Trump: o presidente que afunda os EUA e aprofunda a fome do povo

Trump afunda os EUA. Desaprovação do presidente bate recorde histórico.

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Por Política em Debate I Brasília, Em 29/06/2025, 15h35

Bom dia meus amigos e amigas. Hoje vamos falar sobre Donald Trump, o presidente que prometeu “tornar a América grande novamente”, e um pouco mais de 50% do povo votante americano acreditou no bilionário vendedor de imóveis. Mas a verdade, passados 06 meses de administração Trump é que ele está conseguindo exatamente o oposto: destruir a economia, aumentar a fome, isolar o país e colocar o mundo à beira de uma guerra nuclear.

Os dados não mentem: a desaprovação de Trump bateu recordes históricos. Donald Trump enfrenta níveis de desaprovação recordes em seu segundo mandato, com diversos institutos apontando quedas inéditas em sua popularidade.

Principais Dados das Pesquisas

  • Gallup (junho de 2025): Trump atingiu sua pior avaliação já registrada pelo instituto, com apenas 40% de aprovação e 57% de desaprovação, resultando em um saldo negativo de -17 pontos. Este é o menor índice já documentado pela Gallup desde o início de sua série histórica para presidentes americanos.
  • YouGov/Economist (junho de 2025): Pesquisa mostra 40% de aprovação e 54% de desaprovação, também em patamar historicamente baixo, com tendência de queda em relação ao mês anterior.
  • Bullfinch Group (junho de 2025): Aponta 41% de aprovação e 54% de desaprovação, reforçando o cenário de impopularidade crescente.
  • CNN/SSRS (abril de 2025): No marco dos 100 primeiros dias do novo mandato, Trump registrou apenas 41% de aprovação, o menor índice para um presidente recém-eleito desde Dwight Eisenhower, há mais de 70 anos. Apenas 22% dos americanos aprovam fortemente sua gestão, enquanto 45% desaprovam fortemente.
  • Quinnipiac University (junho de 2025): Após recentes ações militares, Trump manteve 41% de aprovação e 54% de desaprovação, consolidando a tendência de rejeição.
Trump é o presidente dos EUA com a pior aprovação popular aos 1oo dias em 80 anos.

Fatores que Explicam a Queda

  • Política de tarifas (“tarifaço”): A nova rodada de tarifas sobre importados, implementada em abril, foi amplamente rejeitada pela população e teve impacto negativo no mercado financeiro, contribuindo para o aumento da desaprovação. Segundo pesquisa da The Economist/YouGov, 52% desaprovam a política, enquanto apenas 36% aprovam.
  • Gestão econômica: A confiança do público na capacidade de Trump de gerenciar a economia caiu significativamente, com queda de 13 pontos em relação a dezembro de 2024, segundo a CNN.
  • Polarização partidária: A aprovação entre republicanos permanece alta, mas entre independentes e democratas a desaprovação é majoritária e crescente.
  • Questões específicas: A aprovação de Trump em temas como inflação e relações exteriores também caiu, especialmente após ações militares recentes e volatilidade econômica.

Os índices atuais de desaprovação de Trump são os piores já registrados para um presidente americano. Nenhum presidente recém-eleito desde Eisenhower (1953) teve aprovação tão baixa nos 100 primeiros dias quanto Trump em 2025.

A queda foi tão rápida e profunda que nem mesmo analistas como Larry Fink, megaempresário e CEO da BlackRock, acreditavam ser possível.

O erro que milhões de americanos reconhecem

Como explica a análise publicada recentemente (assista aqui), o povo americano votou em uma marca, não em um projeto de governo. Trump é, antes de tudo, um vendedor de imóveis de luxo, não um estadista. Ele sempre dobrou apostas nos negócios – falindo empresas, enriquecendo às custas do prejuízo alheio. Mas agora a aposta é o destino de um país… e do mundo.

Trump age como se estivesse em um programa de televisão. Briga com todos como se fosse brincadeira, como se o governo fosse o playground dele.”

Um país em declínio acelerado

Basta olhar para os números: A dívida do cartão de crédito dos americanos se encontra em níveis caóticos, com inadimplência superior a 10%. 47 milhões dos americanos estão passando fome e/ou em permanente insegurança alimentar ( incluindo 14 milhões de crianças), para uma população de 341 milhões, o que representa de 13% a 14% da população, já o número de pessoas abaixo da linha de pobreza é de 37 milhões. Insegurança alimentar ocorre quando as pessoas não têm acesso físico, social ou econômico regular e suficiente a alimentos seguros, nutritivos e adequados para atender às suas necessidades dietéticas e preferências alimentares para uma vida ativa e saudável.

Exportações encolhem e vai piorar

A venda de produtos americanos para o mundo está em queda. Se pode citar a queda de 20% nas exportações de carros e a retração de 93% na exportação de vinhos para o Canadá, sem citar outros exemplos de dificuldades pelo qual passam as exportações americanas. A situação pode se agravar ainda mais se os países sancionados unilateralmente por Trump resolverem taxar os serviços. As bigtechs e outros serviços digitais são a “galinha de ovos de ouro” dos EUA. Se os serviços começarem a ser taxados, como já anunciou o Canadá, que irá impor uma tarifa de 3%, isso resultará, a curto/médio prazo, na entrada de outros players que irão concorrer por anúncios, por exemplo, como startup´s chinesas, canadenses e europeias. E como os EUA não são mais um polo manufatureiro, se esse movimento de impor tarifas aos serviços prestados por empresas com sede nos EUA ocorrer, isso irá acelerar a queda dos EUA.

O déficit comercial crônico desde 2001 segue sem qualquer perspectiva de reversão. Entretanto, apesar da queda nas exportações, as importações se mantiveram estáveis em maio, resultando em um déficit comercial de cerca de 96,6 bilhões de dólares para o mês.

Perdas de exportação dos EUA pós Trump 2.0: Queda acumulada de cerca de 5,2% em maio; Suprimentos industriais (-13,6%), setor automotivo (-20% em abril)

    A solução “genial” de Trump

    E qual é a solução de Trump? Tirar US$ 1 trilhão de programas sociais para investir ainda mais em gastos militares. Ele quer sancionar essa nova lei já no próximo dia 4 de julho. O projeto fiscal apelidado por Trump de “One Big Beautiful Bill”, se aprovado na forma que está, será um desastre humanitário interno: milhões de americanos passando fome para financiar bombas, drones e guerras no exterior.

    O pacote aprovado recentemente no Senado, com votação apertada (51 a 49), inclui cortes bilionários em programas sociais como Medicaid e Medicare, que atendem principalmente idosos e populações de baixa renda, e os famintos pela distribuição de cupões de subsistência (comida). Ao mesmo tempo, o projeto prevê um aumento de cerca de US$ 150 bilhões no orçamento militar, além de verbas para deportações em massa e para a retomada da construção do muro na fronteira com o México. A Casa Branca espera sancionar essa lei até o feriado de 4 de julho de 2025, Dia da Independência dos EUA, como parte da agenda legislativa prioritária de Trump para o ano.

    Um desastre para os EUA e para o mundo

    Trump está afundando os EUA em dívidas, miséria e isolamento. É o “gestor” que falhou em suas próprias empresas e agora falha com um país inteiro. Mas diferente dos cassinos e torres de luxo, não existe falência negociada quando falamos de vidas humanas e da estabilidade global.

    O povo americano parece que começa a acordar. Mas o pior ainda está por vir, alerta o analista: inflação, desemprego, falências e convulsão social podem explodir da noite para o dia. O avião está a metros da montanha, mas muitos passageiros continuam olhando para o lado, distraídos pela paisagem, sem perceber o impacto iminente.

    Links para leitura complementar:

    📰 Trump mentiu: Inteligência dos EUA admite fracasso
    📰 A estupidez de Trump pode levar o mundo à guerra nuclear
    📰 Douglas MacGregor: Cadê a liderança de Trump?
    📰 O crescente descontentamento popular contra Trump

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