Deputados bolsonaristas se colocam contra o Brasil para tentar salvar Bolsonaro

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Por Política em Debate I Brasília, Em 24/07/2025, 18h:06

É mais do que evidente, aliás, isso não é nenhuma novidade. Só mais um pretexto. Parlamentares bolsonaristas no Congresso se posicionam para tumultuar o país com o objetivo claro de proteger o ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente réu por tentativa de golpe de Estado e crimes associados. Essa estratégia passa pelo pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes (STF), além da revitalização do projeto de anistia aos “golpistas” do 8 de janeiro, que eles insistem em classificar como “presos políticos”.

Esses movimentos não são meras disputas parlamentares, mas uma tática deliberada que segue o que o Estadão definiu como “o método do guerrilheiro bolsonarista, que ensina a tumultuar para triunfar”. Com o fim do recesso parlamentar em agosto, essa turma pretende agir com intensidade, buscando não apenas a liberação política de Bolsonaro, mas a reestruturação da impunidade em benefício do clã e aliados.

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Prioridades da ofensiva bolsonarista no Congresso

  • Impeachment de Alexandre de Moraes: a ponta de lança contra o ministro que lidera os processos jurídicos onde estão envolvidos Jair Bolsonaro e seus filhos.
  • Projeto de anistia ampla para os acusados de envolvimento nos atos antidemocráticos, um resgate do discurso do “perdão” para os que tentaram derrubar a ordem institucional.
  • Mudança no foro especial, reduzindo-o a uma minúscula parcela dos poderes Executivo (vice-presidente) e Legislativo (cúpula), representando uma tentativa velada de tirar o Supremo de investigações decisivas contra Bolsonaro e seus aliados.

O tumulto já começou dentro do Congresso

A disposição de tensões e enfrentamentos foi vista claramente na volta do ex-presidente à Câmara dos Deputados em 21 de julho, em meio a uma reunião da bancada do PL com parlamentares aliados. O evento terminou em tumulto, empurra-empurra, ferimentos (como o do deputado Nikolas Ferreira) e até mesas quebradas, evidenciando o ambiente de radicalização e confronto aberto.

Bolsonaro, em clara afronta às medidas cautelares, exibiu sua tornozeleira eletrônica para fotógrafos e apoiadores, reforçando o confronto direto com determinações judiciais. Apesar da recomendação dos advogados para silêncio absoluto, a postura foi de desafio público, com discursos inflamados e acusações contra o Judiciário, o que pode complicar ainda mais sua situação jurídica. Se esperava que ele fosse ser preso por descumprimento das medidas cautelares, mas ficou “barato“. Bolsonaro só foi avisado- mais uma vez, por Alexandre de Moraes – que PODE ser PRESO (?) se o fato se repetir. São esses recuos que fazem com que Bolsonaro se sinta acima da lei. Enfim.

O fator Hugo Motta

Em meio a esse cenário, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), tem frustrado os planos da ala bolsonarista mais radical. Ele proibiu sessões durante o recesso, bloqueando tentativas de parlamentares ligados a Bolsonaro de usar o Congresso para manifestações em defesa do ex-presidente. Essa decisão provocou rachas internos dentro da direita, com deputados opositores a Bolsonaro criticando essa manobra, mas ela demonstra a fragilidade da célula radical bolsonarista para dominar completamente o Legislativo.

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