Lula sobre Bolsonaro: ‘Ô cara de pau, se defenda! Mostre que você é inocente’

Em Porto Velho, durante cerimônia para anunciar investimentos do governo federal em Rondônia — incluindo a expansão do Luz para Todos, a construção da ponte binacional com a Bolívia e medidas para a reforma agrária —, Luiz Inácio Lula da Silva não economizou nas palavras ao falar sobre Jair Bolsonaro. E desta vez, não foi um recado sutil: “Ô cara de pau, se defenda! Mostre que você é inocente.”

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Por PolitikBr I Brasília, Em 09/08/2025, 07h:45

O presidente Lula deixou claro que o ex-ocupante do Planalto tem direito à ampla defesa nos processos em que é acusado de tentar um golpe de Estado e ironizou a pressa do bolsonarismo em pedir anistia antes mesmo do julgamento:

Ô cara de pau, se defenda! Mostre que você é inocente.”

Lula não deixou passar a contradição gritante: Bolsonaro, que se diz vítima de perseguição, está tendo todas as garantias legais e constitucionais que o próprio Lula não teve quando do lawfare judiciário da Lava Jato. Enquanto o petista enfrentou um processo marcado por parcialidade judicial, Bolsonaro é julgado dentro das regras do Estado de Direito — e mesmo assim tenta mobilizar aliados para escapar da justiça antes do veredito.

O recado foi direto: processo se enfrenta com defesa, não com choradeira. E se o ex-presidente acredita na própria inocência, que prove nos autos — não na base do grito em redes sociais ou na manipulação da militância.

Seja homem. Crie vergonha” — o soco no fígado do vitimismo

Ao ironizar a postura de Bolsonaro, Lula cutucou onde dói:

“Ao invés de ficar choramingando pelos cantos: ‘Ah, eu tô doente…’, aí vai os filhos… Ele está chorando, ele tá nervoso. Seja homem. Crie vergonha. E responda pelo que você fez.”

A mensagem desmonta a estratégia de vitimização todo santo dia encenada pelo clã Bolsonaro, que transformou a narrativa de “perseguido político” em produto para consumo da base radical.

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Eduardo Bolsonaro, o “embaixador” da vergonha nacional

O presidente não poupou críticas ao filho mais midiático de Bolsonaro. Chamou-o de “um tal de Eduardo” e ironizou seu papel de lobista internacional, pedindo socorro a Donald Trump para livrar o pai da Justiça brasileira:

Tem um filho do Bolsonaro, um tal de Eduardo, que deve ser cassado pela Câmara, dizendo: ‘Ô Trump, meu pai tá sendo perseguido, Trump. Meu pai é inocente, Trump’. Ah, tem dó.”

Lula lembrou que, quando foi preso, nenhum de seus filhos pediu a intervenção de países estrangeiros — nem correu a governos vizinhos pedindo apoio para afronta à soberania nacional:

“Eu ensinei meus filhos a ter vergonha na cara, a ter caráter e a respeitar o País.”


Lula ainda mandou um recado direto a Donald Trump: soberania não se discute. “A gente não se mete na Corte deles”, disse, num claro protesto contra a intromissão de Washington nos assuntos internos do Brasil — especialmente nas ofensivas políticas que buscam blindar Bolsonaro.

O que fica

A fala de Lula foi mais que um ataque retórico. Foi uma demonstração de que pretende enfrentar o bolsonarismo na narrativa, desmontando a farsa da perseguição política e deixando claro que a Justiça seguirá seu curso — com amplo direito de defesa, mas sem atalhos de anistia para quem tentou derrubar a democracia.

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