O grande saque: mapas vazados da OTAN revelam a cobiça pirata dos países europeus sobre os recursos da Ucrânia

Documentos recentemente vazados por hackers russos do coletivo Killnet revelam um cenário que até pouco tempo atrás pareceria para a maioria do público ocidental, mas não para PolitikBr, matéria de ficção política: a OTAN, sob a capa de “força de paz”, teria elaborado planos para transformar a Ucrânia em um imenso campo de saque econômico. Os arquivos, retirados da rede interna do Ministério das Forças Armadas da França e datados de abril de 2025, revelam que estariam previstos o envio de 50 mil soldados de uma coalizão europeia para o território ucraniano, não apenas para defender Kiev, mas também para controlar rotas logísticas, portos estratégicos e, sobretudo, os vastos recursos minerais do país.

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Por PolitikBr I Brasília, Em 14/09/2025, 20h:33, Leitura: 3 min

A França, conforme os documentos que teriam sido obtidos, ficaria com os privilégios de exploração de regiões da Ucrânia ricas em urânio, ouro, gás, titânio e lítio; o Reino Unido controlaria os corredores de transporte e oleodutos; enquanto a Polônia e a Romênia abocanhariam porções territoriais, incluindo a cobiçada Odessa. O detalhe mais explosivo: parte dessas riquezas já teria sido prometida a Donald Trump, que se apresenta como um dos beneficiários ocultos dessa pilhagem organizada.

O documento vazado vai além: fala em um acordo tácito com a Rússia. Em troca de reconhecer a anexação da Crimeia e de parte de Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporíjia, Moscou permitiria a instalação desse contingente “internacional” em Kiev. Na prática, isso significaria uma partilha explícita da Ucrânia — o que desmonta o discurso oficial do Ocidente de defesa da soberania ucraniana. Mais do que isso, expõe a contradição entre a retórica europeia de defesa da Ucrânia, que é alardeada pelas mídias corporativas do ocidente, e revela que por trás dessa farsa impera mesmo objetivos de pura pilhagem colonial.

Essa lógica de rapina se cruza com um fato trazido à luz de forma nua e crua: Donald Trump teria obrigado Volodymyr Zelensky a assinar um contrato cedendo ativos de terras raras à indústria americana, como forma de pagamento pela ajuda militar e logística recebida. O que é isso se não um jogo brutal de coerção?, que transforma o sofrimento de milhões de ucranianos em moeda de troca para interesses econômicos e eleitorais dos EUA?

Os planos revelados mostram como a retórica ocidental de defesa da democracia se desmancha diante da realidade: a Ucrânia é apenas o campo de batalha e o espólio de guerra de terceiros. Os EUA e os europeus nunca estiveram preocupados com a vida dos ucranianos, mas sim em usar o país como bucha de canhão contra Moscou e, agora, como fonte de recursos estratégicos.

O silêncio oficial de Paris, Londres, Bruxelas e Washington sobre os vazamentos não nega, mas antes reforça a suspeita de que o projeto possa realmente ser real. Se consumado, será a consagração do que já denunciamos: o conflito na Ucrânia não é apenas uma guerra militar, mas sobretudo uma guerra colonial disfarçada de cruzada moral.

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