A “realpolitik” bate na cara de Eduardo Bolsonaro e de seu “Parça”

A “realpolitik” bate na cara de Eduardo Bolsonaro e de seu “Parça”.

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Por PolitikBr I Brasília, Em 18/10/2025, 20h23, Leitura: 4 min

Há dias em que a política internacional revela, sem filtros, o abismo entre a diplomacia real e a pantomima ideológica que alguns insistem em encenar. O episódio ocorrido nos Estados Unidos, quando Marco Rubio simplesmente ignorou a tentativa de interferência de Eduardo Bolsonaro e de seu “parça” Paulo Figueiredo, é um desses momentos que descortinam a diferença entre o poder real e o delírio performático.

Enquanto o chanceler brasileiro Mauro Vieira mantinha uma reunião proveitosa com Rubio, senador influente e voz poderosa entre os republicanos, Eduardo e Figueiredo tinham tentado — nos bastidores — sabotar o encontro, numa tentativa desesperada de manter viva uma agenda ideológica que já não encontra eco nem entre os republicanos trumpistas mais ideológicos, como o próprio Marco Rubio, sabidamente ter uma profunda antipatia em relação à Lula.

E o que ocorreu? Marco Rubio nem recebeu os dois. Solenemente os ignorou, mostrando o quanto de fato eles são irrelevantes, quando se trata de interesses mútuos entre nações, e não politicagem de quinta. Barata. Foi um tapa na cara. E a dupla se expos ao ridículo porque quis, afinal, quem eles pensam que são? Que podem alterar os rumos de uma negociação que, antes de mais nada, interessa diretamente à Trump e aos Estados Unidos? Pura tolice, Pretensão desmedida.

Os EUA precisam do Brasil. Precisam do seu café, do seu suco de laranja, de seus aviões, de sua carne, de suas riquezas minerais, como as terras raras; e de uma infinidade de outros itens da pauta de exportação brasileira.

Não dá para imaginar que a normalização das relações entre os EUA e o Brasil vá muito além disso: dos interesses econômicos mútuos. Afinal, Trump está em guerra com o BRICS e o Brasil é um dos principais protagonistas do bloco, e portanto, um alvo nessa disputa de poder e geopolítica. Mas para a “dupla tupiniquim” o recado foi um “soco na boca do estômago“. Deve ter doído um bocado.

Essa guinada pragmática começou com um gesto simbólico, mas poderoso: o breve encontro entre Trump e Lula na Assembleia da ONU, quando o presidente americano disse ter sentido uma “química” com o brasileiro. O gesto evoluiu para algo mais concreto: um telefonema de meia hora entre os dois, no qual Lula pediu que os EUA parassem de sancionar o Brasil e de perseguir autoridades do Judiciário, como o ministro Alexandre de Moraes.

Para quem vive de mentiras, da retórica do confronto e de submissão, o movimento de Trump em direção ao diálogo com Lula foi um banho de realidade. O trumpismo de bastidor — aquele que opera em torno de negócios e poder, não de slogans — entendeu o óbvio: Eles precisam do Brasil muito mais do que o Brasil precisa dos Estados Unidos, até porque mesmo com as sanções americanas as exportações brasileiras estão indo muito bem, e cada vez mais se abrem mundo à fora novas parcerias para negócios. O Brasil da humilhação e da submissão ficou para trás com Jair Bolsonaro. Condenado Sim. Condenado. 27 anos e 3 meses de prisão.

E foi nesse contexto que a reunião de Marco Rubio com Mauro Vieira se tornou o símbolo dessa nova fase. O encontro, classificado como “muito positivo”, abriu caminho para uma reunião presencial entre Lula e Trump, que, segundo fontes diplomáticas, pode ocorrer tanto nos EUA quanto no Brasil.

O “fora” de Marco Rubio foi mais do que um gesto: foi uma lição pública de “realpolitik“. Os EUA perceberam que não há espaço para picuinhas ideológicas num tabuleiro em que a China, a Rússia e o Irã ampliam influência cada vez maior sobre o Sul Global. Se antes Bolsonaro servia de peça útil num jogo de contenção, agora, com Lula e seu prestígio internacional, o pragmatismo fala mais alto.

Eduardo e Figueiredo parecem não compreender que a diplomacia não se faz com lives, mas com gestos concretos e compromissos de Estado. A tentativa de deslegitimar o chanceler Mauro Vieira foi uma jogada tão amadora quanto previsível — e terminou com os dois sendo humilhados, feitos de bobo, enquanto se consolidava um canal de diálogo direto entre os dois países, para desespero não só de Eduardo e de seu “parça”, mas também da bancada de puxa sacos e vira latas daqui.


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