Briga de egos: Valdemar Costa Neto x Eduardo Bolsonaro

Nada serve mais ao projeto de reeleição de Lula em 2026 do que o espetáculo autoparódico da extrema direita. Nos últimos meses, o bolsonarismo perdeu toda a capacidade de unificação e protagoniza rachas públicos dignos de novela de quinta categoria. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, subiu o tom no embate com Eduardo Bolsonaro, desdenhando: “Ele não tem votos”.

Polícia Federal abre processo que pode culminar com a demissão de Eduardo Bolsonaro

A Polícia Federal finalmente abriu um processo disciplinar que pode culminar na demissão de Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão concursado – um cargo que, aliás, ele nunca exerceu nos últimos anos, preferindo a vida de conspirador em tempo integral, mas recebendo normalmente seus salários de deputado federal às custas do erário público (sic), conforme acusaram seus detratores em diversas oportunidades.

Ascenção da Rejeição: Lula dispara, Bolsonaro´s afundam

A rejeição ao clã Bolsonaro disparou em todas as frentes. O instituto Genial/Quaest mostrou que Lula vence em todos os cenários projetados para 2026 — e com folga, chegando até a possibilidade de vitória em primeiro turno. A extrema direita não consegue mais mobilizar o eleitor da mesma forma que em 2018, mesmo com a máquina das fake news a pleno vapor e um congresso que teima em desrespeitar a opinião da maioria, que é contra a anistia.

Eduardo Bolsonaro: entre a acusação de traição, a liderança artificial e o risco de expulsão dos EUA

A política brasileira chegou a um ponto surreal em que um deputado federal, que não pisa no plenário da Câmara há meses, é premiado com a liderança da minoria. Eduardo Bolsonaro, autoexilado nos Estados Unidos, acusado de conspirar contra o próprio país ao lado de Donald Trump, virou o exemplo mais acabado do que significa o bolsonarismo: a subversão da democracia, acusações, que lhes cabe, de traição a pátria e a indecência institucionalizada.

Larry C. Johnson: O assassinato de Charlie Kirk, o sionismo e as versões que desmoronam

O caso do assassinato de Charlie Kirk e símbolo do movimento conservador MAGA, continua a revelar camadas de contradições e narrativas forjadas. Radicalmente conservador, ferrenho opositor da esquerda e apoiador declarado do sionismo, Kirk construiu sua carreira sendo financiado por redes pró-Israel e outros setores da direita americana. Mas, como toda novela política regada a dinheiro, poder e ideologia, a relação começou a ruir quando ele percebeu que o lobby sionista ditava os rumos da política dos Estados Unidos, sacrificando interesses nacionais e, sobretudo, legitimando o massacre sistemático do povo palestino.

Charlie Kirk, medo de Netanyahu e a face cruel da política de alianças

No artigo “Os EUA e a violência política”, falamos dos ecos internos desse episódio político-violento. Hoje, com base em reportagem do Diário do Centro do Mundo, surgem revelações que transformam o episódio em uma história de medo, favores recusados e alianças frágeis.

Anistia inconstitucional para Bolsonaro e cúmplices: a manobra vergonhosa que afronta o desejo da maioria

Enquanto o STF julga Bolsonaro e outros protagonistas do golpe de 2022, a bancada bolsonarista no Congresso — liderada pelo PL de Valdemar Costa Neto, ex-condenado e multado pelo TSE — move esforços para aprovar uma ampla anistia, mentindo descaradamente que se trata de “justiça” e “direito à defesa”. O projeto conta com o apoio de partidos do centrão (PP, União Brasil, Republicanos, PSD) e da extrema-direita, articulando cerca de 300 votos só na Câmara.

Bolsonaro: a tese do boicote e da ilegitimidade do resultado da eleição de 2026

Na análise do historiador e professor João Cezar de Castro Rocha, em entrevista ao UOL News, a extrema-direita bolsonarista, aparentemente, estaria abandonando a estratégia de eleger o máximo possível de senadores como prioridade absoluta; e também o de buscar um compromisso ao apoiar um nome da direita, como Tarcísio de Freitas, de que o novo presidente anistiaria Bolsonaro. Nessa estratégia, Ronaldo Caiado saiu na frente. Ele declarou que se for eleito presidente em 2026 fará uma anistia ampla geral e irrestrita aos envolvidos no 08 de janeiro de 2023. Entretanto, ao que parece, a nova e perigosa aposta da extrema direita (bolsonaristas) seria a de criar uma narrativa de ilegitimidade do resultado da eleição presidencial de 2026 caso Bolsonaro não participe do pleito. Essa proposta parte da premissa que quem quer que seja eleito em 2026, esquerda ou direita, faria parte do mesmo grupo de poder que sempre dominou a política brasileira.