A Assembleia Geral da ONU raramente é cenário de viradas diplomáticas tão intensas quanto a que marcou o discurso de Lula em 2025. Em um momento de altíssima tensão entre o Brasil e os Estados Unidos, Lula subiu à tribuna trazendo consigo não só autoridade internacional, mas a coragem política e a altivez características de Lula; para aqueles que o conhecem não poderiam esperar nada mais nada menos do que ele, em alto e bom som, disse.
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Por PolitikBr I Brasília, Em 28/09/2025, 12h:19, Leitura: 4 min
Raízes: a retomada do Brasil como protagonista soberano
Lula começou sua intervenção denunciando os abusos das potências globais: “a agressão contra a independência do Poder Judiciário é inaceitável”, indo direto ao ponto ao se referir à situação de Jair Bolsonaro e às pressões americanas sobre nossa Justiça. A defesa de princípios como democracia, soberania e o repúdio à interferência estrangeira ecoaram pelo salão da ONU, reafirmando que no Brasil de Lula não há espaço para submissão, servilismo. Essa postura decisiva, incisiva, engrandece o Brasil diante do mundo. Eleva a sua credibilidade e o seu protagonismo. Ao mesmo tempo, Lula não fugiu da crítica direta ao genocídio em Gaza, se posicionando pelo direito internacional e reforçando que “nossa democracia e nossa soberania são inegociáveis”.
A propósito. Quando o primeiro ministro de Israel – Benjamin Netanyahu – começou a discursar, a delegação brasileira deixou o plenário, assim como grande número de delegações de outros países, deixando Netanyahu isolado, falando para as pareces, e somente para os representantes americanos, que lhe prestam apoio desavergonhado ao genocídio que ocorre na Palestina.
Efeitos: desarme do império e ruína da direita nacional
O cenário geopolítico e econômico é de enfrentamento. Entretanto, nos bastidores da Assembleia, mesmo após meses de embates entre os dois presidentes, os dois se encontraram, “de passagem”, e Trump fez um aceno a Lula: “cara muito legal”, admitindo ter sentido uma “excelente química” entre eles.
Talvez as pressões internas nos EUA dos grupos econômicos que apoiaram financeiramente a eleição de Trump, e que estão sendo prejudicados em seus interesses pela desastrosa política de tarifas, estejam forçando Trump e ser mais pragmático e menos ideológico à la Marcos Rubio. Trump, nessa premissa, começa a perceber que tensionar demais, exacerbar as estratégias de antagonismo, de sanções, esteja começando a isolar os EUA de forma perigosa, em um “efeito bumerangue”; abrindo cada vez mais espaços para a China e o BRICS em seu protagonismo. Portanto, o gesto amigável de Trump não é por acaso.
Ao contrário do subserviente ex-presidente Bolsonaro, Lula não é subserviente. E o Brasil se faz respeitar quando defende seus próprios princípios e interesses: “foi justamente a firmeza brasileira que arrancou respeito”, avaliou a imprensa internacional sobre as posições de Lula.
O contraste com a extrema-direita: desorientação e traição
Enquanto Lula é a “cara de um Brasil altivo e digno”, Eduardo Bolsonaro começa a perceber que é um absoluto fracasso como antagonista ao governo atual e à justiça. Afinal, apesar de se aliar a Tump em sua cruzada amoral e perniciosa contra o próprio país, seu pai foi condenado por tentativa de golpe de estado a 27 anos e 03 meses de prisão.
O inferno astral de Eduardo está só começando. Ele é alvo de um processo judicial por articular sanções americanas contra a própria pátria; acusado de “traição”, e deve ter seu mandado cassado por agir em conluio externo. Hugo Motta, presidente da Câmara, foi explícito: “servidores públicos não podem apoiar sanções estrangeiras contra o país” — uma resposta direta ao bolsonarismo sectário que buscava aprofundar a crise diplomática para fins pessoais. Valdemar Costa Neto também deveria ouvir isso, e seu partido ter o registro cassado por, implicitamente, apoiar ou justificar as sanções americanas.
A performance de Lula na Assembleia da ONU 2025, ao unir firmeza e capacidade de dialogar, até com adversários, neutraliza e desorienta a extrema direita (bolsonarismo), que perde, de súbito, seu discurso de guerra e vê ruir a esperança de instrumentalizar o conflito internacional contra o governo nacional. O caso Eduardo Bolsonaro é um case do que significa conspirar contra os interesses nacionais e o potencial de autodestruição das posturas antibrasileiras.
Não há como negar que postura soberana e diplomacia madura não se constroem por alinhamento automático, mas sim por defesa intransigente dos interesses do povo e das instituições. A extrema direita, desorganizada e sem rumo, assiste ao fim do ciclo de submissão e ao renascimento do protagonismo brasileiro.
Esse artigo foi baseado em:
https://www.brasil247.com/editoriais247/performance-de-lula-na-onu-
em-defesa-do-brasil-desarma-o-imperio-e-desorienta-a-direita



