Ontem assistimos na reunião de emergência da Assembleia Geral da ONU, convocada para tratar do sequestro do presidente Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, o professor Jeffrey Sachs.
A fala de Sachs foi histórica, sem rodeios, mostrando o quão nocivos sempre foram e são os Estados Unidos, que se pautam em pregar que a comunidade internacional siga regras, enquanto eles, quando lhes convém, burlam e negam essas mesmas regras.
Categoria: Internacional
China, Rússia e Irã: Como a Venezuela se Tornou o Estopim do Fim da Hegemonia Energética dos EUA
O sequestro de Nicolás Maduro não foi um erro tático. Foi um erro histórico.
Ao tentar impor força, os EUA acionaram o gatilho que faltava para a maior virada energética do século:
🔹 petróleo fora do dólar
🔹 China, Rússia e Irã assumindo o tabuleiro
🔹 Venezuela transformada em epicentro da ruptura
O petrodólar não caiu por discurso.
Caiu por ação, barril por barril.
Estamos assistindo ao nascimento de um mundo multipolar — não por escolha de Washington, mas apesar dele.
Douglas Macgregor: A Armadilha da Venezuela Sai Pela Culatra
Washington comemorou cedo demais.
Para o coronel Douglas Macgregor, a captura de Maduro repete os erros do Iraque e da Líbia: remove o líder, ignora o poder real e semeia o caos.
Sem tropas, sem plano e com economia exaurida, os EUA criaram mártires, fortaleceram inimigos e provocaram um desastre que voltará em forma de instabilidade e migração em massa.
A armadilha da Venezuela saiu pela culatra.
Venezuela: A “Bola Fora” do Pretenso Rei do Mundo. Trump Mete os “Pés pelas Mãos”
A captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos escancarou uma ruptura grave com o direito internacional e isolou Donald Trump até entre aliados improváveis. Da ala democrata norte-americana à extrema-direita europeia, as críticas convergiram porque a narrativa do “narcoterrorismo” não se sustenta. O episódio revela o que sempre esteve no centro do conflito: petróleo, soberania e a tentativa de impor, pela força, uma ordem que o mundo multipolar já não aceita. Ao agir como “imperador”, Trump acabou cometendo uma bola fora histórica — vista e repudiada globalmente.
O Apocalipse Global que Trump Está Criando
Quando os tambores de guerra começam a ressoar é natural que o olhar se volte para os estrondos mais próximos. Ucrânia. Oriente Médio. Frentes já conhecidas, quase normalizadas pelo noticiário permanente da instabilidade.
Mas e se o estopim de um conflito de proporções verdadeiramente globais não estiver em Kharkiv, Odessa ou no sul do Líbano, e sim em Caracas?
O Sequestro de Maduro e a Agonia do Império
O dia 3 de janeiro de 2026 não amanheceu apenas sob o eco distante das explosões que sacudiram Caracas desde as 2h da madrugada. Ele se inaugurou como um marco de ruptura histórica, um ponto de não retorno no já frágil edifício do direito internacional. Naquela madrugada, forças especiais dos Estados Unidos sequestraram ilegalmente o presidente constitucional da Venezuela, Nicolás Maduro e a sua esposa. O gesto não foi apenas militar ou diplomático: foi simbólico, brutal e revelador.
A Soberania sob Fogo: O Desastre Geopolítico e a Lição para o Sul Global
A declaração de Donald Trump, que parecia mais um tweet bombástico, se materializou em bombas reais sobre Caracas e em uma ação de força que sequestrou o presidente de um país soberano.
A operação, descrita com detalhes sórdidos, foi de uma violência ímpar. De acordo com informações da CNN reproduzidas pelo Diário do Centro do Mundo, Maduro e a sua esposa Cilia foram literalmente arrastados de seu quarto, ainda durante a madrugada, por militares americanos.
A Captura do Século ou a Farsa do Século? A Notícia Bombástica de 3 de Janeiro
Na madrugada de hoje (03/01), uma notícia detonou como um míssil no já conturbado cenário geopolítico global. O New York Times, um dos pilares do jornalismo ocidental, publicou em destaque: “U.S. Captures Venezuelan Leader, Trump Says”.
Scott Ritter: A Realidade do Conflito e a Inevitável Vitória Russa
Scott Ritter desmonta a narrativa oficial sobre a guerra na Ucrânia.
Enquanto o Ocidente insiste em vender esperança, a realidade no campo de batalha aponta outra direção: a vitória estratégica russa já está consolidada.
Não é opinião. É análise militar fria, baseada em logística, doutrina e fatos — não em propaganda.
A guerra, na prática, já acabou. O que resta é a recusa em admitir a derrota.
O Jogo das Sombras: a Tentativa de Assassinato de Putin
Enquanto o presidente Trump anunciava conversas separadas com Volodymyr Zelensky e sinalizava uma disposição realista para negociar um fim para o conflito – estranho um mediador que é, no frigir dos ovos, o promotor do conflito; já que é a liderança inconteste da OTAN -, a resposta do establishment europeu e da liderança ucraniana foi… um ataque terrorista.
Disse Sergei Lavrov a jornalistas:
“Na noite de 28 para 29 de dezembro, o regime de Kiev lançou um ataque terrorista usando 91 drones de longo alcance contra a residência oficial do presidente russo na região de Novgorod”.