Neste artigo, partimos da análise do Professor John Mearsheimer sobre o direito do Irã à dissuasão nuclear para abrir uma discussão incômoda e necessária: em um mundo onde Estados Unidos e Israel se comportam como potências acima da lei, violando soberanias e ameaçando nações com armas de destruição em massa, faz sentido que países como o Brasil mantenham-se amarrados a tratados de não proliferação assinados de boa-fé com potências que demonstram diariamente sua má-fé?
Categoria: Internacional
O Martírio de Khamenei e a Guerra Santa Contra o Grande e o Pequeno Satã
Neste artigo, dissecamos o erro estratégico monumental que foi o assassinato do Aiatolá Ali Khamenei. Longe de “decapitar” o regime iraniano, o ataque de Israel e EUA criou um mártir da estatura de Ali, unificando o mundo xiita em uma guerra santa contra o “Pequeno Satã” (Israel) e o “Grande Satã” (EUA).
Refletimos sobre o paralelo histórico com a Batalha de Karbala e a importância de Hussein para a fé xiita – Khamenei agora ocupa lugar similar no panteão dos mártires.
Morte de Khamenei: Irã Promete Vingança e o Mundo Mulçumano Pode Pegar Fogo
Confirmação da Sputnik Brasil: ataque combinado de Israel e EUA mata o líder supremo do Irã, Aiatolá Khamenei, sua filha, genro e neta, além de generais da Guarda Revolucionária. Em meio à escolha de um novo líder, Teerã promete intensificar retaliação. Protestos já eclodem no Paquistão, enquanto Arábia Saudita e Síria declaram guerra ao Irã, colocando a infraestrutura energética global na mira.
Netanyahu/Trump x Irã: As Narrativas e o Espetáculo Grotesco de um Ataque sem Justificativa
O mundo acordou hoje, 28 de fevereiro de 2026, com a notícia de que Israel e os EUA lançaram um “ataque preventivo” contra o Irã. Mas a resposta iraniana foi imediata e devastadora, expondo a fragilidade da narrativa ocidental.
O Irã lançou a Operação “Promessa Verdadeira 4”, atingindo 14 bases militares dos EUA no Oriente Médio, incluindo a sede da Quinta Frota no Bahrein e a maior base do CENTCOM no Qatar. Em Israel, o sistema Domo de Ferro se mostrou ineficaz, com mísseis atingindo Tel Aviv e Haifa. A peça central da retaliação foi o fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo global, paralisando a economia mundial.
O Precipício Anunciado: Ataque ao Irã Ignora Alertas e Coloca o Mundo Em Risco
Neste 28 de fevereiro de 2026, a aliança EUA-Israel lançou um ataque surpresa contra o Irã, contrariando todas as análises políticas sérias que apontavam para o desastre eleitoral e estratégico dessa ação. A decisão, fortemente influenciada pelo lobby sionista, ignora que Trump enfrenta um ambiente político doméstico hostil e que um novo conflito no Oriente Médio seria sua sentença de morte nas urnas de novembro.
Gleen Diesen: Manipulação da Mídia na Guerra da Ucrânia ( Comentários Adicionais)
Em seu discurso no Conselho de Segurança da ONU, em Nova York, Diesen alertou para os perigos da demonização do adversário, e da simplificação moral dos conflitos.
Nós publicamos esse discurso em nosso artigo anterior – Glenn Diesen: Manipulação da Mídia na Guerra da Ucrânia
Nesse artigo – sequência do anterior – mostramos os comentários adicionais do Professor Gleen sobre o mesmo assunto.
Glenn Diesen: Manipulação da Mídia na Guerra da Ucrânia
Neste artigo, compartilhamos a íntegra do discurso do professor Glenn Diesen no Conselho de Segurança da ONU, onde ele denuncia o papel da mídia ocidental na promoção da guerra na Ucrânia. Inspirado por Walter Lippmann, Diesen alerta para os perigos de transformar conflitos complexos em narrativas maniqueístas de “bem contra o mal”, o que inviabiliza qualquer caminho toward a paz. Ele expõe como a expansão da OTAN, ignorada pela grande mídia, foi um fator central para o conflito, e como as negociações de paz foram sistematicamente sabotadas. Uma leitura essencial para quem busca compreender as camadas ocultas da guerra e o papel da informação como arma.
O Por quê um Ataque dos EUA ao Irã é a Receita para um Desastre Anunciado
À medida que a retórica belicista se intensifica, especialistas como Andrei Martyanov, Larry Johnson e Larry Wilkerson pintam um quadro aterrorizante das reais consequências de um ataque dos EUA ao Irã. Longe da fantasia de “guerra rápida” vendida por Washington, a realidade expõe um país despreparado para um conflito contra uma nação de 90 milhões de habitantes com defesa aérea integrada e o apoio explícito de Rússia e China.
O Blefe de Trump e a Realpolitik da Interdependência nos Negócios
A tensão entre EUA e Irã atingiu um novo patamar, com uma massiva mobilização militar americana (porta-aviões, destróieres, submarinos) no Oriente Médio contrastando com negociações diplomáticas em Genebra. O artigo argumenta que a postura do presidente Trump é um blefe estratégico: a imensa força militar serve como ferramenta de pressão para forçar um acordo, e não como prelúdio de guerra, dado o alto custo de um conflito com o Irã, que possui mísseis capazes de fechar o Estreito de Ormuz e conta com o apoio de exercícios navais ao lado de Rússia e China. A análise é reforçada pelo ultimato de 10 a 15 dias dado por Trump para um acordo, um prazo incompatível com um ataque surpresa.
A Paralisia do Estado: Como o Brasil Perdeu o Direito de Lucrar com a Descoberta da Polilaminina
Um diálogo recente da cientista Tatiana Sampaio expôs a ferida: o Brasil perdeu a patente internacional da polilaminina, o revolucionário tratamento para lesões medulares, porque a UFRJ não teve verba para pagar as taxas durante os cortes orçamentários de 2015/2016. O governo Temer aprofundou a austeridade, e o resultado é que hoje a fórmula está vulnerável no exterior. Enquanto 23 pacientes já se beneficiam da ciência brasileira, o Estado, que deveria proteger esse ativo, assistiu passivamente à perda de um patrimônio bilionário. Uma crônica da inovação sabotada pela gestão irresponsável do neoliberalismo.