Neste artigo, partimos da análise do Professor John Mearsheimer sobre o direito do Irã à dissuasão nuclear para abrir uma discussão incômoda e necessária: em um mundo onde Estados Unidos e Israel se comportam como potências acima da lei, violando soberanias e ameaçando nações com armas de destruição em massa, faz sentido que países como o Brasil mantenham-se amarrados a tratados de não proliferação assinados de boa-fé com potências que demonstram diariamente sua má-fé?
Categoria: Racismo e Intolerância
O Martírio de Khamenei e a Guerra Santa Contra o Grande e o Pequeno Satã
Neste artigo, dissecamos o erro estratégico monumental que foi o assassinato do Aiatolá Ali Khamenei. Longe de “decapitar” o regime iraniano, o ataque de Israel e EUA criou um mártir da estatura de Ali, unificando o mundo xiita em uma guerra santa contra o “Pequeno Satã” (Israel) e o “Grande Satã” (EUA).
Refletimos sobre o paralelo histórico com a Batalha de Karbala e a importância de Hussein para a fé xiita – Khamenei agora ocupa lugar similar no panteão dos mártires.
O Veredito da História: A Condenação Definitiva dos Mandantes do Assassinato de Marielle Franco
A Radiografia de um Estado Capturado Nacional, Política, Corrupção PolitikBr é uma mídia independente. Informar não é “torcida”. Não é distorcer, manipular ou mentir. Por […]
Glenn Diesen: Manipulação da Mídia na Guerra da Ucrânia
Neste artigo, compartilhamos a íntegra do discurso do professor Glenn Diesen no Conselho de Segurança da ONU, onde ele denuncia o papel da mídia ocidental na promoção da guerra na Ucrânia. Inspirado por Walter Lippmann, Diesen alerta para os perigos de transformar conflitos complexos em narrativas maniqueístas de “bem contra o mal”, o que inviabiliza qualquer caminho toward a paz. Ele expõe como a expansão da OTAN, ignorada pela grande mídia, foi um fator central para o conflito, e como as negociações de paz foram sistematicamente sabotadas. Uma leitura essencial para quem busca compreender as camadas ocultas da guerra e o papel da informação como arma.
Evangelismo: Manipulação, Controle, Medo e Ódio
Este artigo analisa a pregação de um pastor que “orou” para que integrantes de uma escola de samba que homenageou Lula contraíssem câncer de garganta. Argumenta-se que esse discurso não é um desvio isolado, mas a expressão máxima de um modelo de evangelismo que substitui a mensagem de amor e graça de Jesus, por um sistema de controle baseado no binômio medo-punição. Citando as críticas do teólogo Caio Fábio, o texto expõe como muitos líderes usam um “Deus vingativo” do Velho Testamento para intimidar fiéis e adversários, prometendo prosperidade enquanto vendem medo e alimentam o ódio. O artigo conclui que essa prática é uma forma de terrorismo psicológico que ridiculariza o verdadeiro Evangelho e revela a fragilidade de uma fé que precisa de inimigos para sobreviver.
Carnaval 2026: Homenagem à Lula – o Operário do Brasil – e o Choro da Extrema Direita Inconformada
O carnaval de 2026 foi palco de uma disputa política intensa após a escola Acadêmicos de Niterói homenagear o presidente Lula com um desfile que também satirizou o ex-presidente Jair Bolsonaro, preso e condenado por tentativa de golpe. Apesar de o TSE ter liberado o evento, alegando não se tratar de propaganda eleitoral antecipada, a extrema-direita, liderada por Flávio Bolsonaro e Damares Alves, reagiu com histeria, prometendo ações judiciais e alegando, sem provas, crimes eleitorais e perseguição religiosa. O artigo analisa a hipocrisia da oposição, que vê censura onde há arte, e aponta para o futuro: em junho, Nunes Marques e André Mendonça, indicados de Bolsonaro, assumirão o comando do TSE, o que pode tornar o choro de hoje em uma tentativa de influenciar a Justiça amanhã. O desfile, porém, já entrou para a história como um ato de resistência cultural e afirmação da memória popular.
ICE: A Polícia Fascista de Trump
O que se desenrola em Minnesota é mais do que um protesto; é um microcosmo da fratura social e constitucional que Donald Trump alimenta, um experimento autoritário onde imigrantes — e qualquer um que se pareça com a ideia que fazem de um — são caçados.
As imagens não mentem: enquanto a narrativa oficial fala em “suspeito armado que reagiu violentamente”, os vídeos testemunham o contrário. Mostram um homem cercado, dominado por agentes encapuzados e, então, executado com 10 tiros, como um animal.
A Geopolítica do Espetáculo: O Conselho Imperial da Paz de Trump
A ideia de um “Conselho da Paz para Gaza”, apresentada como uma solução inovadora para um conflito secular, é, na verdade, a ponta de um iceberg muito mais sinistro. Ela encapsula a ambição de deslocar o centro de gravidade do poder internacional, minando deliberadamente a autoridade das Nações Unidas e, em particular, de seu Conselho de Segurança.
A crítica do presidente brasileiro – Luiz Inácio Lula da Silva – ao projeto de Trump, foi precisa: a proposta é equivalente a “criar sozinho uma nova ONU”.
Colocando um Freio em Trump
Algo essencial se partiu no coração do poder em Washington. Trump cada vez mais contestado abertamente nos Estados Unidos, viu senadores republicanos, pela primeira vez em anos, não atender as suas ligações. E isso revela que Trump já não exerce o controle absoluto sobre seu partido, e sobre o aparato institucional do poder americano.
O que está em jogo não é apenas mais uma crise política episódica, mas a implosão gradual da premissa que sustentou o trumpismo desde sua origem: a crença de que o medo é suficiente para governar.
Turbulência no “Santo Mundo” Evangélico: Damares x Mafalaia
A cena é tão surreal quanto elucidativa.
De um lado do ringue, o pastor Silas Malafaia, radical, voz estridente e com um império midiático construído na direita evangélica.
Um autêntico exemplo de sucesso da “Teologia da Prosperidade”, – assim como outros tão os mais famosos, como o bispo Edir Macedo, o pastor R.R. Soares e outros tantos, menos cotados e ricos, – lança um desafio em tom de praça pública: “Ou a senhora dá os nomes, ou a senhora é uma leviana linguaruda!”. Aos berros, claro. Marca registrada de Malafaia.
Do outro, a senadora Damares Alves, outrora ministra da Família no governo Bolsonaro e ícone do mesmo campo, agora relatora de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPMI) que expõe as vísceras de um esquema de fraude bilionário.