Trump e Putin na reunião no Alasca
Após um encontro de quase três horas na base militar em Elmendorf-Richardson, no Alasca, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que a responsabilidade agora recai sobre Volodymyr Zelenskyy para alcançar um acordo de cessar-fogo com a Rússia. A reunião, a primeira entre os dois líderes desde o início da operação especial Russa em 24 de fevereiro de 2022, não resultou em qualquer acordo, mas foi descrita por ambos como produtiva.
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Por PolitikBr I Brasília, Em 16/08/2025, 16h:03, Leitura: 3 min
Trump afirmou – reparem que as mídias ocidentais só noticiam a versão de Trump sobre o encontro, e não a de Putin – que ele e Putin concordaram que o melhor caminho para encerrar o conflito seria avançar diretamente para um acordo de paz completo, em vez de um cessar-fogo temporário, que geralmente fracassa em se manter: “Foi acordado por todos que a maneira ideal de pôr fim à terrível guerra entre a Rússia e a Ucrânia é buscar um Acordo de Paz, e não apenas um Acordo de Cessar-fogo”, disse Trump em sua rede social Truth Social.
Putin reforçou a expectativa de que Kiev e as capitais europeias não obstruam essas negociações através de provocações ou manobras ocultas. Para ele, apenas sentar e dialogar com o presidente dos EUA já representa um avanço diplomático significativo, dada a isolação enfrentada desde o início do conflito.
Por sua vez, Zelenskyy, após intensas discussões via telefone com Trump no voo presidencial norte-americano, demonstrou disposição para uma cooperação efetiva e apoiou a ideia de um encontro tripartite, incluindo Putin. No entanto, deixar claro que a Ucrânia não aceitará concessões territoriais e precisa de garantias sólidas de segurança para evitar futuras agressões russas. Se essa posição de Zelensky de não ceder territórios se mantiver, só haverá uma alternativa a essa guerra: a completa destruição e capitulação militar dos ucranianos, como meio de encerrar o conflito. Trágico. Mas ao mesmo tempo, simples assim.
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Entre os pontos comentados por Trump em entrevista ao apresentador Sean Hannity, estão as possíveis trocas de territórios e garantias de segurança. “Acredito que estamos muito próximos de um acordo, mas a Ucrânia tem que concordar com ele. Talvez eles digam não”, ponderou o presidente.
A cúpula no Alasca em nada alterou o conflito. O papel do Ocidente permanece complexo: apoio à Ucrânia junto ao endurecimento de sanções contra a Rússia, aliás, sanções inócuas, mas acompanhado por iniciativas diplomáticas de reconciliação, longe de serem suficientes para pôr fim à guerra.
O desenrolar dessas negociações nos próximos dias, com a visita planejada de Zelensky a Washington, será crucial para definir se o caminho escolhido conduzirá à paz real em uma das mais graves crises de segurança da Europa nos últimos 80 anos.