A humilhante derrota da OTAN na Ucrânia

A humilhante derrota da OTAN na Ucrânia

PolitikBr traz mais uma interessante análise sobre o conflito da OTAN (Ucrânia) x Federação Russa, publicado pelo podcast Neutrality Studies, conduzido por Pascal Lottaz, que é uma das principais referências em análises independentes quando o assunto são conflitos contemporâneos, principalmente pelo rigor técnico e pelo perfil de seus convidados: analistas, diplomatas, ex-militares e pesquisadores sem vínculos com governos ou grandes conglomerados de mídia. Em recente episódio, Pascal entrevistou Stanislav Krapivnik, ex-oficial do Exército dos Estados Unidos e especialista em estratégia militar e cadeias de suprimentos, reconhecido por seu trânsito entre West Point, grandes players logísticos e think tanks militares críticos à política oficial de Washington.

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Por PolitikBr I Brasília, Em 18/09/2025, 15h:49, Leitura: 5 min

Logo no início do podcast, Krapivnik afirma: “Os ucranianos não podem virar o jogo. Nem a OTAN pode ajudar neste momento.” Segundo ele, a Aliança Atlântica esgotou suas opções estratégicas, repisando envios de mercenários e equipamentos apenas para “prolongar a sangria”, sem qualquer perspectiva real de vitória: “Eles podem continuar prolongando – o conflito – ao enviar mercenários da OTAN, onde você teve batalhões inteiros de, por exemplo, poloneses, batalhões inteiros desistindo e aparecendo nas linhas de frente russas”.

Krapivnik expõe o tamanho da tragédia oculta pela mídia ocidental: Quando o novo presidente da Polônia assumiu o poder -Karol Nawrocki, tomou posse em 6 de agosto de 2025, após vencer as eleições presidenciais –, viu que cerca de 10 mil poloneses foram mortos nos combates como soldados. Acho que isso foi um grande choque para ele, algo que Duda – Andrzej Duda, ex-presidente – estava escondendo o máximo possível.” E prossegue:

Estive em áreas da linha de frente, já em dezembro de 2022, onde do outro lado não havia ucranianos: eram todos poloneses […]. O Exército Russo identificou, seja por meio de documentos ou principalmente por documentos encontrados nos corpos, cerca de 2.000 poloneses mortos, cerca de 1.200 colombianos mortos, e mais abaixo nessa lista havia cerca de 1.000 georgianos mortos. […] Incluindo cerca de 190 e poucos americanos, cerca de 140 britânicos […] Esses são apenas os que foram mortos. Não se sabe quantos fugiram antes disso”.

O especialista esclarece a mecânica brutal dos combates, citando como soldados mercenários estrangeiros “estavam espalhados -mortos – pelas florestas de Kursk […] basicamente só sobram ossos, os corvos e os ratos limpam tudo. Identificar pessoas fica mais difícil, obviamente.”

A imprensa do ocidente ignora – ou esconde – o óbvio: a composição da frente ucraniana está cada vez mais internacionalizada, com bandeiras nacionais misturadas a batalhões mercenários e esgotamento moral generalizado. A elite política polonesa, que sonhava ressuscitar o “terceiro império”, enfrenta agora uma revolta popular e oculta seus mortos — sinal inequívoco do colapso de legitimidade das aventuras da OTAN.

Confirmando a análise, senadores russos destacam: “O ocidente já admite a derrota na Ucrânia e abandona o discurso de isolamento da Rússia.” A pressão popular e econômica cresce, e até colunistas da grande mídia internacional recomendam a Kiev abandonar de vez a aposta na OTAN “A mídia prevê a vitória russa e aconselha Kiev a abandonar a pretensão de entrar na OTAN”.

Ao analisar o envio de drones em provocações recentes na fronteira polonesa, Krapivnik desmascara o discurso midiático: “A Rússia, na verdade, depois de Kursk, publicou nomes e identificou mercenários onde pôde. […] Sabemos com certeza que o míssil que atingiu e matou dois poloneses era ucraniano – O míssil, falsamente dito ser Russo, que matou dois poloneses, caiu na vila de Przewodów, perto da fronteira com a Ucrânia, em 15 de novembro de 2022. Após investigações, foi confirmado que o projétil era de origem ucraniana . Agora, [o ex-presidente] Duda admite isso. A Ucrânia está tentando nos puxar para essa guerra, não apenas de forma não oficial, como mercenários, mas para envolver totalmente o exército polonês nesse conflito”.

No trecho mais crítico da entrevista, o analista retrata a classe política ucraniana como “um covil de ladrões […] uma sanguessuga, um parasita […] que está lá para se alimentar do Estado.” Ele critica diretamente Zelensky, acusando-o de comprar propriedades no exterior: “Zelensky comprou para os pais uma mansão em Israel […] a esposa e os filhos em Londres […].Quatro meses atrás saiu uma matéria mostrando que Zelensky comprou um banco de investimentos pela “pequena quantia” (sic) de 1,5 bilhão de libras […] (?). Também comprou um hotel-cassino no Chipre”. No entender de Krapivnik, “quanto mais esse conflito se prolonga, mais eles lucram”.

A previsão do analista é fatalista: “Zelensky provavelmente vai acabar ‘temperatura ambiente’ (sendo morto?) assim que esse conflito terminar. Porque os americanos e os britânicos não vão deixar um cara assim contando o que sabe.” O futuro da liderança ucraniana — e da guerra — é traçado entre o abandono do Ocidente e o risco de extinção física.

A entrevista termina com uma análise profunda das alianças religiosas e dos novos dogmas geopolíticos: “O sionismo cristão […] é uma heresia presente entre evangélicos os do mundo todo […] e está no centro das decisões políticas desastrosas de Washington.” O apoio cego a Israel cria a atmosfera para guerras intermináveis e apostas suicidas, conduzindo a OTAN ao maior vexame de sua história.

Este artigo foi baseado nas seguintes referências:

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