Na tentativa de encerrar a guerra entre a Federação Russa e o chamado “Ocidente coletivo” — conflito que já devasta a Ucrânia há mais de 03 anos — Donald Trump resolveu agir com o seu tradicional estilo de ultimato. Primeiro, impôs um prazo de 50 dias para que Vladimir Putin aceitasse um cessar-fogo, sob pena de novas tarifas econômicas contra Moscou.
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Por PolitikBr I Brasília, Em 09/08/2025, 17h:35
O resultado? Nenhum. A Rússia intensificou os ataques e continuou avançando militarmente, esmagando posições ucranianas, “libertando” mais cidades, aumentando mais territórios sob o seu controle e ignorando a ameaça. Trump, então, deu mais 10 dias para uma resposta. Outra vez a resposta foi o silêncio de Moscou e a continuidade das estratégias e ações de campo visando derrotar a Ucrânia.
Sem opções que funcionassem no tom da pressão, o presidente norte-americano mudou de estratégia e enviou um emissário especial – Steve Witkoff – para conversar com Putin. Palavras de Trump:
“Meu enviado especial, Steve Witkoff, acabou de ter uma reunião altamente produtiva com o presidente russo Vladimir Putin. Grandes avanços foram alcançados! Depois disso, atualizei alguns de nossos aliados europeus. Todos concordam que esta guerra precisa chegar ao fim, e trabalharemos para isso nos próximos dias e semanas”.
Foi nesse ponto que a conversa tomou um rumo surpreendente — e, para Kiev, alarmante.
A proposta que mexe no mapa
Segundo informações de bastidores, Trump teria sinalizado com uma oferta de cessão dos territórios ucranianos jà em poder da Rússia como moeda de troca para encerrar o conflito. A proposta, em tese, agradou Putin, que a classificou como um “bom passo no caminho para a paz”.
Saiba mais:
Mídia: Zelensky é Página Virada. O general Valery Zaluzhny é o Novo Presidente, de fato, da Ucrânia
Mas há um detalhe: Volodymyr Zelensky não aceita abrir mão de território. Para o presidente ucraniano, qualquer negociação que envolva ceder território seria uma capitulação inaceitável — ainda mais depois de anos de propaganda interna e externa de que “cada centímetro” da Ucrânia seria recuperado.
A discordância abre um novo capítulo de tensão: o líder (?) de Kiev pode estar prestes a ser atropelado pela diplomacia entre Washington e Moscou.
Nós publicamos no dia 08/09, de fonte citando os serviços de inteligência da Rússia, que Zelensky teria sido substituído pelo general Valery Saluzhny. O presidente-símbolo da resistência ao “invasor russo” teria sido discretamente substituído pelo general que até agora era embaixador ucraniano no Reino Unido. Se essa informação for verdadeira, a resistência de Zelensky em não ceder territórios aos Russos como condição 01 para o fim da guerra, seria pura fachada ou mais uma “armadilha” do Ocidente Coletivo contra a Rússia.
Alasca: o palco do encontro
Com a aceitação preliminar de Putin, ficou marcado um encontro direto entre ele e Trump no Alasca — território norte-americano, mas geograficamente próximo à Rússia, um cenário que evoca simbolismo estratégico e conveniência logística.
E Putin não se limitou a aceitar a reunião. Antes dela, decidiu consolidar apoios e consultar aliados estratégicos: ligou para Xi Jinping, presidente da China, Para Modi, primeiro ministro da Índia e agora para Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil — os três, membros fundadores do BRICS, e defensores declarados da ordem multipolar em construção. Putin ligou ainda para outras lideranças do sul global sobre a natureza do encontro com Trump. Como se vê, Putin está sendo muito cauteloso nesse momento, em que os EUA estão em guerra aberta contra o BRICS.
BRICS, soberania e o jogo de bastidores
As conversas com Xi, Lula, Modi e outros líderes indicam que Moscou quer entrar no encontro com Trump munido de respaldo político de potências não alinhadas ao eixo ocidental. Representando o “Coletivo BRICS+” e não falando sozinho, unilateralmente.
Para o BRICS, o movimento é uma oportunidade de reafirmar que a resolução de conflitos deve respeitar a soberania das nações e equilibrar interesses regionais e globais — algo que o Ocidente, e Trump em particular, se recusa a aceitar.
O risco de uma paz imposta
A questão central é que qualquer acordo que envolva cessão territorial sem o consentimento do povo ucraniano levanta um problema legal, ético e político. Seria uma paz imposta de cima para baixo, com assinaturas em mesas estrangeiras e legitimidade duvidosa. Por essa razão, se especula que em sendo aceitos os termos Russos, a Ucrânia deveria ratificar essa decisão de forma democrática e formal, através de consulta, via um plebiscito, ao povo ucraniano.
Se Trump busca um troféu diplomático para mostrar ao eleitorado, Putin procura consolidar ganhos territoriais que custaram sangue e recursos. Já a Ucrânia se vê entre dois cenários igualmente desconfortáveis: aceitar o acordo e admitir a derrota com perdas territoriais irreparáveis, ou rejeitá-lo e arriscar a ser abandonada à própria sorte pelos próprios patrocinadores.