A reportagem assinada por Alan Feuer e Dan Barry, publicada no New York Times e reproduzida em O Globo, mostra uma cena que poderia ter saído de qualquer regime autoritário — mas é o retrato dos Estados Unidos sob Donald Trump em 2025. Promotores federais que cumpriram sua função de responsabilizar os invasores do Capitólio em 6 de janeiro de 2021 agora são demitidos, perseguidos e transformados em inimigos internos do Estado.
Categoria: Religião
Haddad, Trump, bolsonarismo e as novas ofensivas contra o Brasil e o BRICS
O ministro Fernando Haddad tem sido firme ao denunciar as investidas da administração Trump contra o Brasil e o BRICS, denunciando as reais intenções dos ataques híbridos de Trump contra o Brasil, isto é , interesses estratégicos dos EUA, especialmente nas riquezas do subsolo nacional, como os minerais críticos e as terras raras — considerados “o ouro do século 21” para a economia do futuro. Haddad aponta que Washington aposta em sanções, pressão comercial e até tentativas de enfraquecer instituições nacionais como parte de um roteiro descarado de ingerência geopolítica, sem precedentes na história. E pior. Brasileiros – bancada bolsonarista – apoiando essas investidas, em um gesto antipatriótico. Contra o povo brasileiro.
Clã Bolsonaro: A Hipocrisia do “Deus, Pátria e Família”
A reportagem do Intercept sobre o clã Bolsonaro , do jornalista João Filho, é o retrato fiel do que já se sabe, infelizmente poucos, mas que agora ganha registro documental: a hipocrisia e a degradação interna do clã Bolsonaro. O lema “Deus, Pátria e Família”, usado como peça publicitária por integralistas e depois reciclado pelo bolsonarismo, cai por terra quando confrontado com os áudios e prints obtidos pela Polícia Federal no celular de Jair Bolsonaro.
As conversas revelam um Silas Malafaia em modo “chefe de quadrilha”, segundo o jornalista, gritando palavrões e ameaçando Eduardo Bolsonaro. O líder espiritual não oferece bênção, conselho ou reflexão — apenas intimidações. Fica nítido que a Bíblia serve mais como biombo moral do que como fonte de conduta. O “Deus acima de todos” foi reduzido a slogan de palanque.
Bolsonaro: a tese do boicote e da ilegitimidade do resultado da eleição de 2026
Na análise do historiador e professor João Cezar de Castro Rocha, em entrevista ao UOL News, a extrema-direita bolsonarista, aparentemente, estaria abandonando a estratégia de eleger o máximo possível de senadores como prioridade absoluta; e também o de buscar um compromisso ao apoiar um nome da direita, como Tarcísio de Freitas, de que o novo presidente anistiaria Bolsonaro. Nessa estratégia, Ronaldo Caiado saiu na frente. Ele declarou que se for eleito presidente em 2026 fará uma anistia ampla geral e irrestrita aos envolvidos no 08 de janeiro de 2023. Entretanto, ao que parece, a nova e perigosa aposta da extrema direita (bolsonaristas) seria a de criar uma narrativa de ilegitimidade do resultado da eleição presidencial de 2026 caso Bolsonaro não participe do pleito. Essa proposta parte da premissa que quem quer que seja eleito em 2026, esquerda ou direita, faria parte do mesmo grupo de poder que sempre dominou a política brasileira.
Malafaia em surto: berros, medo e ameaças
O pastor Silas Malafaia voltou à cena pública com gritos, berros e ataques, como se o destempero pudesse intimidar a Justiça. Arrogante nos púlpitos, ele agora mostra sinais de pânico — especialmente após o escândalo recente que revelou Jair Bolsonaro movimentando R$ 30,5 milhões entre 2023 e 2024, e R$ 44 milhões até junho de 2025 segundo relatório da Polícia Federal.
Bolsonaro e a “Máquina de Dinheiro”
Jair Bolsonaro, o aliado preferido do bilionário Donald Trump, após sair da presidência, se tornou personagem principal em um verdadeiro escândalo financeiro. Entre março de 2023 e fevereiro de 2024, o ex-presidente movimentou mais de R$ 30,5 milhões em suas contas bancárias, se considerarmos dois anos, isto é, até 2025, a soma sobe para impressionantes R$ 44 milhões; segundo relatório da Polícia Federal fundamentado por dados do Coaf.
Zé Trovão: Violência, ameaça e enriquecimento suspeito — o retrato da extrema-direita no Congresso
O deputado federal Zé Trovão (PL-SC) ultrapassou todas as fronteiras da decência parlamentar ao fazer, em plenário, uma ameaça explícita de assassinato contra o ministro Alexandre de […]
Bolsonaro, Milei e a Contradição do Asilo: A Fuga possível, os documentos e a farsa do “não vou fugir”
O ex- presidente, radical de extrema direita, Jair Bolsonaro, desde o início dos processos criminais que o colocaram na mira da Justiça brasileira, sempre adotou o discurso público de que não “iria fugir” do país ou das consequências por seus atos. Em entrevistas e manifestações, repetia que “quem não deve, não teme”. No entanto, os fatos mais recentes expuseram contradições gritantes entre a retórica e a realidade.
Silas Malafaia, de defensor do Estado laico a investigado por golpismo: a virada radical do pastor no complô bolsonarista
Nos anos 1980 e 1990, Silas Malafaia não era o mesmo personagem que hoje ocupa espaços midiáticos como porta-voz do bolsonarismo radical. Em falas públicas registradas à época, chegou a reafirmar que “o Estado é laico e a Igreja não deve se meter em política”, posicionamento que lhe rendeu destaque dentro e fora do meio evangélico. Mais que isso: em disputas presidenciais anteriores, Malafaia chegou a se empenhar pela candidatura de Luís Inácio Lula da Silva contra Fernando Collor, defendendo que o futuro presidente representava uma esperança popular.
“Cristão, Esposo, Pai e Patriota”: O Perfil de um Assassino Confesso
PolitikBr aborda neste artigo o caso estarrecedor de Renê da Silva Nogueira Júnior, empresário que confessou ter matado, covardemente, o gari Laudemir de Souza Fernandes, com um tiro de uma pistola calibre .380 durante uma banal discussão de trânsito, provocada de forma truculenta por ele. O que chocou ainda mais a opinião pública foi a sua auto apresentação nas redes sociais como “cristão, esposo, pai e patriota” — identidade valorizada em discursos da extrema direita (bolsonarismo e trumpismo), agora maculada, mais uma vez, dentre tantas vezes, por sangue e violência.