Lula Vence e o Bolsonarismo se Arrepende

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Por Política em Debate I Brasília, Em 17/07/2025, 19h:11

O bolsonarismo começa a demonstrar arrependimento pelo apoio dado à investida do presidente Donald Trump contra o Brasil, que visava livrar Jair Bolsonaro da cadeia e também pretendia impor o fim do Pix, um sistema de pagamentos fundamental para a inclusão financeira nacional. Figuras-chave do movimento, como Tarcísio Freitas, já sinalizam a intenção de colaborar com o Itamaraty na condução da situação, enquanto Eduardo Bolsonaro, que chegou a atacar o governador de São Paulo chamando-o de “subserviente e servil às elites”, anunciou ter feito as pazes com ele. Até Jair Bolsonaro passou a admitir que cabe ao governo Lula negociar com os Estados Unidos, afastando-se da postura confrontativa anterior.

Além do mal-estar político e diplomático, essa crise teve impacto eleitoral expressivo, especialmente para Lula. Levantamentos recentes, como da pesquisa Genial/Quaest divulgada em julho de 2025, mostram que o presidente Lula lidera com folga os cenários eleitorais para 2026, com 32% das intenções de voto. Lula mantém vantagem ampla contra aliados do bolsonarismo, como Tarcísio de Freitas e Michelle Bolsonaro, candidatos considerados principais para a direita na próxima disputa presidencial. A pesquisa do AtlasIntel corrobora esse quadro, apontando mais de dez pontos percentuais de vantagem de Lula sobre Tarcísio.

Este fortalecimento eleitoral de Lula ocorre justamente em meio à exposição da tentativa do bolsonarismo de instrumentalizar interesses estrangeiros em favor de agendas pessoais, de forma que quem ganhou a narrativa foi justamente o atual governo, que tem conduzido a diplomacia com maior equilíbrio e apoio do setor produtivo e, em especial, da repudia da Sociedade brasileira.

A reação contrária à investida de Trump no Brasil também foi reforçada por entidades como a Câmara de Comércio EUA-Brasil e a AmCham, que se manifestaram contra a tarifação de 50% sobre bens brasileiros; um claro alerta que desmonta parte da narrativa bolsonarista e demonstra o absoluto isolamento político do ex-presidente e de seus aliados.

Nesse contexto, o bolsonarismo, além do desgaste internacional, enfrenta perda de força nas urnas, evidenciando que a aposta em uma intervenção externa contra o governo brasileiro não repercutiu como esperavam. Lula, ao contrário, ampliou sua base política e consolidou-se como principal nome para disputar e potencialmente vencer as eleições de 2026, reforçando a relevância de uma diplomacia soberana e harmoniosa, em contraposição às estratégias conflitivas do passado recente.

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