ressentimentos que marcam os bastidores da extrema-direita brasileira. O confronto não se limita apenas ao campo da política, mas se projeta sobre as esferas de caráter, moralidade e, sobretudo, sobre a imagem cuidadosamente construída (e protegida) por Michelle ao longo dos anos ao lado do clã Bolsonaro.

Ascenção da Rejeição: Lula dispara, Bolsonaro´s afundam

A rejeição ao clã Bolsonaro disparou em todas as frentes. O instituto Genial/Quaest mostrou que Lula vence em todos os cenários projetados para 2026 — e com folga, chegando até a possibilidade de vitória em primeiro turno. A extrema direita não consegue mais mobilizar o eleitor da mesma forma que em 2018, mesmo com a máquina das fake news a pleno vapor e um congresso que teima em desrespeitar a opinião da maioria, que é contra a anistia.

A mentira tem perna curta: deputado pastor desmente narrativa de perseguição religiosa de Michelle Bolsonaro

Michelle Bolsonaro, que agora brada nas redes e nos púlpitos ser vítima de “perseguição religiosa” por conta das medidas impostas pela Justiça ao marido, ignora um detalhe: foi justamente Lula quem sancionou a Lei nº 11.635/2007 — marco legal da liberdade religiosa no Brasil — reforçando o direito de culto individual e coletivo para todas as crenças. Ainda assim, a ex-primeira-dama insiste que sua “liberdade religiosa foi cerceada”, narrando que é impedida de fazer cultos domésticos sob vigilância judicial e acusando o Estado brasileiro de humilhação e maldade.

Michelle, o tio preso por pedofilia e a hipocrisia do clã Bolsonaro

Michelle Bolsonaro foi rápida ao se manifestar sobre a prisão do tio, classificando o caso como “crime vergonhoso” e um episódio “revoltante e repugnante” pela ex-primeira dama, que se declara evangélica. Em nota oficial e entrevistas, Michelle Bolsonaro fez questão de ressaltar que não mantém contato com o tio há mais de 18 anos e defendeu publicamente a responsabilização plena do parente: “Considero necessário que ele receba, integralmente, o peso da Justiça”.