Eduardo Bolsonaro: entre a acusação de traição, a liderança artificial e o risco de expulsão dos EUA

“Ele – Bolsonaro – é um risco e o filho dele ainda mais perigoso” (Trump)

A política brasileira chegou a um ponto surreal em que um deputado federal, que não pisa no plenário da Câmara há meses, é premiado com a “liderança da minoria” (sic).

Eduardo Bolsonaro, autoexilado nos Estados Unidos, acusado de conspirar contra o próprio país ao lado de Donald Trump, virou o exemplo mais acabado do que significa o bolsonarismo: a subversão da democracia, acusações, que lhes cabe, de traição a pátria e a indecência institucionalizada.

A liderança da Câmara trata a indicação de Eduardo com “cautela”, pois enfrentaria contestação jurídica e reação institucional. Veremos a posição de Hugo Motta.

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Por PolitikBr I Brasília, Em 17/09/2025, 20h:39, Leitura: 4 min

A indicação do PL de Valdemar Costa Neto, condenado no passado por corrupção e reincidente em manobras contra a democracia, só mostra o tamanho do cinismo da extrema direita. O partido tenta vender Eduardo como liderança da minoria, uma manobra das mais escandalosas, quando na verdade ele é um elemento que usa de seu cargo político se exilando voluntariamente no exterior, em prol de interesses pessoais da sua família, e que deveria ter o mandato cassado por ausência e não ser premiado com salários e benesses pagos pelo povo para ele nada fazer, a não ser o que vem fazendo, isto é, frontalmente atacando a justiça e celebrando sanções contra o próprio país. Quem não teria vergonha de um homem público desses? Eu tenho.

Em qualquer democracia madura, a cruzada de Eduardo Bolsonaro contra a Pátria seria tratada como traição: nos Estados Unidos, onde o deputado hoje se encontra, ele poderia enfrentar prisão perpétua — até mesmo a pena de morte. No Brasil, continua a receber salários pagos com o dinheiro público. Uma indecência de um congresso perdulário e corporativista ao extremo. Extremo mesmo. Sem qualquer pudor.

A situação se torna ainda mais esdrúxula diante da reviravolta em curso. Reportagens recentes indicam que Trump, outrora cúmplice e entusiasta do clã Bolsonaro, rompeu de forma abrupta com Jair e Eduardo. Fontes do Departamento de Estado americano confirmam que Eduardo pode ser expulso dos EUA por “ativismo político não autorizado em solo americano”. A ironia é que o país que ele bajula e idolatra, assim como faz seu pai, pode ser justamente aquele que vai lhe virar as costas, impondo a maior humilhação de sua carreira.

Segundo informações, Lula agiu pela via diplomática, fornecendo relatórios e dossiês que expuseram as ligações de Eduardo com grupos extremistas. Provas documentadas — discursos, mensagens, vídeos — chegaram às mãos de investigadores americanos, que agora avaliam seu visto diplomático. A articulação do governo brasileiro falou mais alto do que as bravatas da extrema direita. Enquanto Eduardo fazia lives inflamadas, Lula acionava discretamente a diplomacia, deixando que os fatos falassem por si.

O mundo da geopolítica é volátil. E mesmo com Trump, extremista de direita, o bolsonarismo, em queda livre em apoio popular, pode entrar em colapso em duas frentes: no Brasil, Jair Bolsonaro já condenado a 27 anos e 3 meses de prisão; nos Estados Unidos, Eduardo prestes a ser expulso como persona non grata. Será? Torçamos que sim.

E toda essa história sórdida e mal cheirosa tem por enredo traições, delírios e derrotas, afinal, Bolsonaro foi ou não foi condenado? Foi. Foi sim. E que revela o quanto a extrema direita brasileira é nociva, irresponsável e incapaz de respeitar sequer o país que diz amar.

No fim, talvez o mais simbólico seja o que se repete como eco em Washington: nem Trump quer associação com o bolsonarismo: “Eles se tornaram um fardo. […] Ele – Bolsonaro – é um risco e o filho dele, ainda mais perigoso”, teria dito o ex-presidente. Eventos marcados de Eduardo foram cancelados sem explicação, e think-tanks, fundações e podcasts conservadores agora fogem do nome Bolsonaro como de uma sentença de morte política. A frase atribuída a Trump sela a derrocada de uma família que acreditou poder conspirar eternamente contra a democracia brasileira — e agora paga o preço da própria arrogância.

Esse artigo foi baseado nas seguintes publicações:

https://noticiabrasil.net.br/20250917/hugo-motta-diz-que-indicacao-de-eduardo-a-lideranca-sera-analisada-com-cautela-pela-camara-43317207.html

Em manobra, PL anuncia Eduardo Bolsonaro como novo “líder da minoria” na Câmara | Brasil 247

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