Bolsonaro nega — mas assessores confirmam: ele quis se agarrar ao poder mesmo após a derrota

Coronel da reserva Flávio Peregrino (foto)

Jair Bolsonaro pode até negar, mas os bastidores contam outra história. Documentos e mensagens encontrados no celular do coronel da reserva Flávio Peregrino, assessor do general Walter Braga Netto, revelam que o ex-presidente não aceitava a derrota de 2022 como algo definitivo. Conforme divulgado pelo Brasil 247, as anotações internas revelam a intenção expressa de continuar no governo mesmo após a derrota eleitoral.

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Por PolitikBr I Brasília, Em 12/08/2025, 17h:34

Não se espantem. A essa altura dos acontecimentos e para quem acompanhou a forma como Bolsonaro conduziu o seu governo, esse fato em nada choca. Já era esperado. E é o retrato de uma negação institucionalizada, daqueles que se recusam a admitir a derrota, apesar do ex-presidente o tempo todo oscilar entre declarações de golpismo e de que estava jogando dentro das “quatro linhas da constituição”. Quem acreditava nisso? Ninguém, de fato.

Se isso não fosse grave o bastante, essa trama se insere em um cenário ainda mais sombrio: Bolsonaro já foi denunciado por tentativa de golpe, organização criminosa e abolição violenta do Estado democrático de direito — o chamado “Punhal Verde e Amarelo”, que, segundo investigações da Polícia Federal, envolvia homicídio judicializado e cerco ao STF para impedir a posse de Lula.

Não se trata de mera bravata pós-derrota. É expressão clara de que, para Bolsonaro, o mandato não era uma etapa passageira — mas um poder de perpetuação. E por mais que ele negue, os documentos não mentem.

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