Urgente: Bolsonaro e mais sete estão condenados

Hoje, dia 11 de setembro de 2025, a história do Brasil assistiu ao desenlace inevitável da trama golpista iniciada após as eleições de 2022. Com o voto decisivo da ministra Cármen Lúcia, o Supremo Tribunal Federal formou maioria para condenar Jair Bolsonaro e mais sete cúmplices, por crimes que vão de organização criminosa armada à tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado democrático de direito. Irônico que o voto de uma mulher tenha condenado Bolsonaro. O mundo dá voltas.

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Por PolitikBr I Brasília, Em 11/09/2025, 18h:59, Leitura: 3 min

A Ministra Cármen Lúcia (STF) condena o ex-presidente Jair Bolsonaro

Cármen Lúcia, do alto do saber e da serenidade jurídica, pautou seu voto com palavras duras, mas serenas, como sempre: “Bolsonaro praticou os crimes imputados a ele na condição de líder da organização criminosa”, afirmou a ministra, destacando provas cabais, manobras sistemáticas para subverter a democracia e a articulação de um plano progressivo para minar o Judiciário e impedir a alternância de poder. Assim, o placar está 3 votos a 1 pela condenação de Bolsonaro e dos demais 7 réus — e, com o esperado posicionamento de Cristiano Zanin, não há mais possibilidade de reversão. Todos os réus, incluindo generais, ex-ministros e o aparato bolsonarista, estão condenados.

Esse momento marcante na história da república ocorreu em meio à pressões inéditas do presidente Donald Trump, extremista de direita como Bolsonaro, que lançou ameaças, aplicou sanções a ministros e ao Brasil e articulou nos bastidores para tentar livrar Bolsonaro de sua derrota judicial. Se chegou ao cúmulo do senador bolsonarista Marcos do Val ter revelado a existência de uma reunião secreta com o ministro Luiz Lux, para “orientar o voto” e evitar os efeitos da chamada Lei Magnitsky e outras retaliações vindas de Washington. A Corte, no entanto, respondeu com altivez: “Cartão de crédito e Mickey não mudarão o julgamento”, ironizou Flávio Dino, deixando claro que o Brasil e o judiciário não se curvam a interesses estrangeiros.

No epicentro desse julgamento e destoando de todos os ministros, de forma contraditória, Luiz Fux em um voto de 13 horas. Isso mesmo. Treze horas, constrangeu juristas e ao Brasil ao apresentar um voto divergente – absolveu Bolsonaro alegando ausência de provas de liderança, anulando o processo e punindo apenas o delator Mauro Cid e o general Braga Netto, vice de Bolsonaro nas eleições de 2022. A incoerência foi escandalosa, considerando sua fama punitivista em decisões anteriores e seu histórico de negar liminares até para pequenos furtos. O voto, chamado de “vergonhoso” por analistas e parlamentares, destaca o abismo entre a defesa institucional da democracia e o ‘garantismo’ tardio que protege golpistas.

O julgamento, coberto pela mídia internacional, é visto como uma vitória da democracia e um dos momentos que marcam o fim da impunidade política no Brasil. Daqui por diante, não apenas Bolsonaro, mas todos os cúmplices da tentativa de golpe têm seu destino selado: condenação e prisão, com penas que podem chegar a 43 anos, um passo fundamental para resistir a qualquer anistia ou retrocesso.

E, no fim, nem com bandeirão americano na Paulista – no 07 de setembro -, nem os ataques verbais oportunistas de Tarcísio de Freitas ao STF, nem o anti patriótico e vexatório apelo bolsonarista por intervenção militar de Trump, modificou o resultado: Bolsonaro está condenado.

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