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Por PolitikBr I Brasília, Em 04/08/2025, 08h:08
O Brasil cansou do cinismo da extrema direita (bolsonarismo). Pesquisa Datafolha divulgada neste início de agosto revela um divisor de águas: 61% dos brasileiros não votariam em candidatos que prometem livrar Jair Bolsonaro e seus aliados de punição pela tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023. A anistia ampla, geral e irrestrita que a extrema direita sonha vender nas ruas e no Congresso virou veneno eleitoral. O bolsonarismo perdeu sua “máquina do tempo” – e qualquer político que tente “passar pano” para Jair Bolsonaro, hoje, corre o risco de condenação pela opinião pública, farta das mentiras deslavadas e de manipulação da extrema direita. De parlamentares mentirosos e vis, uma marca mais que evidente do bolsonarismo na Câmara dos Deputados e no Senado. A ausência dos governadores bolsonaristas às fracassadas manifestações a favor de Bolsonaro ontem (03/08), um mico, mostra o grau de rejeição crescente da chorumela bolsonarista na percepção da sociedade. As pessoas começaram, de fato, a se cansar desse modus operandi apelativo à la 4chan.
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Não bastasse a repulsa à farsa da anistia, 55% da população aprova o uso de tornozeleira eletrônica imposto a Bolsonaro pelo STF: uma humilhação simbólica que faz do ex-presidente não mais o “mito injustiçado”, mas o réu monitorado e sob desconfiança aberta do país. A opinião pública, longe de cair na narrativa de vítima e perseguição propagada nas redes, passa a enxergar Bolsonaro como um caso de polícia – e não de política.
O resultado dessas pesquisas Datafolha desmonta o discurso triunfalista dos bolsonaristas:
- O apoio ao perdão e à blindagem de Bolsonaro é um fracasso. Só 19% dizem que votariam num candidato que proponha anistia; o núcleo duro radicalizado se isola num país majoritariamente cansado de aventuras golpistas.
- Aprovação à tornozeleira revela que a maioria compreende e apoia medidas restritivas severas após os delitos do ex-presidente, considerando que 55% concordam integralmente ou parcialmente com a medida, e apenas 41% são contrários.
- A rejeição se reflete também nas ruas: os atos convocados em defesa de Bolsonaro despencam em tamanho, e cresce entre parlamentares o sentimento de que o ex-presidente virou “peso morto” eleitoral.
Essa guinada evidencia o esgotamento absoluto do discurso extremista, da retórica de impunidade e da tentativa de transformar falsidade e crime em narrativa heroica. O brasileiro quer justiça – e, finalmente, começa a ver Bolsonaro na posição que sempre mereceu: a de réu prestes a ser condenado a mais de 40 anos de prisão, e não de herói popular. As atitudes anti Brasil de Eduardo Bolsonaro ajudaram em muito seu pai nessa escalada rumo ao ostracismo.
Em meio ao teatro bolsonarista, a verdade dos números: gritar, hostilizar ou propagar fake news não move mais o eleitorado. Pelo contrário, acelera a ruína política de quem banalizou a lei e debochou das instituições democráticas.