Flávio Bolsonaro Pede Bombardeio de seu Próprio País

Flávio Bolsonaro pede à Trump o bombardeio de seu próprio país.

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Por PolitikBr I Brasília, Em 27/10/2025, 16h:13, Leitura: 6 min

O Brasil vivencia a decadência do projeto autoritário da extrema direita e de seu isolamento diante da sociedade; o que leva a que pessoas investidas de mandatos públicos, em puro desespero e cheia de ressentimentos, se voltem contra o seu próprio país, forma sórdida e anti patriótica.

Um exemplo emblemático – e estarrecedor – dessa degradação do exercício responsável da política é o recente pedido do senador Flávio Bolsonaro para que o governo estadunidense, sob o comando de Donald Trump, bombardeie as costas brasileiras, especificamente a Baía de Guanabara, contra supostos traficantes.

Este episódio não é um sintoma grave da crise ética instalada na família Bolsonaro e no bolsonarismo em sua forma atual: desorientado, inconformado com sua irrelevância eleitoral e dispostos a gestos de verdadeiro viralatismo kamikaze, como bem destacado pela revista Veja.

Ao pedir um ataque militar estrangeiro contra o seu próprio país, Flávio Bolsonaro comete, literalmente, um crime contra a pátria, violando flagrantemente os princípios da soberania e da integridade territorial previstas no direito internacional.

Não é coincidência que esse pedido tenha vindo às vésperas do encontro entre os presidentes Lula e Trump na Malásia, – que aliás foi um sucesso, isolando ainda mais a extrema direita brasileira – sinalizando uma tentativa explícita de criar constrangimento e discórdia diplomática de forma irresponsável e calculada.

Além disso, cabe lembrar o comportamento do irmão Eduardo Bolsonaro, refugiado nos Estados Unidos, – Lula e tantos outros chamam Eduardo Bolsonaro de traidor da pátria – que articulou as tarifas econômicas punitivas de 50% contra o Brasil, para tentar salvar o pai da condenação, como chefe da quadrilha golpista.

Eduardo, em seu inferno astral, assim como Carla Zambelli, que deverá ser extraditada da Itália, agora enfrenta um processo por coerção ao judiciário, a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) ao Supremo Tribunal Federal (STF). Ele, com certeza, se tornará réu e será condenado, se tornando inelegível por 08 anos.

De que adiantou a cruzada de Eduardo Bolsonaro e de seu parça Paulo Figueiredo contra o Brasil? O que esses dois fizeram só trouxe prejuízos ao país, aos exportadores e ao trabalhador brasileiro. É um típico caso de patriotismo de araque, às avessas. E, no frigir dos ovos, Jair Bolsonaro foi condenado, a extrema direita está desarticulada e dividida, com as facções extremistas lutando entre si pelo espólio eleitoral do ex-presidente, a popularidade de Lula cresceu​ ainda mais como exemplo de politico que luta em defesa da pátria e não trama, às claras, contra ela. E que vê Trump se aproximar de Lula de forma pragmática, em temas que interessam aos dois países, e nada tem a ver com picuinhas ideológicas. Como bem disse Lula: Bolsonaro é passado.

O Contexto Familiar e o Envolvimento com Milícias

A análise do jornalista Reinaldo Azevedo, fundamentada em documentos e fatos conhecidos, aproveita para expor o quadro sombrio que revela como a família Bolsonaro facilitou a entrada de armas e munições em grupos armados letais como as milícias, e até mesmo o tráfico de drogas.

Reinaldo cita esse ponto em resposta ao senador que, ao invés de ao menos ter a hombridade de se desculpar diante da sociedade; em sua defesa torta, fugindo de responsabilidades, acusou a imprensa de “gostar de traficantes“. Flavio não teve, como se seria o contrário? A humildade de dizer que errou. Pedir desculpas à pátria que lhe paga salários e mantém as suas benesses à custa do erário público.

Quanto ao ponto levantado por Reinaldo Azevedo, ele lembra que foi a administração Jair Bolsonaro que promoveu, via decretos, a flexibilização da compra de armas e munição por entidades conhecidas como CACs, aos milhares, que acabaram desviando parte desse arsenal para criminosos do Rio de Janeiro e Brasil afora.​

O próprio Flávio Bolsonaro, longe de negar tais vínculos, legou homenagem pública a milicianos, empregou em seu gabinete a mãe de um miliciano e manteve relações estreitas com Fabrício Queiroz, figura acusada de envolvimento com milícias. Esses dados revelam um esquema estrutural e sistemático, não um conjunto de episódios isolados.

O Pedido do PT e a Reação na Suprema Corte

Diante da gravidade do pedido esdrúxulo feito por Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos – um senador da República pedindo intervenção militar estrangeira – o Partido dos Trabalhadores (PT) acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para que investigue o parlamentar, apontando a fala como ameaça à soberania nacional e atentado contra a ordem constitucional. Esse pedido mostra a seriedade com que o tema está sendo debatido dentro do marco jurídico brasileiro.

O comportamento dos filhos de Jair Bolsonaro representa um ataque coordenado à soberania, à imagem e à economia nacionais; em conluio com setores da extrema-direita estadunidense e do partido liberal (PL).

As Consequências para o Brasil

Os discursos e as atitudes anti patrióticas dos Bolsonaro não são apenas delírios individuais, mas mecanismos de desestabilização que afetam a democracia, as instituições e a segurança nacional.

Quando um senador da república convoca uma potência estrangeira para atacar militarmente o seu próprio país, se abre um perigoso precedente que exige investigação, punição e repulsa unânime. Ou vamos fingir que nada disso aconteceu? Como o fez a comissão de ética da Câmara dos Deputados, de maioria bolsonarista, que arquivou o pedido de cassação de Eduardo Bolsonaro, mesmo com tudo de mau que ele patrocina, de forma descarada, contra o Brasil?

A alegação do relator – deputado Delegado Marcelo Freitas (União-MG), amigo pessoal de Eduardo – foi a de que ele está exercendo o seu livre direito de opinião. Repulsivo.

A invasão às regras internacionais, a chamativa promoção de sanções econômicas e a entrega irresponsável da pátria aos interesses de potências estrangeiras são uma afronta ao conceito de Brasil soberano, mostrando que o bolsonarismo pouco se importa com a integridade e o futuro do país, sendo um projeto personalista, destrutivo. A máscara caiu.

Esse artigo foi baseado em:

A análise do jornalista Reinaldo Azevedo, fundamentada nos documentos e fatos conhecidos, aproveita para expor o quadro sombrio que revela como a família Bolsonaro facilitou a entrada de armas e munições em grupos armados letais como as milícias e até mesmo o tráfico de drogas. A administração Jair Bolsonaro promoveu via decretos a flexibilização da compra de armas por entidades conhecidas como CACs, que acabaram desviando parte desse arsenal para criminosos do Rio de Janeiro [attached_file:0375944f-9ec3-4df2-be87-98e5d5896384].​

O próprio Flávio Bolsonaro, longe de negar tais vínculos, legou homenagem pública a milicianos, empregou em seu gabinete a mãe de um miliciano e manteve relações estreitas com Fabrício Queiroz, figura acusada de envolvimento com milícias [attached_file:0375944f-9ec3-4df2-be87-98e5d5896384]. Esses dados revelam um esquema estrutural e sistemático, não um conjunto de episódios isolados.

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